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NI 147. Obra do mesmo autor de “Another” se despedindo e outras notícias internacionais…

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Matérias

A metamorfose das adaptações literárias

Olá, navegantes!

Talvez você não saiba, mas desde 2011 a editora L&PM (famosa por sua coleção de livros de bolso) também vem lançando mangás. Esses lançamentos passam meio despercebidos porque a maioria deles pertence a uma coleção chamada Mangá de dohuka, da EastPress, que tem o objetivo de adaptar para o estilo oriental livros clássicos da literatura mundial.

capa-hamlet-lpma metamorfoseObras como Hamlet, A Metamorfose e o Manifesto do partido comunista (a lista completa você encontra em nossa página dedicada à editora) foram lançadas e, pouco a pouco, estão enchendo o catálogo de obras publicadas por aqui. Mas não é apenas o maior número de mangás que está aumentando, é o número de adaptações de obras literárias para os quadrinhos.

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Não é um fenômeno novo no Brasil, e nem no mundo. Desde pelo menos metade do século XX as adaptações de obras literárias para os quadrinhos começaram a ser feitas e, como deve ser óbvio de  concluir, geraram muitas críticas por parte dos pais e educadores que achavam que a leitura dos quadrinhos desestimularia a leitura dos originais.

O tempo passou e o mundo mudou realmente. Agora as adaptações são vistas como uma forma de iniciar o leitor nessas obras. No Brasil, por exemplo, desde mais ou menos 2006 ou 2007, o ministério da educação começou a comprar quadrinhos para, entre outras coisas, ser distribuído para as bibliotecas das escolas públicas brasileiras.

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Essa medida do MEC gerou uma grande produção de adaptações de obras literárias para os quadrinhos. Só para vocês terem uma ideia, o conto O Alienista, de Machado de Assis, foi adaptado quatro vezes em um período muito curto de tempo. Esse aumento de adaptações em território nacional cedo ou tarde atingiria os mangás.

NewPOP_HelenagaleraComo dissemos, a L&PM vem lançando adaptações literárias da coleção Mangá de dohuka. Em 2011, a editora JBC também lançou duas obras dessa mesma coleção (Rei lear e O capital). Por sua vez, a editora Record, pelo selo Galera, lançou algumas adaptações em mangá de obras clássicas com roupagens mais novas (se passando no presente ou no futuro, por exemplo). O mais marcante, no entanto, é que tivemos recentemente até mesmo uma adaptação nacional para o estilo mangá, Helena, feito pelo Stúdio Season e publicado pela NewPop, adaptado da obra de Machado de Assis.

Essa mudança indica um caminho interessante e um tanto quanto controverso para o mundo dos mangás no Brasil. Continuaremos a ter os mangás famosos sendo publicados em banca e consumidos pelo público como tem sido desde o início dos anos 2000, ao passo que teremos adaptações literárias para os mangás sendo apresentada aos leitores mais novos, no meio escolar.

Em nossa concepção, isso tem um lado positivo e um lado negativo. O lado positivo é justamente a apresentação das obras literárias (que todos deveriam ler, diga-se de passagem) na linguagem dos quadrinhos orientais. Porém, isso não ajuda na popularização do mangá como quadrinho independente. Por que o MEC não estimula também o consumo de obras não adaptadas? Há vários mangás com classificação indicativa livre que poderiam facilmente ser incluídos no programa de compra do governo, como Sailor Moon, Card Captor Sakura, K-on e Super onze. A presença de mangás na escola ajudaria na popularização do quadrinho japonês e poderia fazer o mercado nacional crescer. Quantas pessoas não se tornaram fãs de Turma da Mônica com aquelas revistas que líamos nas escolas? Quantas pessoas ainda hoje não se tornam fãs do Cebolinha, do Cascão e da Magali com essas revistas? Infelizmente o mundo não é como gostaríamos…

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Os best-sellers também têm sua vez

Se, por um lado, as adaptações de obras literárias clássicas para os quadrinhos (orientais ou não) são encaradas como uma forma dos leitores mais jovens serem iniciados às histórias canônicas, o mesmo não acontece com adaptações de obras best-sellers. Às vezes nem pensamos nisso, mas tem se tornado constante os mangás adaptados de livros (ou light novels) presentes no Brasil.

capa_so_voce_pode_ouvir_gno game no lifePara citar só alguns temos Another, Feridas e Só você pode ouvir (os três pela JBC), No 6, No game; no life e 1 litro de lágrimas (os três pela NewPop). E, um pouco mais para trás, tivemos Battle Royale (pela Conrad). Todos eles foram adaptados de livros ou light novels e estão no nosso mercado. Independente do gosto de cada um, não se pode negar que essas adaptações são interessantes, pois conhecemos histórias que talvez não conheceríamos na sua versão original.

Em resumo, os mangás adaptados de livros estão aí e vieram para ficar. Se são boas adaptações ou não cabe ao leitor decidir. Pessoalmente, consideramos algumas boas e outras, não. De todo modo, vale a curiosidade. Devemos sempre dar uma chance ao novo, a essas adaptações; e depois porque não dar uma conferida no original?

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Essa não será a única e nem última matéria falando sobre adaptações literárias para os quadrinhos orientais. Esse é um assunto que gostamos muito e queremos explorá-lo mais. Mas por hoje é só, esperamos que tenham gostado e que esta matéria tenha sido de alguma forma útil para vocês.

[Atualização]

Para uma obra ser adquirida pelo governo federal no PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola) é necessário primeiro haver interesse da editora, depois o governo decide quais interessados serão selecionados e quais não serão. “Aventuras de menino”, da L&PM, mangá que não é adaptação de obra literária foi selecionada para o PNBE. Então, fica claro que chance existe… fica a dúvida: será que as editoras “grandes” têm interesse em enviar suas obras para concorrer ao PNBE?….

Noticias

JBC anuncia novel de Another e adaptação em mangá de Kill la Kill

Por meio de seu já tradicional vídeo no youtube, o Henshin online, a editora JBC anunciou dois novos títulos para seu catálogo em 2015: a light novel de Another e a adaptação em mangá do famoso anime Kill la Kill.

killO mangá de Kill la Kill foi publicado na revista Young Ace, da editora Kadokawa shoten, de 2013 a 2015 e é de autoria de Ryo Akizuki e Kazuki Nakashin. A vinda desta obra para o país era quase certa, devido ao sucesso do anime e do reduzido número de volumes (a obra foi finalizada com três). Só não imaginávamos que seria tão depressa…

Sinopse: Na Academia Honnouji há um grupo de estudantes com poderes sobrenaturais obtidos através de um uniforme conhecido como “Uniforme Goku”. Com o poder do uniforme, o representante dos estudantes, Satsuki Kiryuin, dita as regras com autoridade e temor. Ryuko confronta Satsuki para obter informação do segredo a respeito das lâminas-tesoura, mas… O encontro deles foi por acaso ou estavam destinados a isso? O confronto de ambos envolverá toda a academia!

anotherAnother é uma light novel escrita por  Yukito Ayatsuji, publicada em dois volumes, em 2009. Ganhou notoriedade após o seu anime estrear na televisão japonesas e rendeu muitos fãs no Brasil. O mangá da obra foi publicada pela JBC e as vendas foram tantas que eles reimprimiram os volumes e, em muitas lojas, alguns volumes já se encontram esgotados novamente.

Sinopse: Aquela turma da escola guardava um segredo proibido de se contar… Na primavera de 1998, quando o Sakakibara (15 anos) foi transferido para a Escola de Ensino Fundamental Yomiyama do Norte, ele sentia que uma sensação estranha pairando no ar, lhe parecia como um temor por parte de seus colegas. Até que então, o Kouichi é atraído por uma garota misteriosa chamada Mei Misaki. Ele tenta se aproximar dela para desvendar um pouco daquele seu mistério, mas conforme ele se aproxima um desastre que ele jamais imaginara ocorre! O que há de errado neste “mundo”?

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Tanto o mangá quanto a light novel serão publicados ainda este ano.

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