Guias

O grande guia dos mangás cancelados e paralisados no Brasil

Tudo o que um dia foi lançado no Brasil, mas acabou não sendo concluído…

A postagem que você irá ler é uma lista de todos os mangás cancelados no Brasil. Além deles, a lista também reúne aquelas obras que foram paralisadas pelas editoras nacionais e que não existe perspectiva de retorno, aguardando apenas uma confirmação oficial do cancelamento.

Editora JBC

Futari H (2009 – 2013)

Cancelado. Futari H era o mais popular mangá erótico do Japão na época em que foi licenciado. Pelo que se sabe, o título foi oferecido tanto para a JBC, quanto para a Panini e a editora paulista ficou com a obra. Infelizmente, o título parece não ter conquistado muito o público e, após 42 edições em meio-tanko (equivalente ao volume 21 do original), o mangá foi cancelado.

O insucesso do mangá não foi algo exclusivo de nosso país, Futari H foi um fracasso em todo ocidente. Além do Brasil, o título foi cancelado na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos e até mesmo na França. Atualmente só é publicado na Alemanha.

Editora Panini

Eden – Um mundo Infinito (2003 – 2008)

Cancelado. Lançado em meio-tanko e com leitura ocidental, Eden é um dos primeiros casos que fez a Panini ser meio odiada pelo histórico de cancelamentos. O título foi lançado regularmente entre 2003 e 2005 e depois parou de sair. Voltou de surpresa em 2007, onde foram publicados mais alguns volumes para, em seguida, ser cancelado em definitivo.

Eden foi relançado anos depois pela editora JBC e dessa vez concluído.


Peach Girl (2003 – 2008)

Cancelado. Tal como Eden, o título foi lançado em 2003 em meio-tanko e com leitura ocidental, sendo publicado regularmente até 2005. Voltou de surpresa em 2007 e a editora prometeu a seus leitores que levaria a obra até o final.

A promessa não foi cumprida e o título foi cancelado após 3 novos números, devido a baixas vendas.


Shin-chan (2004 – 2005)

Cancelado. Shin-chan foi o primeiro mangá cancelado pela editora Panini e, olhando em retrospectiva, não foi nenhuma surpresa. Lançado em leitura ocidental e em formato de revistinha, Shin-chan não era famoso o suficiente e o público da época não deve ter visto graça nesse tipode obra.


Trigun (2006 – 2007)

Cancelado. O caso de Trigun é diferente. Não foram baixas vendas que fizeram o título ser cancelado e sim uma pendência contratual. Trigun estava programado para ter 4 volumes no total, entretanto devido a problemas de licenciamento a empresa teve que encerrar a publicação no meio e iniciar uma nova, dessa vez publicando o título em 2 volumes com mais de 300 páginas cada. Devido ao descontentamento dos consumidores com o  cancelamento, a Panini chegou a fazer um recall convocando as pessoas que compraram as primeiras edições canceladas, mas o período foi tão curto que quase ninguém ficou sabendo.


Seton (2008)

Cancelado. Mangá cancelado após o lançamento do primeiro volume? Sim, isso existiu. Lançado em um formato maior, com miolo offset e capa com orelhas, Seton encalhou nas bancas. A capa do segundo volume chegou a ser divulgada, mas o volume nunca foi lançado. O cancelamento oficial só foi confirmado em 2010. No Japão a obra possui apenas quatro volumes.


Full Metal Panic Sigma (2008 – 2010)

Cancelado. Continuação direta de Full Metal Panic, Sigma não teve tanta aceitação e devido a baixas vendas a publicação acabou sendo interrompida, após o volume 9. No Japão, o título foi concluído em um total de 19 tomos.


Black Lagoon (2008 – 2010)

Paralisado. Black Lagoon ainda está em publicação no Japão, mas a passos lentíssimos, com vários hiatos. Enquanto aqui no Brasil foram lançados nove tomos, o último deles em 2010, no Japão ainda está para sair o 11 (programado para novembro de 2018).

Quando saiu o volume 10 por lá esperava-se que a Panini o lançasse por aqui, mas isso acabou nunca acontecendo e o título entrou na “geladeira”.


MPD Psycho (2008 – 2010)

Paralisado. MPD Psycho é mais um título parado por baixas vendas e que a editora ainda não oficializou seu cancelamento. O mangá teve 13 volumes publicados entre 2008 e 2010 por aqui, enquanto no Japão foi encerrado em 24 volumes.


Trinity Blood (2008 – 2011)

Paralisado. Trinity Blood parece ser um mangá que tenha vendido bem no passado, pois a editora até mesmo trouxe uma obra da mesma autora, porém depois acabou no limbo. A obra teve 12 volumes publicados entre 2008 e 2009, mas encostou com a publicação japonesa. Em 2011, a Panini lançou o volume 13 e depois nunca mais. No Japão foi concluído recentemente em 21 volumes. A editora brasileira jamais confirmou o cancelamento.


Otomen (2009 – 2011)

Cancelado. Houve uma época em que a Panini lançava um shoujo atrás do outro, muitos deles genéricos e alguns, mesmo quando bons, não tiveram tanto sucesso. Otomen foi mais um desses muitos shoujos e ele acabou sofrendo com baixas vendas, deixando de sair após 7 volumes. Somente em 2013 a editora informou que o título não retornaria. No Japão, a obra foi concluída em 18 volumes.


Guin Saga (2010 – 2011)

Cancelado. Mangá interrompido faltando apenas 1 volume para ser concluído? Sim, isso aconteceu com Guin Saga. A alegação da editora é que o título não vendia bem e como o último volume no Japão teve um final “inventado” pela editora japonesa, não tendo uma boa aceitação por lá, a empresa resolveu não trazer. Pois é.


Kekkaishi (2010 – 2013)

Paralisado. Kekkaishi é um daqueles casos em que o mangá abertamente vendia mal e os leitores sabiam disso. Houve até campanhas para salvar o mangá, mas não deu resultado. Após o volume 19 a obra parou de sair e se encontra paralisada desde então. A Panini jamais confirmou o cancelamento. No Japão a obra foi encerrada em 35 volumes.


Zone 00 (2011 – 2012)

Paralisado. Da mesma autora de Trinity Blood, Zone 00 parece não ter agradado o grande público e foi paralisado após a publicação do sétimo volume. O título anda a passos lentos no Japão, com uma média de 1 volume por ano. A Panini jamais confirmou o cancelamento.


O mito de Arata (2011 – 2013)

Paralisado. Da mesma autora de Fushigi Yugi, O mito de Arata não deu dado certo no Brasil e deixou de sair na mesma época de Kekkaishi. Foram publicados apenas 11 volumes até ser paralisado. No Japão, o mangá se encontra no volume 24. A Panini jamais confirmou seu cancelamento.


Tiger & Bunny (2013 – 2014)

Paralisado. O mais recente caso de mangá paralisado pela Panini é Tiger & Bunny. Ele teve seus cinco volumes iniciais publicados entre 2013 e 2014 e depois não voltou mais. A série foi concluída em 9 volumes no Japão. A Panini jamais confirmou o cancelamento.


Kil Dong – Crônicas de um guerreiro (2007 – 2008)

Cancelado. Mangá Coreano. Guin Saga não foi a única obra cancelada pela Panini faltando um volume para ser concluída. Anos antes a empresa cancelou o mangá coreano Kil Dong faltando só um tomo para terminar. A Panini jamais voltou a lançar uma obra advinda da coreia.

Editora Conrad

As aventuras elétricas do Pikachu (1999)

Cancelado. Antes de a Conrad começar a publicar mangás verdadeiramente, ela já tinha lançado algum conteúdo oriental. Um deles foi o quadrinho As aventuras Elétricas de Pikachu. A edição tinha leitura ocidental e só foram publicados alguns capítulos avulsos que não chegaram a cobrir 1/4 da obra original.


Gen Pés Descalços (1999 – 2001)

Cancelado. Assim como as Aventuras Elétricas, Gen Pés Descalços também foi lançado antes de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. Publicado em sentido de leitura ocidental, a obra seguia uma edição americanizada e que, ao que consta, também só ido até o volume 4 (são 10 no total).

Entre 2011 e 2016, a própria Conrad relançou a obra dessa vez seguindo o original japonês e publicando todos os dez volumes.


Neon Genesis Evangelion (2001 – 2007) e (2005)

Cancelado. O título começou a ser lançado em meio-tanko lá em 2001 e foi publicado regularmente até 2004, quando encostou com a publicação japonesa. Foram publicados outros volumes depois, o último deles em 2007, totalizando 20 edições (equivalente ao volume 10 original). A editora acabou perdendo os direitos do mangá e a obra foi cancelada.

Anos antes, em 2005, a editora ainda arriscou o lançamento de uma edição de luxo do mangá, mas apenas o primeiro volume foi lançado e esta edição também acabou cancelada. Neon Genenis Evangelion retornaria pela editora JBC anos depois, sendo concluído por ela.


Vagabond (2001 – 2006) e (2005 – 2007)

Cancelado. Tal qual Evangelion, Vagabond começou a ser lançado em meio-tanko lá em 2001 e prosseguiu normalmente até encostar com a publicação japonesa, em 2005. Durante esse hiato, A Conrad resolveu publicar uma versão de luxo do mangá e esta deu certo. Houve ainda mais quatro volumes da edição meio-tanko, porém a editora resolveu cancelar a obra para dar prioridade à versão de luxo.

Foram lançados 14 volumes da edição de luxo, mas essa também terminou inconclusa pela editora. Anos depois, a Nova Sampa quis continuar essa versão, mas não deu muito certo. Somente em 2016, quando a Panini assumiu a obra é que Vagabond deslanchou, de verdade, em nosso país.


One Piece (2002 – 2008)

Cancelado. Poucos países podem se dar ao luxo de dizer que One Piece foi cancelado e o Brasil é um deles. Publicado a partir de 2002 em meio-tanko como era costume na época, o título foi lançado regularmente até 2007. Em 2008 teve ainda alguns volumes lançados, chegando ao tomo 70 (equivalente ao volume 35 do original) e não saiu mais. Anos depois, o cancelamento foi confirmado.

A Panini relançou o mangá em 2012 e o título está em publicação até hoje.


Dr. Slump (2002 – 2003)

Cancelado. O mangá de comédia de Akira Toriyama também não conseguiu agradar aos “”primeiros”” consumidores de mangás do Brasil e acabou cancelado após 14 edições meio-tanko (equivalente a 7 volumes originais).

No ano de 2017, a editora Panini começou a relançar a obra.


Gon (2003 – 2004)

Cancelado. Mangá do famoso dinossauro, Gon é um mangá que não tem falas e ainda hoje é bem desconhecido do grande público. Teve apenas 3 de 7 volumes publicados.


Blade: a lâmina do imortal (2004 – 2007)

Cancelado. Lançado em meio-tanko a partir de 2004, Blade teve uma publicação regular até 2005 quando encostou com a publicação japonesa. Dois volumes foram lançados em 2006 e mais dois em 2007, depois disso não retornou mais. Foi oficialmente cancelado em 2011. No Japão, o mangá só foi concluído em 2012 em um total de 30 volumes.

Entre 2015 e 2018, a editora JBC relançou Blade e dessa vez o título foi concluído.


Dragon Ball -Edição Definitiva (2005 – 2009)

Cancelado. Mesmo a grande obra de Akira Toriyama não escapou de um cancelamento. Em 2005, a Conrad começou a lançar uma versão definitiva da obra Dragon Ball que reduzia os 42 volumes originais para 34, além de ter um acabamento melhor. A obra seguiu normalmente até o final de 2006, mas a partir daí desandou. Entre 2007 e 2009 foram publicados apenas 4 volumes. Em 2011, a Conrad perdeu o contrato de todas as suas obras da Shueisha e a edição de Dragon Ball foi cancelada.

A Panini chegou a relançar Dragon Ball, mas não seguiu a edição definitiva, preferindo o formato econômico.


Megaman NT Warrior (2005 – 2006)

Cancelado. Mesmo com anime em exibição Megaman NT Warrior não foi um sucesso e durou apenas seis volumes em meio-tanko (equivalente a 3 originais). No Japão o título foi encerrado em 13 volumes.


Bambi (2006 – 2009)

Cancelado. Bambi é mais uma daquelas obras lançadas em um momento ruim, possuindo apenas 6 volumes no total, seria publicado e concluído sem maiores problemas em um outro momento. Entretanto pela Conrad a obra só teve 4 volumes, estes publicados em um período de 4 anos.


Monster (2006 – 2008)

Cancelado. A obra de Naoki Urasawa foi publicada sem problemas, seguindo um cronograma regular, entre 2006 e 2008. Foram publicados 10 volumes, mas então a obra parou de sair e não retornou mais.

Anos depois, a Panini relançou a obra e a concluiu em 18 volumes.


Sanctuary (2006 – 2008)

Cancelado. Sanctuary teve uma publicação regular em seu início, com 5 volumes lançados até ser paralisado. Um sexto tomo foi publicado em 2008 e depois não se ouviu mais falar do mangá, sendo cancelado oficialmente anos depois. No Japão, a obra possui 12 volumes no total.


Nausicaä do Vale do Vento (2006 – 2009)

Cancelado. Obra de Hayao Miyazaki foi publicado em uma edição deluxe, mas com periodicidade incerta. Apenas cinco volumes foram publicados em um período de quatro anos. Faltando apenas dois volumes para sua conclusão, esperava-se que a Conrad fosse completar a obra, mas apesar da promessa da editora o título foi oficialmente cancelado em 2013.


Delivery Service Of Corpse (2008)

Cancelado. Uma das últimas apostas da editora, Delivery Service of Corpse não foi para a frente. A obra teve apenas três volumes publicados entre março e agosto de 2008 e depois não voltou mais. No Japão, a obra foi “concluída”, mas voltou a sair um tempo depois, estando agora com 23 volumes.


Ooru (2008)

Cancelado. Assim como Delivery, Ooru foi cancelado após míseros 3 volumes publicados em 2008. No Japão, a obra foi concluída em 5 volumes.


Editora Nova Sampa

Hitman (2012 – 2014)

Cancelado. Completo em 31 volumes no Japão, a obra teve 3 volumes lançados no Brasil entre 2012 e 2013. Em 2014, a empresa lançou uma “segunda temporada” de 3 volumes e depois a obra parou de sair. A empresa cancelou oficialmente o título em 2017.


Ikkitousen (2013 – 2015)

Paralisado (?). Lançado no Brasil dividido em “temporadas” de seis volumes, Ikkitousen era um mangá que a empresa sempre comentou vender bem, entretanto encontra-se parado desde 2015 após o lançamento do volume 12. A editora chegou a prometer uma nova “temporada”, mas isso acabou não acontecendo.


Vagabond (2014)

Cancelado. A editora Nova Sampa resolveu relançar Vagabond a partir do ponto em que a Conrad havia parado em sua edição de luxo, ou seja começando no volume 15. Cada volume saía a R$ 40,00 e foi um fracasso.  Ao todo foram publicados 4 volumes e, segundo informações da própria editora, foram impressos mais de 40 000 exemplares e só 300 foram vendidas nas bancas.

A editora ainda tentou renegociar o título, mas acabou perdendo os direitos de publicação. A obra foi relançada pela Panini em outro formato a partir de 2016.


Drifters (2014)

Paralisado (?). Drifters começou a ser lançado pela editora Nova Sampa em 2014, tendo seus três volumes disponíveis lançados no mesmo ano. A obra ganhou um quarto e um quinto tomo no Japão, mas a editora acabou não lançando eles, apesar de ter prometido várias vezes.


Godeath (2017)

Paralisado (?). Após passar 2016 totalmente sumida, a Nova Sampa apareceu de repente em 2017 e lançou algumas séries, entre elas Godeath. Foram publicados dois dos três volumes, mas a editora desapareceu novamente desde então.


Pride – O super Campeão (2017)

Paralisado (?). Mesmo caso de Godeath. A obra teve dois volumes publicados em 2017 e depois a editora sumiu, não dando sinais de vida desde então. Pride possui 4 volumes no total.


Koroshiya-san (2017)

Paralisado (?). Assim como Godeath e Pride, a obra foi lançada em 2017 pela Nova Sampa e não se sabe nada da editora desde então. Koroshiya-san teve um volume publicado apenas. No Japão, a obra possui quatro tomos.

Editora Alto Astral

Não mexa com minha filha! (2016)

Cancelado. Completo em 3 volumes no Japão, Não mexa com minha filha! teve o seu primeiro volume publicado em meados de 2016 pela editora Alto Astral. Os outros nunca apareceram. A editora parou de lançar mangás, o que aponta que a obra foi cancelada.


O segredo de Natsuki (2016)

Cancelado. Completo em 4 volumes no Japão, O segredo de Natsuki teve seu primeiro volume publicado em meados de 2016 pela editora Alto Astral. Os outros nunca apareceram. A editora parou de lançar mangás, o que aponta que a obra foi cancelada.


Lábios Molhados (2017)

Cancelado. Completo em dois volumes no Japão, Lábios Molhados teve seu primeiro volume publicado em janeiro de 2017 e nunca houve um segundo. A editora parou de lançar mangás, o que aponta que a obra foi cancelada.

Além dos mangás publicados pelas “grandes” editoras, outros mangás foram cancelados ao longo dos anos. Alguns deles foram cancelados na primeira leva de mangás no Brasil, no fim da década de 1980 e início da década de 1990, enquanto outros o foram na época de constituição e consolidação do nosso mercado, a partir dos anos 2000. Vamos à lista:


Lobo solitário

Lançado em 1988 pela Editora Cedibra. Foi cancelado após 9 edições. Posteriormente, a obra foi adquirida pela editora Nova Sampa, mas foi cancelada novamente também após 9 edições. Um tempo depois, a editora voltou a apostar no título e outros cinco volumes foram lançados antes de ser cancelado pela terceira vez em território nacional.

Lembrando que tanto a  editora Cedibra, quanto a Nova Sampa publicaram o mangá com o número de páginas bem menor do que o original, o que estenderia bastante a obra. A editora Panini relançou essa obra, dessa vez indo até o fim, em meados dos anos 2000.


Angel / Japinhas safadinhas

Mangá erótico de U-jin foi cancelado duas vezes em terras brasileiras. Uma edição não oficial publicada pela editora Ninja e uma edição feita pela Sampa. A editora Ninja utilizou o título original Angel, enquanto a Nova Sampa adaptou o título para Japinhas safadinhas. Pouquíssimos volumes foram lançados por ambas as editoras, 3 pela Ninja e 9 pela Nova Sampa.


Homem Aranha e X-men

Essas séries americanas adaptados para os quadrinhos orientais não tiveram vida longa no Brasil. Ambos os mangás foram publicados pela editora Mythos em 1998 e foram cancelados após duas edições cada um.


Ranma 1/2

A obra de Rumiko Takahashi foi lançada primeiramente no Brasil pela Animangá em 1998. A edição foi cancelada em 2004. O mangá foi posteriormente foi relançado e concluído pela editora JBC.


Medabots e Digimon

lançado em 2002 pela editora Abril, o mangá de Medabots não empolgou (muito provavelmente por causa dos péssimos desenhos) e foi cancelado após 5 volumes. Por sua vez, Digimon foi publicado um ano antes e teve 8 edições com pouquíssimas páginas em cada edição antes de ser descontinuado.


Gen

A antologia Gen (Não confundir com o clássico Gen, pés descalços), publicada pela editora Abril em 2012, foi cancelada após 8 volumes. Para os que não sabem, essa antologia reúne quadrinhos bem underground, escritos por japoneses, mas pensado para o público adulto do mercado norte-americano…


Kingdom Hearts Coleção definitiva

O mais recente cancelamento de mangá, Kingdom Hearts havia sido inteiramente publicado pela editora Abril, entretanto a empresa resolveu relançar a obra em edições de 400 páginas por volume, mas esse relançamento acabou ocorrendo em um péssimo momento em que a empresa perdeu sua duradoura parceria com a Disney, o que a faz perder os direitos do mangá também. Apenas um volume foi publicado.


Jovens guerreiros

A obra de Motoo Koyama foi publicada no Brasil pela editora Escala em 2001, porém acabou cancelada após míseras 4 edições.


Alita Battle Angel Gunnm

Lançado sem licenciamento pela editora Ophera Gráphica, em 2002, Gunnm teve apenas uma edição publicada. A obra foi relançada no ano seguinte pela editora JBC, dessa vez de forma oficial.


Guerreiros Errantes

Lançado pela editora Mythos em 2001, Guerreiros Errantes (Sword Gale no original) possuía apenas um volume no original e mesmo assim a obra ficou incompleta em terras brasileiras, visto que apenas 100 páginas da obra foi publicada em seu único volume lançado por aqui…. A obra foi cancelada devido a desentendimentos com o licenciante.


Combat e Bombshell

Combat (Pineapple Army, no original), de Naoki Urasawa (Monster) e Kazuya Kudo (Mai – a garota sensitiva) e Bombshell (Secret Plot no original), de NeWMen, tiveram apenas um volume cada lançado no Brasil. Ambos os mangás, entretanto, tiveram histórias fechadas, porém não deixam de ser consideradas como canceladas. As obras foram trazidas pela editora PNC, uma empresa da qual não há qualquer informação disponível.


Cobra

O mangá de Buichi Terasawa foi lançado no Brasil no ano de 1990. Essa obra guarda o título de ser o primeiro mangá da Shonen Jump a aparecer no país. Infelizmente apenas uma edição com menos de 100 páginas foi lançado. No Japão, a obra foi serializada de 1978 a 1984 e rendeu 18 volumes.


Tokyo Toy Box, Unordinare Life e Aflame inferno

Tokyo Toy box é uma mangá seinen, publicado na Weekly Morning, da Kodansha, e concluído em 2 volumes. Por sua vez, Unordinare Life é um mangá completo em 3 volumes e foi publicado ma revista Spica, de editora Gentosha. Quanto a Aflame Inferno é um mangá coreano completo em 6 volumes, que foi licenciado no Brasil pela Haksan Culture. Os três foram publicados pela editora Savana, mas acabaram cancelados após o primeiro volume.


INFORMAÇÕES E EXPLICAÇÕES


Esta postagem foi publicada originalmente no dia 20 de abril de 2015, ainda nos primórdios deste blog, e à época listamos apenas os mangás oficialmente cancelados. Posteriormente publicamos uma lista com os mangás paralisados, mas não oficialmente cancelados. Agora resolvemos reunir as duas listas em uma só.

Não listamos aqui obras que estão paradas, mas que as editoras já sinalizaram que irão retornar (caso de Loveless, pela NewPOP) ou títulos que estejam parados no Japão (caso de Nana, pela JBC). Caso tenha interesse em saber desses títulos, você pode conferir na postagem mais recente da nossa coluna PRÉVIA, clicando aqui.

Também não foram listadas aquelas obras publicadas parcialmente, visto que não era objetivo das editoras publicarem tudo, como é o caso de Crying Freeman, publicado como uma minissérie pela Sampa no início dos anos 1990 ou Golgo 13, publicado como uma coletânea de 3 volumes pela JBC.

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87 comentários em “O grande guia dos mangás cancelados e paralisados no Brasil”

  1. Alguns dos citados no final parecem não terem sido licensiados (daria uma ótima lista, tendo coisas como Alita, Dark Angel e afins), estou errada?

    Acrescento de Naoki Urasawa, Pineapple Army, que saiu aqui com o nome de Combat.

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  2. Vamos lá….
    Full Metal Panic! Sigma e Otomen não estão oficialmente cancelados.
    Seguem paralisados como alguns outros.

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    1. Utilizamos como fonte o blog Gyabbo. O link da notícia é este:

      http://www.genkidama.com.br/gyabbo/2013/10/28/full-metal-panic-sigma-otomen-oficialmente-cancelados-panini/ (Ele se encontra em nossas fontes).

      Um trecho da notícia do Gyabbo diz o seguinte:

      “Enviei, então, um e-mail para meu contato dentro da editora a fim de confirmar tal informação e hoje recebi a resposta. De fato ambos os títulos, um shounen e um shoujo, estão cancelados em razão de terem apresentado vendagens insuficientes para continuação (infelizmente não sabemos que número é esse, o mesmo contato reafirmou que a editora não revelará números de vendas).”

      O Gyabbo é um dos blogs mais profissionais do país. Logo nem cogito a ideia de que ele tenha mentido sobre isso… Portanto, para nós, infelizmente os dois mangás estão oficialmente cancelados, sim.

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      1. Quanto ao cancelamento de Full Metal Panic Sigma eu posso até estar dizen bobagens mas eu acredito que a Panini fez besteira. Eles pararam no edição 9 acredito que seria natural pelo fato de ter alcançado o mangá no apão na época em que lançaram, mas eles não acompanharam os lançamentos seguintes no japão. Desse jeito é óbvio que não vai ter uma boa vendagem. Pra piorar a notícia que eu encontrei confirmando o cancelamento do mangá foi públicada menos de 1 semana depois que foi lançada a última edição no Japão.

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    1. Nós optamos por não incluir na lista nem A Lenda de Kamui (editora Abril) nem Crying Freeman (Nova Sampa) porque eles foram lançados como minisséries (3 e 4 volumes respectivamente) e concluídas.

      Infelizmente não temos no Brasil todos os volumes originais da Lenda de Kamui, mas não podemos dizer que o título foi cancelado porque a Abril só se propôs a publicar 3 exemplares…

      Vou adicionar uma nota na postagem.

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    1. MPD na verdade ainda se encontra em andamento , e já conta com 20 volumes, e até hoje ele não foi oficialmente cancelado.

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  3. Podia ter falado sobre Ragnarok e Chonchu, que são casos bizarros de cancelamento porque no primeiro o autor ficou rico com o jogo e não quis mais saber do mangá, e no segundo a Conrad também teve que cancelar porque os autores decidiram que precisavam de um tempo… que nunca passou.

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    1. Sim esse manhua saiu completo, originalmente sairam 12 volumes, aqui foi publicado em 11, pois enfiaram dois volumes nesse último Pra evitar o cancelamento já que não estava vendendo bem.

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  4. Não acrescentaram Dark Angel Da mythos na lista, faltou tbm Jornada ao Oeste da conrad, e quanto a Chonchu e Ragnarok citados pela Tayná, não foi um cancelamento, não aqui, pois foi cancelado no país de origem, o que havia da obra foi publicado aqui na íntegra, então não havia o que a conrad pudesse fazer, mesmo caso inclusive de priest da Lumus.

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    1. Jornada ao Oeste era um livro, não? Não o coloquei por isso…

      Já Dark Angel me parece que ele foi publicado até o fim.

      Veja nesta matéria do blog Anikenkai:

      http://www.genkidama.com.br/anikenkai/2013/04/01/coluna-do-fred-tudo-passa-tudo-sempre-passara/

      A obra teria sido publicada por inteiro aqui, mas termina sem um fim, pois o autor não deu continuidade.

      O site Guia dos quadrinhos também cataloga Dark Angel como concluído.

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      1. sim, a questão é mais complexa, é o romance original com adaptações em lianhuanhua, que eram ilustrações em sequencia com legendas publicadas no formato a palma da mão, alguns consideram quadrinhos, outros não.

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    1. Tecnicamente ainda não estão cancelados. A editora ainda detém os direitos, ela apenas parou de publicar. Pode voltar de onde parou ou iniciar do volume 1. Mas o cancelamento é mais provável.

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  5. Possibilidade de voltar ao Brasil? Dificilmente alguma editora o relançará, entre outros motivos por ser um mangá muito longo.

    JBC já disse que relançará sob o selo Ink-Comics em tanko ao mesmo tempo que voltará de onde parou em tanko também agora que o Del Greco voltou.

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    1. Hahahahahahahahhahahah. É cada mentira que o povo inventa….

      Carinha, se foi você que inventou essa mentira sugiro virar redator de televisão, você tem futuro.

      Se você viu isso em algum lugar, foi mentira. A JBC disse dias atrás no facebook que não pretendia relançar Futari H.

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    1. Ele foi lançado em formato gibi pela Conrad, mas só foram publicados 4 números, que correspondiam a mais ou menos 1 volume do mangá original japonês. E o mangá original possui 4 volumes ao todo e é da autoria de Toshihiro Ono.

      Curtido por 1 pessoa

    1. É o manga que eu mais quero terminar de ler. Já mandei sugestão para publicação na página da JBC mais de uma vez. Gostaria que fosse republicado nos moldes de Alita. Realmente é um manga muito bom, estamos no aguardo editoras…

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    1. Olá.
      Agradecemos pela dica^^.

      Fizemos uma matéria sobre a editora Opera Gráphica (que lançou esses mangás) e temos conhecimento que esses títulos não foram publicados na íntegra, mas como não compramos esses títulos nós não temos como saber se as histórias publicadas em cada volumes estão completas ou não.

      Caso estejam completas, não vemos motivo para colocar aqui, pois a editora publicou os dois como uma coleção, Toshiki como o volume 1, e kondons como o volume 2 e nesse caso não configura cancelamento. Por via das dúvidas preferimos não colocar.

      https://bibliotecabrasileirademangas.wordpress.com/2015/12/20/a-editora-opera-graphica/

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      1. Então, eu tive as duas edições. Se me lembro bem, a do Toshiki a última história não era fechada, tinha continuação, que nunca aconteceu.
        Já a Bondage Faeries teve 3 histórias sequenciais, terminando tudo numa edição só. Mas o mangá mesmo, durou não sei quantas edições no Japão / EUA, quer dizer, foi cancelado também.
        Se eu conseguir scan dessas edições, eu mando pra vcs verem.
        Até mais!

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        1. Sobre Kondons se ela teve história concluída, mesmo que não tenha lançado todos os volumes japoneses não podemos considerar cancelado. Pois poderia ser o mesmo caso de A lenda de Kamui, pela Abril, e Golgo 13 pela JBC. Não lançaram tudo e nem tinham a intenção de lançar.

          Agora se o Toshiki não teve uma história fechada, então realmente devemos considerá-lo como cancelado, pois a historinha deveria ser concluída. Só é estranho essa editora ter feito a coleção Hentai e colocar Toshiki como volume 1 e Kondons como volume 2…

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          1. Mas então, daí fica complicado saber qual era a intenção dos editores.
            A menos que vocês falassem com alguém daquela época e vissem isso, se a intenção era lançar edições sucessivas, sempre trocando os títulos ou outra coisa.
            Teve uns comentários de bastidores que os caras tavam fazendo era pirataria na cara dura, pode ser, por isso o fim abrupto dos títulos.
            Eu vou ver se acho alguma edição das duas, tiro foto e manda pra vcs pelo e-mail. Eras que eu não mexo em Sebos, meu Deus… @__@

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  6. a Conrad só dava raiva para seus leitores kkkk todas as series “GRANDES” foram canceladas. pelo amor, os colecionadores piram com ela kkkkk

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  7. Ler essa matéria foi reviver minha história como leitor de mangás. Comprei, li ou vi a maioria dos mangás dessa lista. Tive muita raiva com a Conrad e tenho várias dessas edições de luxo descontinuadas nas estantes em casa. A Panini também começou mal, eu era fã de Eden, mas depois se orientou. Acho que boa parte de sua popularidade vem de retomar obras canceladas pela Conrad. O pior é que na época desses lançamentos você não tinha informações sobre o que tava acontecendo e ficava perdido. Fiquei até com receio de comprar uma nova série de mangá e depois ela sumir. Lembro que adorava a JBC, porque era a única em que podia confiar Huahauhauh Em relação à Futari H acredito que foi o traço que não agradou, mas garotas eram cabeçudas e tinham os olhos muito separados – ao menos pra mim. O melhor é que Vagabond e Blade acabaram de ser relançados.

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  8. Muita coisa mudou desde a publicação deste post.
    Muitos mangás aqui relacionados voltaram para o mercado, como o exemplo de Vagabond, Lobo Solitário, Blade, Pokemon Yellow também retornará após o fim da serie RGB, Dr. Slump foi anunciado, dentre outros.
    Infelizmente um mangá que gosto muito e que consta nessa lista, e até agora nenhum sinal quanto seu relançamento é SANCTUARY, uma pena.

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      1. Sanctuary teria 6 edições, e Dengenki Pikachu teria 2. Compraria o segundo por nostalgia mesmo, apesar de ser um manga bom também, mas Sanctuary é um dos melhores mangas que eu já li. Na época, saia alternado com Monster, eu fazia questão de comprar no lançamento. O formato BIG parece perfeito para esses mangas.

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  9. a serie Engel tive varias ediçoes, depois eu soube o quanto valiam hoje para colecionadores, epoca feliz , juntava uns 1, 3 reais e ia na banca , tive um chamado espada e Fantasia que tinha uma historia , cuja a protagonista se chamava “Lady Satiko” que era casada com um “machao de fachada”, alguem sabe algo do auto ? nao tinha censura como os hentai de hoje.

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  10. Quando vi a imagem de Nausicaa, chega a mão tremeu pensando que era anúncio kkkkkkkk

    Do que foi cancelado, só queria o retorno de Delivery Service Of Corpse, edição definitiva de Dragon Ball e Nausicaa. Acho capaz da JBC lançar Nausicaa e a Panini relançar Dragon Ball em um futuro distante.

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  11. Recentemente em uma feira de livros consegui “Black Lagoon”, faltando apenas um volume, e dessa forma não é impossível de conseguir. Também consegui “Bambi”, o resto, se regularizar o mercado, vejo lá fora.
    Espero que “SETON” esteja na mira da Pipoca & Nanquim, pois já falaram em especial e aparenta ser desejo deles. Vamos ver.

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