Matérias, Opinião

Mangaká critica estratégias das editoras japonesas

E como suas críticas refletem a realidade brasileira também

Na sexta-feira passada o Huffington Post Japan publicou um artigo em que discutia com o autor Takashi Yoshida sobre a pirataria de mangás no Japão e a forma como as editoras lidam com o assunto. O resultado foi um texto muito interessante onde o autor critica a posição das editoras, uma crítica que muito claramente também vale para o Brasil.

Antes de tudo, temos que entender a atual situação de vendas no Japão. Já faz alguns anos que a venda de volumes físicos (sejam das obras ou revistas) está em declínio. Em 2017, por exemplo, houve uma diminuição de 13%. Essa diminuição fica clara até mesmo nos mais vendidos, como comentamos aqui, e um dos fatores mais apontados como causa é exatamente a pirataria digital. E por isso há todo um esforço para erradicá-la.

Entretanto, Yoshida discorda, ele considera que a luta contra a pirataria é infrutífera e até danosa para a indústria. O autor argumenta que a pirataria seria o resultado da falta de renovação e inovação das empresas que mantêm as mesmas formas de venda de 20 anos atrás. Logo combater a pirataria, o sintoma, não curaria a doença, o verdadeiro problema.

Ainda hoje, no Japão, a maioria das obras são lançadas no formato físico sem uma opção digital, embora tenha havido um grande esforço recentemente, especialmente através da Amazon Kindle e do Book Walker que disponibilizam volumes para compra digital através de suas plataformas. Um número ainda muito menor é disponibilizado em versões web de leitura (os readers). No Brasil a realidade é a mesma e embora tenhamos alguns exemplos de produtos digitais, tais são raríssimos.

De acordo com Yoshida, as empresas não deviam gastar o tempo tentando destruir os sites ou prender os envolvidos, mas competir e buscar alternativas para reconquistar o cliente, afinal os sites derrubados são logo substituídos por outros. Ele também defende que a luta contra a pirataria acaba sendo uma forma de agressão contra os próprios clientes ou potenciais clientes, já que quem baixa e pirateia são fãs da indústria, pessoas que têm interesse nas obras e até valorizam os trabalhos. Dessa forma a editora estaria alienando os próprios fãs, piorando a situação.

Aqui nós vimos algo bem parecido com o descrito pelo autor acontecendo com a JBC. Antes de disponibilizar as obras digitais a editora foi atrás das versões piratas de alguns sites de leitura online, o que resultou num ataque à empresa pelos fãs que ficaram privados de ler as obras através dessas plataformas piratas. A ação dificilmente trouxe qualquer benefício à editora, que não só foi atacada e ficou com uma nota baixa no Facebook, como criou inimizade com potenciais consumidores que com certeza não passarão a consumir seus produtos.

Como Yoshida defende, atacar esses meios não trarão vendas, mas perpetuarão a situação, tornando-se uma ação improdutiva, mesmo sendo um direito legal da empresa. Sendo assim um esforço cíclico e interminável, visto que para aqueles que pirateiam a opção da editora não lhe satisfaz.

Além disso, o autor comenta como as editoras falham em solucionar os problemas do mercado, como disponibilidade, preços, formas de venda, marketing e acesso; fatores esses que seriam a causa da pirataria. Algo muito claramente visto no Brasil também, onde problemas de qualidade, distribuição e acesso, disponibilidade e esgotamentos, marketing e preço são muito presente em todo o mercado. Mercado este que também viu diminuição nas vendas nos últimos anos.

No artigo, ele continua defendendo mudanças na forma de comercialização dos mangás, desde a venda sem embalagem plástica, de forma que o leitor possa folhear o produto na loja; comercialização via readers, como o Social Comics e o Crunchyroll Manga; e maior seletividade na hora de escolher as obras que serão publicadas afim de melhorar a qualidade e de desentupir o mercado saturado. Além disso, ele critica a forma como a indústria tem se fechado, ao invés de tentar alcançar clientela fora da comunidade de fãs. Algo que também vemos acontecer no Brasil.

A visão do autor, alguém que depende dessas vendas e está intimamente ligado à indústria, desafia a noção de que a baixa de venda seja por motivos externos e responsabiliza as próprias editoras que não se atualizam ou acompanham as novas tendências de seus consumidores, insistindo em modelos ultrapassados.

É realmente interessante como uma crítica às empresas japonesas vale e muito para o mercado brasileiro também, onde editoras que acusam baixas vendas ironicamente não investem na qualidade de seus trabalhos, na disponibilidade de volumes antigos de séries em publicação e reimpressão, no acesso através de um modelo de venda abrangente e nacional, em alcançar e renovar seus clientes através de marketing ou produtos menos “otakuzados”.

No artigo original, o autor conclui dizendo que tem poucas esperanças de mudança, já que são estratégias e ações enraizadas na indústria e na tradição daquele mercado. Aí fica a pergunta se as editoras brasileiras estariam na mesma posição teimosa de se ver sempre como vítima das baixas vendas em vez de ser proativo e buscar soluções, mudanças e inovações.

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 BBM via Anime News Network

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37 comentários em “Mangaká critica estratégias das editoras japonesas”

  1. “produtos menos “otakuzados”.” eu acho que não entendi o que vc quis dizer nessa parte.
    Sobre os comentários do autor, eu discordo em alguns pontos, não acho que a venda online seja a solução pra acabar com a pirataria, uma vez que eu tenho certeza que um numero bem reduzido de pessoas que leem scans realmente compraria uma versão digital se estivesse disponível.

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    1. Um produto menos “otakuzado” diz respeito a um produto que você não tenha que ser otaku para acompanhar, ou seja, que evite termos específicos da cultura otaku (como shounen, shoujo, moe, kawaii, sufixos, fanservice, senpai, sensei, etc) e dê preferência para obras de caráter universal, assim se apresentando como um quadrinho acessível para não só otakus, mas o leitor de marvel, HQs europeias, tirinhas, etc, que é uma parcela consumidora que já gosta desse tipo de produto e acaba sendo um consumidor em potencial se for apresentado a obras em que ele não sinta que precisa assistir animes ou estar por dentro das gírias e termos. Você amplia sua acessibilidade, entende?

      Quando falamos em venda online não estamos falando apenas em digitalizar o físico e continar a trabalhar aquilo da mesma forma, mas digital. Mas na inovação de trabalhar aquilo de forma diferente. Pense na Netflix, no Crunchyroll, não são somente vendas digitais, são inovações na FORMA de venda. O autor defende que haja essa inovação por parte das editoras de mangá, especialmente no que tange os Readers.

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      1. Só um comentário sobre a “otakuzação”: semana passada acabei puxando conversa com uma moça que gosta de gibis, mas nunca tinha nem ouvido falar de mangá; resolvi emprestar alguma coisa pra ela ter contato e ver se gosta também, e uma das coisas que fiquei com o pé atrás na hora de escolher um título foi justamente a questão dos “chan”, “senpai”, “onii chan” etc afinal, imagino que ia ser super cansativo a coitada ter que ficar olhando o glossário a cada 2 páginas pra entender o que raios os personagens estão falando… bem chato isso, eu que já leio a tantos anos perco a paciência quando a Panini resolve não traduzir coisas tipo o nome dos monstros de OPM, imagina alguém que está lendo mangá pela primeira vez?

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        1. Já estive nessa posição de introduzir pessoas a mangás e sempre uso os da JBC, no fundo são os mais fáceis. Os da NewPOP não são ruins nesse aspecto, mas são títulos muito otakus, com muito moe, ordens complicadas de yonkoma, muito antigo ou alternativo ou cheio de referências a anime e tal.

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  2. Eu entendo o lado das empresas, mas concordo muito com o mangaka.
    Combater a pirataria desse jeito é dar murro em ponta de faca.
    Tem q fazer como a steam e a netflix fizeram. Trouxeram modos legais e baratos para o consumidor ter acesso.
    Massa era aquele projeto do manga helpers de virar uma editora online. Pena que é complicado

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  3. A pirataria arrasava a indústria de filmes e blockbusters; veio a Netflix e resolveu o problema. A pirataria destruía a indústria da música; vieram Spotify, Google Music e deram um jeito. O caminho é esse e é irreversível. A Social Comics já percebeu essa demanda e está investindo nesse modelo, para quadrinhos. A Crunchyroll já domina tudo em animes, que antes víamos sem pagar, baixando ou assistindo online.

    As editoras japonesas (e brasileiras) que não se adaptarem a este novo mundo vão falir, como faliram as videolocadoras, gravadoras, etc. O caminho é a plataforma de leitura online pra mangás.

    Quem tiver a ideia (JBC?) e conseguir convencer as editoras japonesas a utilizarem esse modelo (JBC não conseguiu) sobreviverá no mercado.

    Curtido por 2 pessoas

    1. Existe uma outra alternativa para quadrinhos também. É bem polêmica, mas é feito em séries e filmes de hollywood, a propaganda subliminar. A Pepsi, por exemplo, pagaria One Piece para que um de seus personagens seja louco pelo refrigerante. Não que eu defenda, mas é uma alternativa que aumenta o retorno sem aumentar o preço para o cliente.

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  4. Eu acho q a pirataria deveria ter Só com os mangás inacessíveis de se conseguir, tanto por preço quanto pela dificuldade de achar, pois eu acredito q n são muitos fãs q compraria fairy tail 1 por 100 reais ou qualquer outra coleção com preços existentes, e tb tem gente q gosta, mas n tem dinheiro suficiente para comprar várias coleções.

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  5. Primeiramente parabéns pelo ótimo texto! Conheço o trabalho a pouco tempo mas tenho ficado cada vez mais fã dele.
    Gostei de como o tema foi abordado, diferentemente do que se vê circulando em blogs, portais e canais de anime/mangá por aí é só o mesmo discurso de que brasileiro não compra, só quer de graça, é pirateiro (Inclusive muito reforçado por editores), alguns até mesmo tirando sarro de pessoas pedindo publicações de títulos que já foram ou estão sendo publicados mas pouco se questiona o porquê disso. Eu entendo que não é fácil para as editoras, mas não adianta nada ficar culpando o mercado, distribuição ou até mesmo falar que os clientes só reclamam e não compram.
    Eu tenho a opinião de que falta um pouco mais da visão do quadrinho como um produto. Eles nem sequer tem muita noção de perfil de quem compra, só tem número de vendas (Perfil real e não curtidas no facebook ou ver uma galera no anime friends). É complicado vender algo que você tem não conhece bem o público. Daí surgem estratégias malucas do tipo: “Vamos traduzir e adaptar tudo possível, um onorífico é a diferença para atingir um público maior” e ao mesmo tempo lançam edições de luxo beirando os 30 reais que convenhamos, só quem já conhece a obra se arrisca a comprar.
    Não digo que o público não tenha responsabilidade por consumir pirataria, mas jogar a culpa só nisso é muito confortável para as editoras. Agora, é realmente muito curioso como o problema de lá se assemelha muito ao daqui, espero que as coisas mudem, pois já passou da hora.
    Enfim, desculpe pelo comentário longo e continuem com o ótimo trabalho! 😀

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    1. sempre critiquei esses preços dos mangás… e qualidade.. mangá na minha opinião não deveria passar de 15 reais(preço de capa) e nesse preço não deve ser qualidade como papel e capa de bunda.. é totalmente possível fazer algo melhor, editora procurar mais leitores e não colecionadores, são muito acomodados..ficam colocando culpa em distribuição, na crise, dólar,
      brasileiro , vai cagar e se mexe, a JBC demorou séculos para colocar uma lojinha online , como assim? … mercado de mangás no Brasil já está bem estável , é um ótima oportunidade de expandir…mas elas ficam fechadas nas ”otakices” é fácil falar brasileiro ”não lê” para uma pessoa que não lê livros algum e começar a ler quadrinhos é 1 pulo.. se é verdade que um mangá tem tiragens de 10 a 60 mil copias , já é maior do que as tiragens de 80% dos livros publicado no Brasil..sobre ser quadrinhos um produto, pq vc acha que temos falta de bons autores de quadrinhos em geral em massa ? quando vejo um mangá de um brasileiro, nomes japoneses, ambientado no japão, não pensam como um produto, ficam fechado na fanzine, as editoras parecem que são a mesma coisa kkkkk… comparando nos últimos anos, melhorou, mas não foi por causa delas, e sim dos próprios leitores..

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      1. Tenho que concordar com vc no quesito número de impressão,porque uma vez li na Veja que um determinado livro de Harry Potter,não lembro qual deles,ia sair com uma tiragem de 60000 exemplares,algo tido como muito grandioso e absurdo para o nosso mercado de livros,pois um livro não conhecido em primeira edição ganhava na época apenas 1000 cópias impressas,aí fica aquela questão das editoras tentarem colocar os mangas apenas em livrarias,é o que normalmente ocorre com os livros,e vender eles por preços de livros,ou até mais caros que isso.

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    1. esses são os ”otakinhos” ficar se preocupando com eles é nisso que da, mas a JBC estava certa, um site chamado project , tinha ou tem ainda assinaturas e estava sorteando ps4 aos assinantes, e rumores diziam que o dono estava pagando até faculdade ^^^^… mas esses ”otakinhos” ai nem compram mangá..

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  6. Essa história da JBC é bem tiro no pé. Por muitos anos o único jeito de saber o que tava rolando lá fora era por pirataria, ou pagando R$ 50,00 pra comprar a shonen jump de 4 meses atrás lá na liberdade(e ainda assim, ver só 20 páginas de cada mangá). Se não fosse a pirataria nesse período, ninguém ia conhecer os mangás mais “bam bam bans” que tão aí até hoje. Então é claro que a pirataria vai ter “público cativo”. O lance é conquistar esse público.
    Mas isso não é exclusividade de brasileiro: notícia de uns dias atrás: (taca no google tradutor aih)
    https://www.nikkei.com/article/DGXMZO26397880R00C18A2AC8000/
    Prenderam 5 caras no japão que traduziam mangás e games de graça “para fãs”. Até onde se sabe eles não criavam patch pros jogos nem scaneavam os mangás. A impressão que dá é que prenderam “pra dar exemplo” e pra matar o problema na fonte.
    A lei lá é bem esquisita…

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    1. Foi nenhum tiro no pé… Um site de scans aí tava cobrando assinatura e sorteando PS4 , foi birra com um site, JBC fez a dela..lei contra pirataria são severas no Japão e uma parte dos países na Europa…isso não é segredo, e vem multa… Muita gente acha que foi a pirataria o responsável pelo mangá no Brasil , está totalmente errado… E sim anime na tv..crunchyroll, Netflix é Amazon prime trás animes para o Brasil , e Fansubs clakeiam e colocam seus nomes … Isso não ajuda em nada..tudo tem um limite.

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      1. As leis são severas, mas quase nunca são aplicadas. “Totalmente errado” é um absolutismo que eu evitaria. As editoras trazem títulos que elas se sentem confortáveis, que elas sabem que tem público. Mas e se o público não conhecesse título nenhum? Não estou falando de 5, 10 anos atrás. Acaba virando um problema em que as editoras não iam querer trazer nada, por que daria pra medir o tamanho do mercado.
        É claro que nem eu nem você tem como provar uma ou outra teoria, por que a gente não tem uma máquina do tempo, mas diz pra mim:
        Você acha que um serviço exclusivo de stream de filmes de bollywood (Índianos) no Brasil daria certo hoje em dia? Não, por que “ninguém” conhece. Dá pra mim 10 anos de pirataria de filmes de bollywood por aqui, de DVDs correndo na frente de estações de trem, e eu te dou um mercado viável pra esse stream.

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        1. Dr. Social, acho isso meio engano da sua parte. Obras e produtos NUNCA vistos antes chegam no Brasil o tempo todo, vários falham, mas vários alcançam sucesso. As pessoas podem não conhecer Bollywood, mas pessoas que gostam de comédia, romance, filmes musicais, filmes em geral existem. Cabe à empresa CRIAR um público para seu produto através de marketing e outros.

          Empresas que esperaram os outros fazerem o papel de criar um mercado são empresas que nunca serão grandes e sempre comeram as bordas e sobras das demais. Grande parte do que significa lançar um produto está envolvido em se fazer desejável. Ninguém precisava de celular 20 anos atrás, esse desejo e dependência atual foi criado pela indústria, pressão social. Você precisa porque os outros também têm.

          Então não é uma questão de será que daria certo e sim se alguma empresa estaria interessada em fazer dar certo.

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          1. “Então não é uma questão de será que daria certo e sim se alguma empresa estaria interessada em fazer dar certo. ”
            Você quer dizer interessada em GASTAR dinheiro pra criar o interesse.
            Por que é mais fácil vender cavaleiros do zodiaco? Por que alguém já investiu tempo e dinheiro. E esse é um dos motivos que fez cavaleiros falhar nos E.U.A.: lançaram numa época em que “Ah, é japonês, a molecada engole.”, e não foi bem assim.

            Volta uns 15 anos atrás, e imagina a JBC investindo em marketing pra CRIAR o publico, pra CRIAR a demanda. Olha, eu não vejo isso. Se o interesse não viesse dos clubes ILEGAIS de anime dos anos 90, o mercado seria bem menor, e o investimento tbm.

            E quando eu digo “tiro no pé”, não é que a empresa vai falir, longe disso. Mas torna cada vez mais difícil conquistar esse público.

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  7. Adorei o post e concordo com o mangaka.
    Sempre achei que destruindo os sites não adiantava em nada porque sempre surgem outros.
    Acho que seria legal se disponibilizassem dos dois jeitos: digital e físico. Sempre tem gente que prefere ter os mangás na mão mesmo.
    Outra coisa também que acho é que tem muitoooos mangás, mas muitos mangás mesmo, e, na minha opinião, o BR ainda tem poucas editoras se comparado com EUA e Europa por exemplo. O nível de licenciamento dos mangás no EUA é imenso. Saiu no Japão logo tá saindo no EUA xD
    Muitos mangás que eu leio online são porque: nunca serão licenciados aqui no BR(BL por exemplo que só a Newpop se propõe a fazer e ainda faz naquelas) e porque sai num idioma que eu sei como o inglês(então eu compro na Amazon US e não aqui).
    Mas eu sei japonês também e às vezes compro mangás em sites no Japão. Também tenho Kindle e gosto de ter a opção pra ele, versão digital.
    Fora os preços dos mangás, todo ano(mais de uma vez às vezes) sobe mas não melhora a qualidade. Se melhora a qualidade sobe o preço dos mangás…
    Eu consigo comprar 2 mangás japoneses usados pelo preço de 1 mangá aqui.
    Com animes é a mesma coisa. Netflix e Crunchroll que estão investindo mais agora.

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    1. Com a sua fala da a entender que o EUA é o maior mercado de mangás … Mas na Europa países como Itália e França são muito maiores rsrs…EUA ainda é nicho , um pouco maior que no Brasil apenas, como que as editoras vende para o Canadá e Inglaterra e também acaba ajudando eles…vc sabe japonês em que tipo de nível ? Gostaria de aprender também .. quanto tempo você estuda ? E a forma ? Vc compra mangás fisicos japoneses em qual site ? Se puder responder me ajudaria rsrs

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      1. Ah não, quis dizer que é um dos ^^”
        Europa é bem maior com certeza.
        Sei japonês nível de proficiência, tipo N2 do JLPT. Eu fiz 7 anos de curso(terminei ano passado) 🙂
        Olha, no começo eu estudava todos os dias 30 min., que pra mim era suficiente pra estudar o básico(hiragana e katakana). Depois, quando entrei no intermediário, eu já estudava 1h por dia. E no avançado estudava 2hs e meia. Isso TODOS os dias.
        Ninguém na minha família fala japonês e nem sou descendente, então eu tive mesmo que estudar mais.
        Eu compro mais físico mas às vezes digital também. Tem uns mangás digitais de graça na Amazon JP.
        Eu compro geralmente no CDJapan, Amazon JP ou peço por encomenda em sites de mangás como na Yellow Mangás ^^
        Espero ter ajudado ^^ e estude sim se vc tem vontade!! Super apoio!!

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  8. Concordo com o autor, se as vendas de mangás físicos estão caindo, em vez de perseguir sites de scan seria mais interessante bater de frente oferecendo um serviço praticamente igual ou melhor, mas de forma oficial.
    No geral acho que os grupos de scan ajudam na divulgação, ainda mais por aqui que as vezes demora anos pra um mangá ser licenciado, mas por outro lado, nessa história da JBC com MHA acho que eles estavam certos sim já que o site oferecia tipo uma assinatura/acesso VIP?

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    1. A questão não é de a JBC tem a razão legal, ela tem, é a questão de se aquela foi a melhor alternativa. Por exemplo, ao invés daquilo a editora deveria trabalhar num serviço similar, mais rápido, profissional, etc, como o Crunchyroll. E extinguir esse site pirata por assim se tornar ultrapassado e aquém. Nem todos que pirateiam o fazem por falta de dinheiro, uma parcela considerável só quer poder acompanhar o Japão e ler suas séries de forma fácil e acessível.

      Eu pirateio, já fiz até scan nos meus logos anos. Mas entre o trabalho de piratear, baixar, encontrar, lidar com erros de arquivos e tudo o mais, prefiro e muito pagar a Netflix, começar a assistir no PlayStation, sair, continuar no ônibus no celular, voltar em casa e terminar na TV de novo. A facilidade é tamanha que acabo pirateando só se GOSTO muito da série e não tenho outra alternativa mais fácil ou se não tenho mais nada para assistir na Netflix e Crunchyroll. Piratear dá muito mais trabalho.

      O mesmo vale para músicas, só pirateio se não tem a Apple Store, senão pego a música em menos de um segundo. Só se alguém quiser gravar um CD (sabe-se lá porquê) para baixar.

      Mas mangá, na verdade muitos livros e quadrinhos ainda não alcançaram isso. A indústria ainda não percebeu que as pessoas não têm mais paciência em esperar, em ter que se revirar para conseguir consumir porque a empresa decidiu que só vai imprimir uma vez e foda-se. São as empresas que tornam as coisas difíceis, tão difíceis que o scan mal traduzido numa qualidade questionável é uma opção melhor. Entende? Ir lá e destruir esse scan não corrige o problema que é o fato das pessoas não estarem satisfeitas com o seu serviço.

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      1. Esse tal Henshin drive deles tá tenso em… Parece que estao trabalhando de uma forma tão amadora (se n tiver largado) …a anos isso tá parado.. temos que pensar mesmo se tivéssemos melhores editoras do mundo e de tudo, ainda existiria algumas scans .. sempre tem uns bobocas..

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  9. so discordo com o fato da pirataria ser o principal fator para queda nas vendas e etc… eh o argumento que as industrias adoram usar, eu tenho serias duvidas quanto a isso e queria ver a fonte de dados q eles usam para tal – acho q sao numeros inchados ou tendenciosos….
    a realidade n deve ser nem perto disso…. como lembro dos jogos piratas de ps2 que rolavam solto, mas na receita final eram infimos….

    agora de resto o autor foi brilhante na sua exposicao… a industria dos mangas ta passando uma crise e dela novas formas de ler e acessar esse conteudo irao surgir… mta coisa esta mudando, n acho que a pirataria seja a principal causa, mas sim na forma das pessoas buscarem, pensarem e consumirem….

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    1. Sim, mas porque todo mundo passou a jogar original na geração seguinte? O PS3 veio muitos atrativos com atrativos e muita trava para bloquear a pirataria e ainda com o principal recurso dos consoles nas ultimas gerações: multiplayer online.
      Veja o exemplo que a Roses dá, a Netflix e o Crunchyroll. Porque todo mundo passou a usar? Porque é comodo, é prático, é multiplataforma. Agora, quem busca essas vantagens vai comprar a bíblia que é Blade e Alita ou pior como GITS, ou vai ler por scans? Os app’s de Scans não são muito bons, mas mesmo assim tem gente que só lê por eles. Meu próprio irmão, eu falo pra ele “se tiver vontade de ler é só pegar”, mas ele prefere ler no celular, pirata e com anúncios por causa dessa praticidade. E esse é o ponto: pegar as tendencias e preferencias, não ficar parado no tempo!
      A verdade é que a Shueisha não vai falir porque OP vende menos, mas é um ponto a ser relevado, principalmente pras editoras menores ou mercados em miniatura como o nosso de mangás.

      Outra, o autor falou que acha o conflito com a pirataria infrutífera e danosa. Lembra quando o GeoHot desbloqueou o PS3? Lembra das represálias da Sony? Lembra do ataque à PSN que roubou os dados de milhares de usuários, feito pelo Anonymous em represália à represália da Sony? Nota baixa no Face não é tão ruim assim…

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      1. pimba (acho que sei a sua refencia! rs) vc esta extremamente certo! Essa do Play3 e a forma como a Sony lidou com a situacao eh um perfeito exemplo. Acho que as empresas, em especial as japonesas, tem uma dificuldade enorme em se adaptar e se reinventar….
        eh mais simples atacar uma infima goteira, do que entender o novo consumidor e aprender com essa “pirataria”

        tb me recordo da nintendo proibindo judicialmente os inumeros jogos modificados feitos por fas, do pokemon… cara, isso eh super chato e pega mal demais para a marca!

        eu mesmo tb leio por scans, e por mais tosco, de pessima qualidade e mtas vezes traduzido porcamente, eu leio e gosto, pq eh exatamente isso que vc disse…. praticidade, rapidez e enorme quantidade de titulos…

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  10. Desse post faço questão de participar….Achei super válida a explicação e o ponto de vista do autor e concordo com tudo que foi dito. Não me sinto a vontade para comentar sobre o mercado JP pois não compro nenhum produto de lá, e nem sei ao certo sobre como está a indústria de mangás de lá.
    Mas, em relação ao Brasil, muitas vezes, ao menos foi este meu caso, não se trata somente da comodidade que uma leitura online, de forma digital, acessível por: computadores, tablets, celulares e outros meios, possa oferecer, no meu caso me desfiz e parei de colecionar diversas obras por conta da qualidade do mangá físico aqui no BR, obras como One Piece, Terra Formars, Nanatsu no Taizai, o “recém” chegado Boku no Hero(que assim que soube que seria em papel jornal porco nem cogitei começar a coleção), Fairy Tail e vários outros.
    Não critico as editoras, pois entendo que não seria possível manter todos os seus mangás em papel off-set, com acabamento mais caprichado e afins, pois acredito que não teria público tão bem financeiramente que sustentasse esse cenário. Todas essas obras que citei acima e algumas outras que ainda não começaram a lançar aqui, ou não pude pegar na época do lançamento como Gantz, The Promissed Neverland, Made in Abys, Dr. Stone e tantas outras, todas essas eu leio em scans, e não sinto “peso na consciência, de estar dificultando, e/ou atrapalhando a industria de mangás no Brasil”.
    E para finalizar o longo texto rsrs, acredito que além de fornecer meios mais acessíveis, como já foi comentado na matéria e em vários comentários desse post, acredito que as nossas editoras deveriam trabalhar na qualidade física de nossos mangás, pois tenho certeza que como eu, vários outros fãs deixam de colecionar uma e outra obra por conta disso, ser papel jornal, transparência das folhas, por ser papel jornal o processo de oxidação do papel ocorrer de forma rápida, mesmo com N cuidados que você tenha. Se é necessário que existas as obras em papel jornal, ao menos que as editoras busquem papéis um pouco melhores, que extinguam, ou ao menos diminuam drasticamente a questão da transparência por exemplo >.< .

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  11. Sobre esse tema, respeito o autor mas ele só disse achismos e meias verdades. O meio digital não é rentável, ainda, para mídias em que há concorrência com os meios tradicionais. Segundo matéria do Valor econômico de 23/8/17, com base no Censo do Livro Digital, o mercado de e-books no Brasil representa apenas 1,09% do mercado. Nos EUA (maior mercado do mundo) as vendas cresceram rápido até chegarem a 25% do mercado e pararem aí. Segundo a AAP (entidade do setor) em 2016 as vendas de e-books caíram 11%. Aqui no Brasil, a editora Pipoca e Nanquim informou que dos títulos de HQ’s por eles lançados, as vendas de e-books mal chegam a uma dúzia de unidades por titulo.
    Quando olhamos para outras mídias o cenário não é melhor. No caso da pirataria de musicas, muitos crêem o problema foi resolvido com advento de serviços de streaming, mas os números questionam essa verdade. O Spotfy, maior plataforma de streaming de musica do mundo, fechou seu balanço financeiro em 2016 com prejuízo de US$ 380 milhões. Em 2017, novo prejuízo de US$ 250 milhões. O serviço da Apple não é possível analisá-lo em separado, mas acredita-se que é subsidiado pela empresa.
    No ramo de vídeo muitos falam da Netflix, mas nos balanços financeiros da empresa, fica claro que a principal fonte de receitas (assinantes) são as produções originais. As suas séries tornaram o grande filão da empresa, fazendo que a plataforma aposte cada vez mais em conteúdo original.
    Em termos gerais quem busca o pirata não está disposto a pagar pelo entretenimento. Alem disso a realidade brasileira difere em muito da japonesa. O número de leitores por aqui ainda é pequeno, e se excluirmos os leitores de textos religiosos, esse número fica minúsculo. O que precisamos é aumentar o número de leitores e o meio digital não parece uma saída interessante.
    E sobre papel…só colecionador se implica com isso, o leitor, que é maioria, só quer ler.

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  12. Se não fosse a pirataria, hoje eu não teria uma estante repleta de mangás, alguns que ainda nem li (rs, para desaprovação de amigos, que me chamam de louco), mas que lerei quando tiver tempo, pois já tive acesso a eles na pirataria, embora a satisfação em rele-los impressos seja indescritível. Além daqueles comprados sem ter visto as obras online (Parasyte ❤ , Gen 😥 😀 ).

    O problema desse pessoal da velha guarda é que eles são do passado (eu também, rs, pois prefiro material impresso: livros, mangás), mas deveriam dar atenção a geração que nasce de tablet na mão, afinal, nós do papel, estamos cada vez mais obsoletos. Se liguem, editoras!

    Obs: Já falei que adoro essa BBMangás (que descobri recentemente)? Existe alguma forma de contribuir $$?

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    1. Obrigada ❤️ Não aceitamos doações, maaaas você pode usar os nossos links para comprar seus mangás (tem ali na barra do menu, etc). Quando você usa nosso link ganhamos uma pequena comissão naquela loja e revertemos isso em mangás para fazer reviews e tal ;D

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