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BBM lista: 6 mangás publicados na Argentina que deveriam ser lançados no Brasil

mermaidInveja?

Ano passado publicamos aqui a notícia de que Ataque dos titãs seria lançado na Argentina. Na ocasião informamos que essa publicação era uma surpresa, pois havia muitos anos que a Kodansha (editora japonesa) não negociava com a Argentina por causa da economia do país. Um tempo depois informamos que Fullmetal Alchemist (Square Enix, que também não negociava com a Argentina) e Fairy Tail (Kodansha) também começariam a ser publicados.

Posteriormente, fizemos uma postagem mais detalhada falando um pouco mais sobre o mercado de mangás na Argentina. Mais recentemente ainda, publicamos um texto informando como importar mangás do país vizinho. Devido a essas pesquisas e a acompanhar de perto esse mercado de mangá, observei vários títulos publicados na Argentina e que eu gostaria que fossem lançados no Brasil.

Daí surgiu esta postagem. O propósito dela é listar a vocês seis mangás publicados no país vizinho que eu gostaria que fosse lançado aqui.

***


Real

Real

Obra de Takehiko Inoue. O mangá de basquete é publicado na Argentina de uma forma diferente do que estamos acostumados no Brasil. A editora argentina Ivrea possui uma filial na Espanha e ela publica Real nesse país. Essa edição espanhola é importada e distribuída na Argentina pela própria editora.

Aos que não ligam muito para o nome do autor, ele é o responsável por Vagabond e Slam dunk. Trata-se de um título que eu gostaria muito que fosse lançado no Brasil, pois eu simplesmente adoro ele e considero muito superior aos dois mangás do autor que estão em publicação no Brasil. Desde as primeiras páginas do primeiro capítulo Real mostra-se como um mangá excepcional e vai evoluindo com o passar das páginas. Infelizmente, por ora, parece um título descartado em nosso país.

Sinopse: A trama centra-se em três personagens muito envolvidos com o desporto, sendo que cada um deles está imerso em um mundo completamente diferente, mas que está intimamente ligado de alguma maneira com os outros dois. Por um lado, temos Nomiya Tomomi , um punk que perdeu a oportunidade de jogar basquete depois de ser expulso de seu instituto. Temos também Togawa Kiyoharu , um atleta que está confinado a uma cadeira de rodas devido a uma doença óssea rara. E , finalmente, temos Hisanobu Takasahi, estudante arrogante que agora ocupa o cargo de chefe do instituto que Tomomi foi expulso. 

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I”s

Obra de Masakazu Katsura, I”s foi publicado por lá pela editora Ivrea, no chamado formato meio-tanko, fazendo com que os 15 volumes originais virassem 30 na Argentina. Trata-se de uma comédia romântica típica da Shonen Jump, sendo serializado na revista entre 1997 e 2000.

Várias obras de Katsura foram publicadas na Argentina, mas ou venderam muito mal (como Zetman) ou apenas se pagaram. O único que realmente deu lucro para a empresa e foi sucesso foi o mangá I”S. Aqui no Brasil tivemos três obras do autor, Video Girl, DNA² (obras anteriores a I”s) e Zetman que é a obra mais recente do autor. Também teremos, em breve, Katsura Akira, volume único que ele fez em parceria com Akira Toriyama. Desejo I”s no Brasil, pois sou um fanático pelas obras do Katsura e acho que quanto mais, melhor.

Sinopse: I”s conta a história de Ichitaka Seto, um garoto de dezesseis anos  que está apaixonada por Iori Yoshizuki, uma de suas colegas e que está começando a entrar no mundo da modelagem. Seto quer declarar o seu amor, mas um monte de empecilhos acabam fazendo a missão tornar-se mais e mais difícil. Esse é apenas o ponto de partida de uma história de amor complexa onde a amizade e o sexo são tratados de forma honesta e interessante.

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Haruhi suzumiya

Criação de Nagaru Tanikawa, Haruhi suzumiya tornou-se um sucesso devido a seu animê. Em território argentino foram publicadas as novels (importadas da filial espanhola da Ivrea) e o mangá. A Ivrea é bastante franca com seus leitores e informou diversas vezes que o mangá de Haruhi Suzumiya foi um fracasso estrondoso. Por conta disso, a publicação dele foi bastante espaçada, mas conseguiu ser concluída.

Nem preciso dizer o quanto amo Haruhi Suzumiya. Eu preferia idealmente as novels, mas se não for possível, também aceito os mangás de bom grado, porém eu não acredito que isso vá acontecer. Já passou muito tempo do hype do animê e não parece haver alguma editora interessada em lançar uma obra de 20 volumes que está sendo esquecida ano após ano…

Sinopse: Kyon não acredita em extraterrestres, viajantes temporais e nem pessoas com poderes especiais. Porém ao adentrar em sua nova escola ele se deparará com Haruhi Suzumiya, uma garota que diz acreditar na existência de todos esses seres. Entendiada, Haruhi funda um clube diferente, a Brigada SOS, com o objetivo de encontrar e desvendar mistérios sobre naturais. Kyon é arrastado para o clube e juntam-se aos dois Nagato, Asahina e Koizumi. Porém, Kyon logo perceberá que aquele grupo não é um grupo normal e as pessoas que o compõem foram miraculosamente selecionadas pela mente de Haruhi, sem que esta percebesse. Quem é Haruhi, afinal?

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Mermaid Saga

Mangá de Rumiko Takahashi. A obra foi produzida pela autora ao longo dos anos, sendo serializado de forma esporádica e posteriormente concluído em 3 volumes. Na Argentina, o mangá foi publicado pela Editora Larp e teve o título de Cuentos de sirenas.

Dentre as obras da autora, aqui no Brasil tivemos apenas Ranma 1/2 (Animangá/JBC) e Inu-Yasha (JBC), sendo que este em breve será relançado. Desejo Mermaid Saga apenas pelo nome Rumiko Takahashi. Acho-a uma autora muito pouco aproveitada em nosso país e títulos curtos como esse deveria ter uma chance maior…

Sinopse: Essa é a Rumiko Takahashi em sua face mais escura. Mas seu característico humor e romance também aparecem nessa série… Diz a lenda que se um ser humano comer a carne de uma sereia, a ele será concedida a vida eterna. Mas isso será uma benção ou uma maldição? Na história acompanhamos a vida dos agora imortais Yuta e Mana e sua viagem pelo Japão e pelos séculos em busca de uma vida normal. Em sua jornada, eles encontram outras pessoas que também consumiram carne de sereia e percebem o quão sortudo são. A carne de sereia age de maneira diferente em cada um e pode te transformar em um terrível monstro ou em uma alma penada.

ivrea clover

Clover

Não podia faltar o grupo CLAMP. Clover foi publicado na Argentina muitos anos atrás pela editora Ivrea, mas hoje encontra-se fora de catálogo pelo fato de a Kodansha ter deixado de licenciar obras para a Argentina. O título possui quatro volumes e é uma obra inconclusa já que foi abandonada quando a revista Amie (mesma do mangá 1945) acabou.

No Brasil, como vocês sabem não existem mangakás com mais obras do que o CLAMP, mas todo CLAMP-fanático deseja mais e mais obras delas. É até estranho pensar o porquê de Clover ainda não ter aparecido se até Shunkaden (Que é bem mais fragmentado e inconcluso) deu as caras. Será uma questão de tempo para ver esse título por aqui?

Sinopse: Kazuhiko é um jovem agente de um mundo barroco e retro-tech, retirado de sua aposentadoria para escoltar Sue até o destino que apenas ela sabe. A misteriosa órfã parece já conhecê-lo, mesmo ambos nunca tendo se visto antes. Isso porque, desde os quatro anos, Sue cresceu tendo apenas duas vozes (distintas) como único contato com humanos: a de General Ko, sua velha “avó” e comandante de Kazuhiko; e a da falecida namorada dele, a bela cantora Ora. O motivo de Sue ter sido mantida presa todos esses anos é justamente o que ela é, o que o Clover Leaf Project (Projeto Folha de Trevo) descobriu: um segredo máximo militar… a pessoa mais perigosa do mundo.

Citrus

Citrus é, talvez, o mangá do gênero yuri (que mostra relacionamento entre mulheres) mais famoso da atualidade. Ainda em publicação no Japão, a série ganhará um animê em breve o que, decerto, fará a popularidade aumentar ainda mais. Publicado na Argentina pela editora Ivrea, Citrus é um título indispensável em nosso país e que já deveria estar em publicação se as editoras nacionais se atentassem mais a esse gênero. Por ora, apenas a NewPOP tem se mostrado aberta à publicação desse tipo de título, mas ainda com mangás curtos. Será questão de tempo de Citrus aparecer ou ele será mais um dos sucessos rejeitados no Brasil?

Sinopse: A mãe de Yuzu voltou a se casar e isso trouxe muitas mudanças na vida da garota: uma nova cidade, um novo lar, uma nova escola. Para ela, nada foi de acordo com o que esperava, já que agora tem aula em um instituto feminino super restrito e conservador. Assim pois, em lugar de seu sonhado doce romance escolar, deve suportar a constante importunação da presidente do conselho estudantil, Mei, que também passa a ser sua nova meia-irmã. Mas o tempo vai mostrar que entre o ódio e o amor não há tanta distância.

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14 thoughts on “BBM lista: 6 mangás publicados na Argentina que deveriam ser lançados no Brasil”

  1. Clover, I”s e Real… Seria realmente interessante.

    Clover até pode vir, a julgar a quantidade de licenças da CLAMP pela JBC e pela NewPOP.

    Real acho provável após Vagabond e Slam Dunk estarem perto das finalizações.

    Agora I”s é difícil, pois se nem Video Girl a JBC relançou, não acho que aposte em obras do autor. Quem sabe a Panini? Eu gostaria muito, tanto de I”s quanto o relançamento de Video Girl.

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  2. Tanto na Argentina, quanto na Espanha o basquete é muito forte como esporte, talvez isso tenha influenciado um pouco a publicação de Real. Dessa lista é o que eu mais gostaria de ver por aqui.

    Eu achava que Erased também era publicado por lá, não é não?

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  3. Da lista acima me interessaria apenas por Real, I’s e Mermaid Saga. Não acho que alguma editora queira investir em Clover no momento, por mais que ele tenha o peso do Clamp trazer uma obra inconclusa seria meio arriscado para o consumidor atual de mangás

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  4. Arrisco dizer que a única dessa lista que eu não apostaria num anúncio é Mermaid Saga.

    Real vejo uma chance nessa onda “Inoue” que parece ter atingido os consumidores atualmente. I’s também é uma que vejo com certa chance, e digo mais, acho que mais pela Panini do que pela JBC.

    Clover ainda não sei como não veio, se for pensar bem, faz tempo que não temos uma CLAMP nas bancas. Wish ou Chobits foi o último?

    Por fim duas obras que eu acho que devem vir em breve pela NewPOP: Haruhi Suzumiya e Citrus. Ambas tem a cara da editora e provavelmente dariam bem certo no Brasil. Depois de Toradora, não me surpreenderia nada Haruhi sair pela editora.

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      1. @Kyon, não creio que seja otimismo em demasia quanto à Haruhi, e nem falo do mangá, falo da novel mesmo…
        Como disse o Haag, depois de Toradora, e eu acrescento GTO, acho perfeitamente possível que saia Haruhi por aqui, e pela NewPOP. A religião dos “Haruhístas” ainda é muito forte no Brasil. Isto porque ainda tem muita gente que nem viu o anime de Haruhi e só conhece a obra pelo “fandom”…

        Como disse acima o @Kerllis, se Clover não está concluído, então não acho que deveria vir não. Estas mulheres já têm dinheiro demais e ficam deixando obras inacabadas por aí ainda hoje, né “Gate 7″? Portanto, não dou apoio a sair mais nada do CLAMP por aqui caso não sejam obras finalizadas… u_u

        I”s e Real, já ouvi muita gente pedindo ambas as obras. E @Júnior Ribeiro, não vejo porque I”s não sair pela JBC… pois apesar dela AINDA não ter falado nada sobre um relançamento de Video Girl, Zetman está aí… portanto essa frase “não acho que a JBC aposte em obras do autor” está redondamente errada…

        Citrus acho que pode vir, ainda mais se é recente, pela NewPOP. Concordo com o Haag, este tem a cara da editora.

        Já Ningyo no Mori, seria a maior surpresa destes títulos. E concordo contigo @Kyon, também acho que este realmente deveria aparecer por aqui, pois além de ser da titia Rumiko, é um título muito curto se comparado a outras obras dela…

        Falaram em Erased? Que diabos de mangá é este?? Este nome é original ou “adaptado”???

        Curtido por 1 pessoa

        1. É quê a JBC, em teoria, deve anunciar outra obra de Katsura somente se Zetman vender bastante, por exemplo, e não acho que tenha vendido tanto, pois ainda hoje, é possível encontrar desde o volume 1 e com desconto, fácil… Daí vem o meu medo.

          E também, da primeira leva de mangás deles, Video Girl é o único que não teve relançamento.

          Fico triste, queria estas obras do Katsura por aqui.

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        2. Mas você também é otimista demais. Rsrsrs

          GTO e Toradora dão esperança de ver Haruhi Suzumiya um dia, mas só se vender bem. E pelo menos Toradora eu acho difícil que venda. Tem um monte de fãs, mas não sei se eles comprariam livros…

          Como o @Júnior Ribeiro disse, I”S só sairia pela JBC se Zetman tivesse vendido bem e definitivamente não parece ter vendido tanto. O maior sintoma é ele ter virado bimestral a poucos volumes do final…

          Sobre Real tem aquela coisa: será Slam Dunk vendeu bem? Será que Kuroko no basket vendeu bem? Sempre existe aquela coisa de que “mangá de esporte não vende” e a interrogação acerca de um título como Real sempre paira no ar.

          ——

          Erased é também conhecido como Desaparecido ou A cidade onde apenas eu não existo (Boku dake ga inai machi).

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          1. “Mas você também é otimista demais. Rsrsrs” -> kkkkkkkkk, beemmm… pode ser também, né? xD

            Eu nem vi Toradora e GTO ainda e penso em comprar ambas as obras, então minha parte para Haruhi vir eu estou fazendo. rsrs
            Pow, mas até Shana veio! (por mais trocadilho que possamos usar com esta palavra…)
            Então acredito muito que Haruhi venha, e aliás, pelo que já vi do “fandom” de Haruhi, acho que Haruhi venderia mais do que um dos títulos citados neste meu comentário…
            Eu não sei é se EU compraria.

            Sobre Zetman, acho que ficaremos muito no campo da especulação. O mais irônico de tudo isto é que Zetman é tido por muitos como a obra suprema do Katsura, enquanto que as outras obras dele são totalmente diferentes de Zetman…
            E aqui no Brasil, o pessoal pede mais pelas outras obras dele do que por Zetman… no mínimo estranho isto. xD

            Sobre REAL, não se compara este mangá com KNB (que não é de esporte… apenas se vende como sendo de um…¬¬), e só um pouco com Slam Dunk.
            O “buraco” de REAL é muito mais embaixo. Ouvi algumas opiniões a respeito que dizem que REAL no todo é ainda melhor que Slam Dunk, do mesmo Inoue-sensei, mas eu propriamente não consigo dizer nada sobre isto. Mas enfim, a julgar por opiniões de quem já leu ou ainda está lendo, REAL deveria vir, e sem esta premissa relacionada à venda de Slam Dunk e muitos menos de KNB, mas como ambos são da Panini, até entendo que façam este tipo de comparação…

            Ah… “Boku Dake”. Conheço a obra de nome… Nossa, que título adaptado horrível ficou isto… meu Deus…

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