Review

Resenha: Great Teacher Onizuka # 01

O professor pelas razões erradas…

Título famoso da Kodansha, antigo e de 25 volumes: sem dúvidas a maior surpresa no mercado de mangás em 2017 foi o anúncio de Great Teacher Onizuka pela editora NewPOP e dificilmente será superado. Se você eliminar os gostos pessoais, os únicos anúncios que teriam mais impacto que GTO seriam aqueles mais improváveis ainda como Hokuto no ken ou Jojo Bizarre Adventure. Todo o resto, por mais popular que seja, como Haikyuu! ou Food Wars! não chegará aos pés do impacto que foi ter esse mangá sendo licenciado no Brasil.

Depois de muita expectativa após o anúncio em janeiro, o título começou a ser lançado no início de maio, primeiramente em pré-lançamento na loja Anime Hunter e, posteriormente, em outros pontos de venda. Vindo em um formato diferenciado e tornando-se um dos raros mangás com sobrecapa a ser lançado no Brasil, GTO já conquistou a todos pela sua qualidade física. Mas e no todo? História e trabalho editorial fazem o mangá valer a pena? É isso o que veremos hoje.


Sinopse oficial


O jovem Eikichi Onizuka de 22 anos decide se tornar um professor, embora inicialmente pelos motivos errados, ele logo descobre sua vocação: transformar a escola num lugar divertido. O problema é que Onizuka está sempre se metendo em confusões e sendo responsável pelos alunos mais problemáticos. Sendo ele mesmo muito problemático e polêmico, o resultado são as palhaçadas mais absurdas, para cada boa ação de Onizuka, ele consegue cometer o dobro de erros e se enfiar nas situações mais ridículas por pura falta de noção.


História e desenvolvimento


Great Teacher Onizuka é, antes de mais nada, um mangá de comédia. O que não quer dizer que você irá gargalhar como em títulos como Lovely Complex e Love Hina. Pode até acontecer dependendo da pessoa, mas a obra trata-se de uma história de humor que irá te arrancar leves sorrisos no rosto ao longo do volume, em parte pela tradicional quebra de expectativa, em parte pelas diversas caras que o protagonista faz, de forma bastante caricata, lembrando bastante aqueles desenhos animados tradicionais em que os personagens esbugalham os olhos após uma surpresa.

O primeiro volume do mangá é uma introdução à história do futuro professor. Ele começa com Eikichi Onizuka, ainda sem um emprego fixo, vivendo de bicos e de espiar calcinhas de mulheres. À procura de emprego, ele é rejeitado sucessivamente em entrevistas, em grande parte por seu jeito de se vestir e penteado. Entretanto, após um certo incidente envolvendo uma estudante, Onizuka decide ser professor para… conquistar estudantes…

Assim nasce o professor Onizuka e não precisa ser um gênio para deduzir que seu plano dá errado logo neste primeiro volume^^. Ao começar seu “estágio”, seu curso preparatório, ele acaba em uma turma barra pesada, com estudantes que não estão nem aí para aprender e vivem querendo mexer com a cara do professor. Novamente após um certo incidente envolvendo uma estudante, Onizuka consegue reverter a situação (ainda que de uma maneira pouco ortodoxa) e passa a ter os alunos a seus pés pelo tempo que falta até ele se formar e poder ser realmente um professor.

O que vemos neste primeiro tomo é o que deve ser a tônica do mangá. Eikichi é um desses esquentadinhos e sempre que está em confusão arranja um jeito de dar uma surra em seus “agressores”, porém ao mesmo tempo ele é uma boa pessoa (simpático, ingênuo e sonhador), sempre disposto a ajudar quem está com problemas. O final do primeiro volume é bastante emblemático, terminando com um pequeno cliffhanger que nos prende e nos estimula a querer ler o próximo tomo e ver como O PROFESSOR irá tentar ou conseguir ajudar sua aluna…

O desenvolvimento desse tomo inicial não é nada demais, não chega a chamar a atenção, mas ele consegue se manter bem e diverte, nos prende e, como dito, nos faz querer continuar^^.


A Edição Física


A edição nacional teve o formato 12 x 18 cm (mesmo de Sailor Moon e Zetman), miolo em papel Lux Cream e capa com sobrecapa. O primeiro volume ainda contou com páginas coloridas em couchê. Isso tudo ao preço de R$ 23,90. A edição está muito bonita, bem maleável e sem qualquer problema de encadernação. O papel Lux Cream realmente dá um charme à mais na edição, dando uma encorpada no mangá, fazendo o título ser bem grosso do que, por exemplo, A voz do silêncio, mesmo possuindo menos páginas.

Entretanto, o fato de ele ser pocket causa alguns problemas. Vários diálogos ficaram com fontes minúsculas fazendo o leitor ter que forçar os olhos para conseguir ler. Entendo a escolha da editora que prefere o mais que pode manter o formato original de publicação, mas a verdade é que não me lembro de ter visto nenhum mangá pocket com fontes tão pequenas, mesmo A voz do silêncio (menor mangá em dimensões do país) não é assim.. Não seria o caso de ter escolhido um formato maior?

O balão circulado em vermelho é quase ilegível ao vivo.

O quadrinho acima é praticamente o tamanho “natural” dele. Em altura não chega a ter 4 cm de tão pequeno que é. O balão circulado é menor ainda e, realmente, é quase ilegível…


Adaptação


De um modo geral, a adaptação da NewPOP está boa. Gostei bastante do fato de a editora ter utilizado uma linguagem extremamente mais solta do que em outras obras, combinando bem com as características dos personagens. Uma das coisas mais geniais foi chamar policiais de “tiras” como comumente vemos em filmes dublados, dando um toque extra ao fato de Onizuka e seus amigos serem meio que delinquentes juvenis:

Além disso, sua política atual de não utilizar honoríficos continua firme e forte neste título, tornando a leitura bem mais aprazível e sem aqueles purismos exagerados que obras mais antigas da editora como Azumangá Daioh! tinham. A única ressalva é que a editora colocou um grande número de notas de rodapé, algumas que talvez não necessitassem, como os nomes de um carro e de golpes de caratê, mas é compreensível a decisão da editora de querer deixar o mangá mais acessível aos leitores.


Revisão


Novamente os problemas de revisão voltam a aparecer na NewPOP. De início já temos erro na orelha da sobrecapa, um “for” em vez de “foi”. Fora isso, a primeira frase está truncada com um erro gramatical, mudando o sujeito da oração do nada. O texto da orelha inicia falando “Essa Obra-Prima” (o mangá GTO) e, após a vírgula, o sujeito muda para “Toru Fujisawa”. Trata-se de um erro comum (eu mesmo o cometo várias vezes aqui no blog), mas em uma publicação oficial isso não deveria acontecer.

Internamente, a empresa também deixa passar pelo menos quatro erros visíveis, com vírgula que não deveria existir, falta de vírgula em um local importante, ausência de um conectivo e troca de uma letra por outra:

Os erros na sobrecapa chamam muito atenção e parecem preludiar uma edição cheia de erros, mas na verdade o volume possui mínimos erros (GTO tem muito balão de fala, muito mesmo), vários deles passando despercebidos pela maioria das pessoas. Ainda assim, erros são erros e a editora deveria reduzir para zero, visto que a empresa é constantemente cobrada por esse tipo de problema.


Veredicto


Apesar de ter pontos negativos (revisão, fonte pequena, notas de rodapé desnecessárias), a edição da NewPOP está muito boa e merece toda a atenção que vem tendo desde o lançamento. Sobre a história, ela ainda não deslancha no primeiro volume, mas já se mostra agradável e me faz querer continuar a acompanhar o título e ver o que Onizuka irá aprontar.

Não acho que seja um título recomendado para todo mundo, mas ele tem um quê de agradável e de ser capaz de conquistar diversos tipos de leitores, desde os fãs de battle shonens, até os fãs de romance, mesmo não tendo nada disso na história.

Great Teacher Onizuka é um mangá de comédia com boas doses de ação e uma pitada de drama e isso é o que vai chamar a atenção e conquistar você, leitor, que ainda não conhece a obra…


Ficha Técnica


TítuloGreat Teacher Onizuka

Autor: Toru Fujisawa

EditoraNewPOP

Acabamento: Papel Lux Cream + sobrecapa + páginas coloridas

Número de volumes: 25

Preço: R$ 23,90

Onde comprarAmazon / ComixNewPOP Shop

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11 thoughts on “Resenha: Great Teacher Onizuka # 01”

  1. Em primeiro lugar, que diabos é isso -> “Food Wars!”??? O.o

    Bem, achei que o tamanho do mangá seria maiorzinho… não precisamos copiar o Japão em tudo, ainda mais no tamanho, haja vista que as letras deles são muuuito diferentes das nossas, por isto este negócio de manter o tamanho do mangá como no original é a maior furada…u_u
    NewPOP novamente pecando na revisão…=(… que triste… ainda bem que os erros parecem mesmo ter sido mínimos…

    Na sobrecapa tem mais um erro que praticamente todos os brasileiros erram na escrita, troca do pronome “este” por “esse”. “Todo mundo” diz que é a mesma coisa, só que… #sóquenão!
    Acho inclusive que todas as editoras erram muito neste quesito. Mas enfim… de qualquer modo a NP está de parabéns, agora resta saber se vou conseguir colecionar a obra…=|

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      1. Poutz @Kyon… Sério?…
        Cruzes… “misericredo”…¬¬
        A título em si já é uma “bela” obra na minha opinião, com um título destes então, fica “melhor” ainda…
        Ainda bem que se aparecer por aqui vou passar bem longe disto…

        Curtido por 1 pessoa

    1. Você tem razão, era para ser “esta obra”, já que o texto está na obra em questão.
      Mas queria comentar uma coisinha (é mais forte do que eu), não é que os brasileiros errem na escrita, é que não se usa mesmo. Na faculdade fiz um mini trabalho sobre isso (cursei linguística), pelo menos no grupo que usamos (com estudantes de tudo quanto é canto), ninguém conversa usando “isto/este/esta”. A nossa hipótese é que isto e isso são muito semelhantes e é muito fácil pular o “t” para simplificar a pronúncia. Fale os dois e veja que essa é super preguiçoso, já esta requer bem mais movimento. Até mesmo no verbo “está”, a maioria absoluta comprovada simplifica para “tá”, ninguém gosta de pronunciar o “st”.
      Mas enfim, o fato das pessoas passarem a pronunciar ambos de uma forma quase idêntica (um isso de fato e o outro engolindo o t) fez com que a população perdesse a noção da diferença e ambos passassem a ter o mesmo significado coloquialmente.
      Então não é um erro na escrita, é um erro nascido da oralidade que se reflete na escrita. Um exemplo é história e estória, com o passar dos anos as pessoas já não pronunciavam mais a diferença, logo história virou ambos os sentidos com o tempo e estória foi para escanteio. A tendência atual é que o português passe de 3 para 2 medidores de distância subjetiva, como é o inglês (this/that). Enquanto continuará usando 3 variações subjetivas para locais (aqui, ali, lá) e indivíduos (eu, você, ele).
      Vou parar por aqui antes que o Kyon me proíba de fazer comentários. XD
      Quanto ao GTO, não seria um erro nos diálogos, já que coloquialmente não se usa mesmo, mas estando na orelha, onde o resto parece estar numa linguagem formal, seria sim erro. Não sei se poderíamos dizer que chegou ao ponto do “assistir”, por exemplo, que mesmo no formal se usa sem preposição. 🙂

      Curtido por 3 pessoas

        1. Existe regiões que ainda usam o “tu” real, e o “tu” com terceira pessoa: tu és, tu é; mas esses continuam com o mesmo valor do você, muda a gramática, não o significado. Assim como existe comunidades que usam “eu é” e “a gente é” (mesmo pro singular, onde também vai se achar “as gente é” para o plural). Diversidade é uma coisa linda.

          Curtido por 2 pessoas

          1. @Roses, pelo que estudei até hoje e pelas definições obtidas em vários dicionários, isto e isso não são nada muito semelhantes. Mas entendo o ponto de vista até pelo que falamos coloquialmente. Como disseste, é um erro trazido da oralidade (eu mesmo em alguns momentos erro e troco o pronome, mas me policio bastante quanto a isto), mas se não se usa, é um erro e ponto pacífico. Não aceito isto como não sendo um erro em certos discursos, e o caso de um mangá oficialmente licenciado é um destes. Eu quando reviso e faço QC de animes vejo este tipo de erro aos montes vindo da tradução ou passando pela revisão. Logo, se tenho trabalho dobrado para corrigir isto, por que deveria aceitar que errem como neste caso só porque a maioria do povo erra na linguagem falada e não usa o pronome corretamente na linguagem escrita?
            Acho que sua explicação valeria mais para “ali” e “lá” do que para o caso em questão.

            Mas sim, sua explicação a preguiça do povo de falar o “st” em vez do “ss” é perfeita. E o exemplo do “está” foi mais perfeito ainda. o/
            Só que como eu disse acima, não aceito isto como explicação para um erro deste tipo, é erro e ponto. Em termos de linguagem escrita, conversando aqui, ok, perfeitamente aceitável, tanto que não só aqui como em vários outros sites semelhantes aos BBM, vejo uma PENCA (em maiúsculo mesmo para denotar quantidade) de erros, alguns deles muito absurdos, mas… estamos num ambiente de linguagem escrita (até) descontraída, que não é formal, etc., onde este tipo de discurso também é aceito e não será problema nenhum. É bem diferente do caso citado.
            Como você disse, realmente se fosse na história do mangá, não creio que seria problema, mas estando na orelha, se torna um. E foi isto que eu quis destacar.

            @IPROXFRANCISCO, sobre o pronome “tu”, realmente deve ser cultural, especialmente se você for do RS. Problema desta questão cultural é o povo conjugar o verbo erradamente… Problema nenhum em usar “tu”, mas se forem usar, que coloquem o verbo na segunda pessoa do singular. Só que aí veremos o mesmo problema que @Roses citou sobre a preguiça do brasileiro com o “st” de “estA”/”estÁ”. Então, eu e umas pessoas aqui do meu trabalho julgamos que o melhor é usar “você” em vez de “tu”.
            Aqui no RJ isto também acontece com algumas pessoas… tenho uma ex-chefe que ainda fala alguns “tu” por aí conjugando o verbo erroneamente, e ela deve ter “aprendido” isto com o meu patrão, que até hoje solta vários “tu” conjugando o verbo de maneira errada.

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          2. Sennaffogo, dicionários não são “fatos”, são reflexos de uso em jornais, revista e livros. Por exemplo, pobrema é usado em diversas comunidades, cidade e pessoa e nem por isso está no dicionário. Dicionário refletirá apenas a pronúncia e uso normativo.
            Não se “erra” na linguagem falada, simplesmente não se usa. Por exemplo, ninguém erra o uso de assistir na oralidade, não se usa. Ninguém assiste ao jogo, não é uma erro assistir o jogo, é algo arcaico e completamente morto a preposição.
            O caso a se manter em mente é o seguinte: balões de fala refletem a oralidade do personagem, sendo assim se você se propõe a escrever de forma coloquial, o uso de coloquialismo não consiste num erro. Logo em balões você pode escrever pobrema, pra, tá, praquela, cê, tu é e o que mais você achar que é necessário para passar a intenção original é oralidade. Então não, se a população não usa 3 pronomes, mas apenas 2, o uso de apenas 2 não consiste num erro.
            Seria diferente se você escrevesse um trabalho escolar, um texto para um jornal, um livro de não-ficção. Cada “escrita” tem um nível de norma gramatical atribuída, que rege o que seria aceitável ou não. Entende? Um anime com certeza pode ser todos os personagens sem falar o primeiro nível subjetivo de proximidade sem problemas. E a verdade é que mesmo você “escrevendo certo”, a maioria esmagadora dos seus “leitores de legendas” não vai nem perceber ou entender a diferença. Assim como não entendem a diferença entre história e estória, fim de semana e final de semana, pego e pegado, bastante e muito, quantidade e quantia, etc.
            Mas é bem isso mesmo, na orelha foi um erro, é difícil defender ali, mas nos mangás em si não é. 🙂

            E para de pasqualar, não há problema algum em usar o verbo da terceira pessoa. Não tem nada a ver com preguiça nesse caso e isso é super ofensivo e preconceituoso. Pare de ver a gramática como Santo Graal, essa gramática e normas que você cultua como correto e puro é na verdade o latim “escrito errado”. O que é certo gramaticalmente ou não é totalmente arbitrário, decidido por uma elite “culta” que usa a gramática como forma de segregação, baseado em clássicos portugueses e não na cultura brasileira de fato. Não há nada, absolutamente nada de errado em falar tu é. O estigma de “errado, “não-culto”, “ignorante” é puro preconceito linguístico.
            Quando você vai estudar os clássicos e por que foi decidido certas normas você vê isso claramente. Livros clássicos portugueses têm vários “erros”, Camões escreve flecha e frecha em diferentes páginas, outros plaia e praia. O motivo do português ter decidido ficar com praia e o espanhol com playa é totalmente arbitrário. De fato a elite “letrada” constantemente adota coisas menos usadas como regra exatamente para segregar e discriminar a parcela da população mais humilde ou analfabeta, é mais chique falar de forma pomposa e ininteligível. Gramática nenhuma e dicionário nenhum regem como uma pessoa FALA, muito pelo contrário, eles regem a escrita. Você é ninguém jamais “fala errado”, ele fala diferente de você. E ele não fala diferente porque é ignorante ou porque não sabe as regras, ele fala diferente pois a comunidade dele é diferente da sua. Julgar alguém pela sua forma de expressão oral é discriminação linguística.
            O único motivo da gramática e dicionário existir, é criar um padrão para a ESCRITA de forma que diferente pessoas de diferentes culturas linguísticas dentro do mesmo idioma possam se entender. A gramática e dicionário não serve para reger a oralidade, eles deveriam na verdade refletir a oralidade no papel. Outras línguas, como o inglês, fazem isso o tempo todo, os dicionários constantemente são atualizados com palavras novas, como “otaku”, a própria gramática é algo decidido pela população e discutido abertamente como a vírgula de Oxford. Só em países como o Brasil a língua é decidida por uma elite sem QUALQUER FORMAÇÃO LINGUÍSTICA, com regras antiquadas e arcaicas, baseado em clássicos de uma OUTRA CULTURA, que até mesmo eles são incapazes de usar. E essa segregação e discriminação é tão enraizada, que pessoal humildes ou simplesmente pouco letradas passam metade das vidas se desculpando por “falar errado” ou se virando para tentar “falar certo” fazendo supercorreções, que são então usadas para humilhá-los ainda mais por usa “ignorância”.
            O motivo de toda essa classe não ter aprendido a gramática “correta” da elite é exatamente por terem sido privados de educação e acesso a leitura. E depois de séculos fazendo isso, ATUALMENTE AINDA FAZEMOS ISSO, você e ninguém tem o direito de virar e dizer que a linguagem e cultura que se desenvolveu nessas comunidades sem esse acesso estão erradas. Trata-se de diferentes dialetos dentro de uma mesma língua, igual a um sotaque. Não julgue alguém por usar um sotaque diferente, não julgue alguém por usar um dialeto diferente. Pelo amor de Deus nunca mais discrimine uma pessoa por causa de sua cultura linguística, nunca acuse alguém de falar errado, isso é preconceito.

            Curtido por 1 pessoa

          3. Sei de TOOODO este blábláblá…
            Então, você deveria ter me perguntado se eu conhecia o assunto, antes de talvez perder seu tempo colocando tudo isto aqui… Bem, talvez não tenha perdido…

            A parte boa deste seu comentário é que servirá para que outras pessoas conheçam também, especialmente essa parte (olha aí o “essa” sendo usado de maneira correta…=D) -> “O que é certo gramaticalmente ou não é totalmente arbitrário, decidido por uma elite “culta” (…)”.
            Aprendi sobre isto aí na faculdade, e também sobre o que discorreste de maneira bem exagerada pelas outras várias linhas de seu comentário. Para alguns, será muito elucidativo o comentário em sua quase totalidade; para outrem, nada apenas além de um textão; e para mim, pareceu (em parte) me querer jogar 7 pedras ao mesmo tempo por algo que não fiz… não julguei ninguém e não discriminei/discrimino ninguém por conta desta questão linguística. O meu comentário em nada se tratou disto.

            Ainda assim, aprendi também que, tanto professores graduados, quanto mestres ou doutores discordam sobre esta “teoria” do certo e errado em relação à norma culta (sim, não vou nem usar suas expressões de culto e não-culto). E sendo assim, nenhuma surpresa que cada um mantém a sua OPINIÃO sobre o assunto, assim como eu mantenho a minha sobre este aqui.
            Como eu disse antes, tudo depende do discurso, de onde ele é feito, para o que se destina, etc.. E sempre me ative à questão da linguagem escrita, afinal, estávamos falando do mangá de GTO, não? O_o

            “E para de pasqualar” -> hahaha, esta foi boa… realmente tive que rir. xD

            No fim, acho que fizeste uma ENORME tempestade num copo d’água, sem a mínima necessidade. Não sei para que tudo isto…u_u…mas enfim, ok, entendi o “recado”.

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  2. Corrida contra o tempo, prazos apertados, blah, blah, coisa e tal. Dá pra relevar se imaginar o tamanho do trabalho. No geral a transubstanciação (p0##@, falei bonito!) ficou boa. Já peguei coisa pior. Que vocês acham? Onizuka?

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