Curiosidades, Matérias

Quais os maiores e menores mercados de mangás do ocidente?

bandeiraspor número de lançamentos…

O mercado brasileiro de mangás existe, do jeito que conhecemos, desde o início dos anos 2000 e pode-se dizer que hoje ele está bem consolidado, com três empresas publicando títulos regularmente, além de uma ou outra lançando uma obra aleatória aqui e ali. Apesar de consolidado, não se pode dizer que o Brasil possui um grande mercado de quadrinhos japoneses. Consumidor de mangás ainda pertence a um nicho muito, muito restrito, estando longe de existir uma popularização, tal como outros quadrinhos como Turma da Mônica e Disney.

Dentre os países ocidentais que possuem um mercado próprio, o Brasil é um dos menores e isso se vê pelo número de publicações mensais. Embora algumas pessoas, devido à crise econômica, digam que tem “coisas demais saindo”, a verdade é que comparado com outros mercados, o nosso país tem muito poucos lançamentos.

Mas quais seriam os maiores do ocidente? Quais seriam os menores? Qual a base de comparação para dizer que o mercado brasileiro não é grande? Esse é o tema da nossa postagem de curiosidades de hoje.

Fizemos uma extensa pesquisa e verificamos a publicação de mangás em 9 países do ocidente e calculamos a média de lançamentos de mangás em 2016. Medimos, portanto, o tamanho do mercado de acordo com o número de volumes publicados. Não levamos em consideração tiragem e número de vendas afinal não é um dado disponível na maioria dos países.

Antes de entrar na matéria, porém, vamos aos critérios utilizados:

-Não entram na contagem de volumes:

  • Light novels
  • Reimpressões
  • Mangás digitais
  • Mangas não-japoneses

-Entram na contagem

  • Versões Omnibus
  • Edições Variantes (com e sem DVD; com e sem figure; com e sem sobrecapa)
  • Box

Obviamente também não contaremos comics, mas creio que isso já está claro dada a natureza do blog. Dito isto, vamos à postagem. Iniciamos com os menores mercados até chegarmos aos maiores^^

***


PORTUGAL 


Dentre os países que analisamos, Portugal é o país em que se publica mangás regularmente com o menor mercado do ocidente. Possuindo apenas uma editora, a Devir, o número de lançamentos é baixíssimo. Em 2016, a média de publicações mensais girou em torno de 2 volumes por mês, subindo para 3 em alguns meses.

One-Punch Man, lançamento de março da editora Devir. (Fonte: Facebook da editora)

Todos os títulos publicados pela Devir em Portugal já foram lançados no Brasil por JBC ou Panini. Para 2017, no entanto, está previsto o lançamento de Platinum End, ainda inédito em nosso país.

Obs: Os dados desta postagem foram coletados diretamente do perfil da editora no Facebook juntamente com a lista de publicação da loja Fnac portuguesa. Caso alguém tenha curiosidade, o nós fizemos uma matéria falando sobre o mercado português de mangás, clique aqui para ler.


ARGENTINA 


A Argentina é um mercado pequeno e são poucos os lançamentos mensais. Embora, atualmente, conte com 4 editoras poucos volumes são publicados. Em nossa pesquisa verificamos que durante 2016 o país teve uma média 12 volumes sendo lançados todos os meses. Setembro foi o pior deles com apenas 8 publicações, enquanto fevereiro foi o melhor com 18. Entretanto, o mercado argentino parece que está caminhando para crescer.

Insect Cage, lançamento de dezembro da editora argentina Utopia. A edição veio sobrecapa e marcador de página. (Fonte: Facebook da editora)

Agora no início de 2017, o número ainda é pequeno, foram 9 publicações em janeiro, 12 em fevereiro e, até o momento, 13 previstas para março. Para abril e maio, porém, há, no mínimo, 18 mangás previstos. Tudo realmente indica um crescimento, pois além das quatro editoras, o país terá a chegada de uma multinacional, a Planeta DeAgostini, segundo dizem, o que deve aumentar o número de publicações mensais.

Obs: Os dados apresentado aqui foram coletados por meio do blog Manga Y Anime Argentina, que faz um trabalho muito similar ao realizado pelo BBM, relatando todos os lançamentos que ocorrem no país vizinho. Cotejamos as informações com as disponíveis nas redes sociais das editoras argentinas. Aos interessados temos uma matéria falando do mercado argentino de mangás, clique aqui para ler.


MÉXICO 


O México é um mercado de mangás pequeno, maior do que o argentino e um pouco menor do que o brasileiro, embora tenha menos editoras do que nos dois países, apenas duas: Panini e Kamite. Ainda assim, parece estar vivendo um bom momento com vários títulos saindo por lá, com um investimento pesado por parte da multinacional italiana.

Ranma 1/2, um dos títulos da Panini no México. (Fonte: Manga Mexico)

A média de volumes publicados mensalmente varia bastante e possui em torno de 27 lançamentos. Os menores números de publicações ocorreram em abril e em novembro com 22 publicações. Os maiores foram em julho e setembro com 34 e 37 mangás respectivamente. Nesses dois meses o México conseguiu ter mais publicações do que o Brasil, mas no geral o nosso país ainda publica mais que o mercado mexicano. Em 2017, foram 24 publicações em janeiro e 29 em fevereiro, igualmente menos do que no Brasil. Ou seja, por ora o México ainda é menor do que o Brasil, por ora…

Obs: Os dados apresentados nesta pesquisa foram coletados por meio do blog Manga Mexico que faz um trabalho muito bom em informar o povo mexicano dos lançamentos no país. Cotejamos as informações com os sites ou perfis das editoras nas redes sociais.


BRASIL


Esse país esquisito chamado Brasil você conhece^^. Sempre falamos dele aqui no blog e você sabe mais ou menos o número de lançamentos mensais. Durante 2016, a média foi de quase 33 volumes por mês. O mês com menos lançamentos foi em maio com apenas 30. Os meses com mais publicações foram fevereiro, março e outubro com 36 volumes.

The God’s Lie, lançamento de dezembro da Panini. (acervo pessoal)

Lembrando que não estamos contando novels, mangás nacionais e nem de outras nacionalidades. Só mangás japoneses. Vale comentar ainda que a média de lançamentos de 2016 é inferior a de 2015. Neste ano, a média havia ficado em 37 publicações por mês.


ESPANHA


A Espanha possui um mercado de mangás em aparente crescimento. Ivrea, Norma e Planeta DeAgostini dominam, mas uma série de editoras menores também lançam várias coisas, tornando o volume de publicações mensais muito consistente, embora esteja atrás de mercado maiores.

Silver Spoon, da editora Norma. (acervo pessoal)

Durante o ano de 2016 a média de publicações mensais foi de 56 volumes. Assim como os demais países há variações para cima e para baixo. O mês com menos publicações foi em dezembro com apenas 46 tomos. O mês com mais volumes foi em novembro com 71.

Obs: Os dados apresentados aqui foram retirados do site Listado Manga que reúne as informações de lançamentos das editoras espanholas. O site coloca comics americanos, novels e livros, além de reimpressões da Planeta DeAgostini. Não incluímos nada disso na contagem para passar um número mais preciso a vocês.


ALEMANHA


A Alemanha é um mercado grande. Dentre as pesquisas foi uma das maiores surpresa, pois imaginavámos que o país fosse igual ou menor em número de publicações do que a Espanha. Apenas cinco empresas lançam mangás regularmente por lá e em 2016 o número de lançamentos foi bastante variado, com uma média de 70 lançamentos mensais, chegando a 81 no mês de dezembro.

Em número de volumes, o mercado alemão também está muito próximo do mercado americano, surpreendentemente.

Obs: Diferentemente dos outros países, as pesquisas não encontraram um site em que fizesse o levantamento das publicações na Alemanha. Deve existir, obviamente, mas a pesquisa foi deficitária nesse sentido. Os dados apresentados aqui foram, então, coletados de duas formas. Para quatro das editoras (Carlsen, Kaze, Egmond e Tokyopop) verificamos as publicações da Amazon alemã, para a quinta empresa (Panini) olhamos o checklist da editora em seu site oficial.

ESTADOS UNIDOS


Os Estados Unidos é conhecidamente um dos maiores mercado de mangás do mundo e muito do público otaku acompanha de perto e vive a importar as edições gringas. Edições de luxo, publicações em capa dura, omnibus, versões com brindes (como um Ataque dos titãs com DVD ou um Ultraman com uma figure O_o), além de um incontável número de títulos divulgados constantemente. É um mundo de publicações que impressionam os brasileiros. Um mercado tão grande que até temos a presença de editoras japonesas como a Shueisha e a Shogakukan (donas da Viz) ou a Kodansha (dona da Kodansha Comics americana).

Esse “gigantismo” se mostra também em número de lançamentos. Durante 2016, foram publicados, em média, 75 volumes de mangás todos os meses nos Estados Unidos. Algumas vezes menos outras vezes mais. O maior número ocorreu em novembro com 91 volumes. O menor em janeiro com 64. Em razão desses números, os Estados Unidos é o terceiro maior mercado de mangás do Ocidente…

Obs: Os dados apresentados aqui foram coletados por meio do site Anime News Network que faz o levantamento das publicações realizadas nos Estados Unidos. Algumas edições desses levantamentos apresentam mangás que são lançados apenas digitalmente, excluímos esses para ser mais preciso na comparação.


ITÁLIA


Mangás com sobrecapa? Tem, embora não sejam todos os títulos que possuam. Box de mangás? Tem também. Obras longas? É evidente. Edições de luxo? Obviamente, embora não tenhamos visto nada com capa dura, mas decerto devem existir também. Até mesmo mangás com periodicidade semanal existe na Itália (sim, 4 ou 5 volumes de um mangá em um mesmo mês O_o).

O mais interessante do mercado italiano (e que não sei se existem em outros) é que, algumas vezes, artistas locais desenham capas variantes para mangás (como essa abaixo de Ajin), algo completamente impensável em nosso país.

A Itália possui uma diversidade de títulos e formatos muito grande. As maiores editoras italianas são a Panini, a Star Comics e a J-POP, mas no meio delas há pelo menos outras seis empresas que publicam mangás regular ou esporadicamente, fazendo o número de lançamentos na Itália ser muito grande. Mesmo não tendo a presença de editoras japonesas é o segundo maior mercado do ocidente.

O número de lançamentos é bastante variável, mas está na casa das centenas. Em 2016, a média de lançamentos ficou em 107 tomos por mês, obviamente variando para cima e para baixo a depender do mês. Junho foi o menos movimentado com apenas 96 volumes de mangás. Novembro foi o mais com 151 novidades. Um número impressionante.

Obs: Os dados apresentados nesta postagem são provenientes do site Anime Click que faz o levantamento dos lançamentos na Itália. O site, porém, lista as novels, bem como as reimpressões que a Panini costuma fazer e divulgar como se fossem lançamentos. Então para a comparação entre os países ficar mais justa, fizemos um cotejamento e excluímos as reimpressões e as novels e então chegamos ao número mostrado a vocês.


FRANÇA


A França é, de longe, o maior mercado de mangás do ocidente. O número de lançamentos por lá é verdadeiramente espantoso e é impossível comparar esse mercado com qualquer outro do ocidente. Mesmo Estados Unidos e Itália estão muito atrás da França em número de publicações.

Com 15 editoras no país publicando os mais variados títulos e gêneros, em 2016 a média de lançamentos mensais foi de 160 volumes, variando para cima e para baixo. Dois meses destoaram muito dessa média, novembro e dezembro. Em dezembro tivemos “”””””””apenas”””””””” 86. Em novembro tivemos o impensável número de 246 volumes sendo publicados.

Embora a média de volumes seja alta, é bom frisar que isso não significa que existam 160 séries diferentes sendo publicadas em um mês. Alguns mangás são lançados dois volumes ao mês, outros possuem versão variante, etc, o que não diminui em nada o número de lançamentos no país. Só para se ter uma ideia, a média de publicações na França é superior a Espanha, Brasil, México, Argentina e Portugal juntos. Não me canso de dizer: impressionante.

Ainda assim, apesar dos números mostruosos, aparentemente 2016 não foi um ano tão bom para o mercado francês, pois várias séries de sucesso como One Piece e Bleach tiveram uma diminuição no número de vendas em relação a 2015.  A própria média de publicações mensais foi menor em relação ao ano anterior. Em 2015, a média foi de quase 170 volumes sendo publicados todos os meses. De todo modo, não parece haver qualquer risco de a França perder o posto de maior mercado de mangás do ocidente…

Obs: Os dados apresentados nesta postagem foram retirados do site Manga News que faz o levantamento das publicações francesas. No meio dos volumes de mangás existem algumas revistas como a Anime Land, mas retiramos da contagem para apresentar a vocês dados mais precisos e ser mais justos na comparação.


***

Obviamente, ainda existem outros países no ocidente em que se publicam mangás regularmente. Um deles é a Finlândia. Porém ninguém do blog tem qualquer conhecimento de finlandês e a pesquisa nesse país não pôde ser feita. Reunimos aqui apenas os mercados mais “acessíveis”.

Resumo:

  • França: 160 volumes/mês
  • Itália: 107 volumes/mês
  • EUA: 75 volumes/mês
  • Alemanha: 70 volumes/mês
  • Espanha: 56 volumes/mês
  • Brasil: 33 volumes/mês
  • México: 27 volumes/mês
  • Argentina: 12 volumes/mês
  • Portugal: 2 volumes/mês

***


Bônus: Japão e Coreia do Sul


Você viu o Ocidente, mas e o Oriente? Quantos volumes de mangás são lançados todos os meses no Japão? Segundo pesquisa da nossa redatora Roses que foi pesquisar o checklist das editoras japonesas de alguns meses aleatórios, são lançados cerca de 900 volumes no Japão. Desses, a Kodansha lança entre 150-190, a Kadokawa (junto com todas as suas subsidiárias) lança entre 130-150, Shogakukan 100-120, Shueisha 70-90, Akita shoten 40, etc. Tirando e ignorando os vários lançamentos com cara de revistinhas, as versões especiais, com brindes e coisas assim, o valor gira mais em torno de 600 unidades. Curiosamente, a Shueisha lança bem menos do que a Shogakukan, mas em número de vendas a primeira é que domina o mercado.

Na Coreia do sul, por sua vez, o número não é tão confiável, tampouco preciso, mas temos uma base para falar para vocês. Segundo o site Interpak o número de lançamento da Coreia do Sul chegou a 250 volumes em fevereiro. Porém esses 250 representam o número de lançamentos como um todo desse ramo, contando também os manwhas (mangás coreanos) e as versões impressas de webcomics, portanto não temos como passar um número preciso de mangás japoneses, mas eles juntamente com os títulos locais coreanos formam um conjunto que dá 250 volumes.

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44 thoughts on “Quais os maiores e menores mercados de mangás do ocidente?”

  1. Não sei se daria um pra fazer um post sobre isso, também não sei se a lista seria grande, mas seria interessante fazer uma postagem listando editoras internacionais que publicam mangás, mas as suas filiais daqui não, tipo a Devir

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    1. Se eu não me engano a Devir não é internacional, é brasileira^^. Mas só lança mangás em Portugal.

      —-
      A única editora internacional a atuar no Brasil e não publicar mangás é a Planeta DeAgostini.

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  2. bom, pro Brasil algum dia atingir um volume parecido com o dos EUA, que seja, teríamos que primeiro conseguir baratear o custo unitário. além de melhorar a economia do país como um todo. bela matéria! parabéns, pessoa!

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  3. Muito boa a matéria, essa pesquisa deve ter dado uma trabalheira hein…
    Acho relevante levantar alguns pontos, particularmente não gosto muito de analisar mercados quantitativamente. Existem muitas variáveis que devem ser levadas em consideração pra definir um mercado maior do que outro, mas entendo como deve ser difícil, talvez quase impossível fazer um levantamento/analise considerando também a qualidade física, preço de venda relativo e extras (sobrecapas, brindes, etc…). Outro ponto que poderia diferenciar mais ainda os mercados seria a diversidade de títulos. O nosso “patropi” mesmo tendo se diversificado um pouco mais nos últimos anos ainda é um mercado majoritário de shounens e seinens, mas e no México ou na Espanha como será? França e EUA tem maiores diversidades de gênero/demografia mas e a Alemanha como será que fica?

    Sobre a França, apesar de não saber os números, não me surpreendo pois é o segundo maior mercado de mangás do mundo, atrás do japonês. O que me surpreendeu de verdade foi Itália em segundo lugar e EUA em terceiro com a Alemanha “fungando no cangote” dos yankees.

    Não quis criticar nem nada, até pq gostei bastante da matéria, só mesmo levantar algumas dúvidas pra não ficar com uma idéia vaga sobre os mercados.
    Valeu!

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    1. A intenção é ser curiosidade no quesito volume de títulos disponíveis. Vendas e “qualidade” é difícil de se comparar assim. Até porque uma edição simples pode ser uma edição de qualidade (bons materiais, boa impressão para aquele custo) e um volume de luxo pode ser de baixa qualidade. Muito também beira o gosto pessoal, correto?

      Quanto às demorafias. Isso eu sei responder. A grandíssima maioria dos mangás do mundo são shounens e seinens, com shoujo adiante e josei finalizando a lista. Isso se dá pelo fato de que é assim no Japão mesmo. Se você for na Amazon, é possível ver a seguinte lista:

      Shounen: 58.620
      Seinen: 76.991
      Shoujo: 46.018
      Josei: 21.127
      Yon-koma: 9.017

      Lembrando que seinen engloba os young seinens (Gantz, Tokyo Ghoul, Blue exorcist, Ajin), os seinens “normais”, os clássicos e gekigá, etc. Por isso acaba um número maior, se você pensar assim Shounen (12-18) vende quase tanto quanto o Seinens (18-100), dá para perceber como a quantidade de Shounen de fato supera e muito todos os outros.

      Em questão de vendas temos a mesma ordem, shounens sendo os mais vendidos e com mais animes. Consequentemente, você vai encontrar esses títulos de fama no resto dos países, criando uma proporção similar.

      É possível que em certo país haja mais Seinens ou Shoujo? Claro. Mas os campeões de venda são sempre os shounens e Seinens, basta olhar as listas de mais vendidos dos países, são raros os shoujos no meio, josei quase milagre. As séries que sempre são “comemoradas” milhões de volumes no mundo todo também são sempre essas.

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  4. Estive na Finlândia dois anos atrás e aproveitei para conhecer as lojas nerds/otakus.

    Encontrei uma vasta gama de mangás, porém todos em inglês. Como a população urbana é majoritariamente bilíngue, pode ser que sequer sejam traduzidos ao finlandês. Pelo que escutei de um finlandês, esse é o caso com Magic The Gathering, que não tem (segundo ele), localização finlandesa.

    A principal loja de Helsinki se chama Fantasiapelit. Aqui está a lista dos mangás que tem em catálogo. Como podem ver, é bastante coisa: http://www.fantasiapelit.com/index.php?main=selaa&kat=kirja&sel=manga&tl=tuoteluettelo

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  5. Nossa excelente matéria.
    Nunca imaginei que chegasse a essa quantidade absurda de títulos lançados em alguns desses países.
    Achava que o número brasileiro já era bom, depois de ter acesso a esses dados já começo a pensar em como seria a escolha do que comprar ou não, seria difícil kkk.

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    1. Stefano, qualquer concorrência “obriga” as partes a se renovarem, não só para se manterem vivos, como para explorarem aquele público. No caso do Comics, há várias coisas que tem acontecido que os obrigaram a mudar para todos os lados, mangás é apenas um deles, mas foi um fator sim, já que são concorrentes diretos, especialmente nos EUA, mas também no Brasil. Se quiser saber mais sobre o assunto, procure sobre a história dos Comics e problemas que a indústria sofre. 🙂

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        1. Bem, existem outras empresas, como a Dark Horse, IDW e Image. Da mesma forma, no Japão você tem a Shueisha e Kodansha como gigantes e mais uma porção menor e alternativa. Pegue qualquer lista de mais vendidos do Japão e uns 2/3 é só dessas duas grandonas. Pela sua lógica isso prejudicaria o Japão também? Não é como se a existência de duas fortes extinguisse a possibilidade de coisas além delas. Dark Horse é uma editora forte, alternativa, com um público consolidado. Na verdade, é menos um caso de monopólio (ou duopólio), que significa que o mercado é controlado por essas empresas, mas mais um caso de duas empresas que trabalham o mesmo tipo específico de produto e vivem em competição acirrada. Assim como a Sadia e a Perdigão não são um duopólio, mas duas empresas praticamente idênticas que são diretamente competidoras. Monopólios são exclusivos, seja por lei como a Petrobras ou por ser a única que possui aquele produto como a distribuição nacional em bancas da DINAP e certas modalidades dos Correios. 🙂

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  6. É só achismo meu, mas o tamanho do mercado de HQ’s (mangás incluso) é fortemente influenciado pelo habito de leitura das pessoas. Aqui não estou falando do gosto literário, mas sim de as pessoas terem o hábito de lerem, simples. Quem costuma ler, eventualmente pode se interessar por outras formas de leitura, como HQ’s. No Brasil as parcas pesquisas sobre o hábito de leitura do brasileiro indicam que algo entre 3% e 5% da população tem o hábito de ler regularmente. Quanto mais pessoas lerem, seja o que for, maior será o mercado potencial.

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    1. Com certeza, o país ter o hábito de leitura transforma livros, HQs ou o que seja em artigos valorizados e procurados, Japão mesmo é um país que lê muito, crianças japonesas leem vários clássicos mundiais durante o ensino médio e fundamental, enquanto no Brasil há professores que passam livros resumos em vez do original, se passa algo. Estados Unidos você tem a “mania” de clube de leituras, onde um grupo lê um livro e depois se junta para discutir. Tente achar um no seu círculo de amigos no Brasil.
      Por outro lado, temos que lembrar também de outros pontos que ajudam na criação de mercados, como facilidade de venda e distribuição, estabilidade econômica e renda que permita o consumo de supérfluos e entretenimento, etc. Em tudo isso, o Brasil anda bem mal. =/

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  7. “Embora algumas pessoas, devido à crise econômica, digam que tem “coisas demais saindo” (…)” -> no meu caso não é por causa da crise, já que há muito tempo falo isto…
    O problema no Brasil é que o mercado por si só é pequeno, e nós temos pouco poder de compra (e muito menos para este tipo de entretenimento), logo, isto também faz com que o mercado não cresça a certos níveis, ainda mais em se tratando de mangás, que são, antes de qualquer outra coisa, objetos de colecionismo seriado. Diante disto, minha opinião é de que sim, temos coisas demais sendo lançadas mensalmente.
    Não só HQ’s, como também os mangás atualmente, são para quem pode, não para quem quer.

    “O mais interessante do mercado italiano é que, algumas vezes, artistas locais desenham capas variantes para mangás, algo completamente impensável em nosso país.” -> sinceramente, interessante isto pode até ser, mas acho completamente desnecessário e correto que não se faça aqui. No caso, isto até pode aumentar o valor do mangá… ou não se pagaria o artista que desenha uma capa variante?

    “Bom, para o Brasil algum dia atingir um volume parecido com o dos EUA, que seja, teríamos que primeiro conseguir baratear o custo unitário, além de melhorar a economia do país como um todo.”-> @Bianca Pinheiro, concordo plenamente com seu comentário.
    “E para isso precisamos de mais gente comprando, gente fora do nicho, ou seja, investir em propaganda e atrair mais público”-> @Bruno, discordo. Já que o mercado está sedimentado, acho que primeiro o custo deve ser barateado, depois se faz a propaganda para atrair mais público e posterior e naturalmente este público irá consumir os mangás e se tornará fiel àquilo. Se depender só de mais gente comprando, com o nosso poder de compra atual o mercado brasileiro nunca vai crescer ao nível da Espanha, que dirá dos EUA…

    Bem, o meu conceito de pequeno, médio e grande é bem relativo e pode ser diferente do de muita gente para N coisas, e creio que o mesmo valha para esta interessante matéria. No caso, diante dos critérios utilizados na pesquisa, eu considero um mercado:
    – muito pequeno: menos de 10 volumes em média lançados por mês (Portugal)
    – pequeno: de 10 a 29 volumes em média lançados por mês (Argentina e México)
    – médio: de 30 a 49 volumes em média lançados por mês (Brasil)
    – grande: de 50 a 99 volumes em média lançados por mês (Espanha, Alemanha e EUA)
    – gigante: 100 ou mais volumes em média lançados por mês (Itália e França).
    E assim sendo, o Brasil não seria mais apenas um mercado pequeno, assim como o México está perto de se tornar um mercado de tamanho médio.

    Agora, o mais interessante de toda a pesquisa são os números norte-americanos. Baseado em tudo o que se fala dos EUA, de todo o gigantismo do mercado de lá, de todo o blábláblá e ‘puxa-saquismo’ que as pessoas daqui têm com os mangás comprados de lá, achei que estivesse ‘pau a pau’ com a França. Inclusive, mesmo que a França seja sabidamente o maior mercado de mangás mundo afora (depois do Japão obviamente), ultimamente tinha achado que os EUA pudessem ter ultrapassado os franceses em tudo diante do que vive se falando deles por aqui…
    Mas, os franceses estão ‘anos-luz’ à frente dos EUA baseado nos critérios da pesquisa, conforme minha visão sempre me mostrou, o que para mim só confirma que o mercado norte-americano é muuuitíssimo acirrado e será bem improvável os mangás tomarem conta, por causa dos comics.

    Depois disto, temos a maior surpresa da pesquisa, a Itália como segundo maior mercado ocidental! 107 volumes lançados em média contra 75 dos EUA? O.o
    Isto para não falar que os EUA estão sendo acossados pelos alemães…
    Me surpreendi totalmente com os números italianos. Talvez isto não devesse ser tão surpreendente, haja vista ter a Panini como uma gigante do mercado editorial italiano, com quase 200 títulos lançados. Mas ao lado de outras grandes editoras de lá e outras 6 que lançam mangás também, o gigantismo, em tese, do mercado norte-americano, se transfere para o mercado italiano. Lá, eles lançam os mais diversos gêneros, acredito eu que tanto como na França. Na Itália atualmente estão lançando desde Doraemon até Kangoku Gakuen, passando por Gintama, Fire Force, Arslan Senki, Haikyuu!! e Guyver (O.o!). Logo, todo o gigantismo italiano está demonstrado.

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    1. Alguns comentários:

      1 – “Não só HQ’s, como também os mangás atualmente, são para quem pode, não para quem quer”.

      Não discordo da sua afirmação como um todo, discordo só de uma palavra, o “atualmente”. Eu acho que sempre foi assim. Ou pelo menos desde que eu compro quadrinhos. Era muito fácil, sei lá, ter R$ 1,95 em 1997 para comprar uma revista do Pica Pau ou do Pato Donald, mas comprar vários e vários quadrinhos era só para quem podia. Quem era de família que ganhava um salário mínimo não podia se dar a esse tipo de luxo. Era o meu caso. Não dava para ficar comprando quadrinhos a torto e a direito, não tinha dinheiro sobrando para isso. Por isso só comprava quadrinho de vez em quando, mesmo querendo ter mais.

      Hoje a situação é a mesma. É fácil você conseguir R$ 13,50 para comprar um volume de One Piece, mas colecionar vários mangás não é para quem ganha pouco. É para classe média para cima. Eu sempre cito o site da JBC. Há anos e anos, na parte destinada a anunciantes, a editora diz claramente que o público que consome os produtos da empresa pertence às classes A e B. Ou seja, classe média, média-alta.

      É algo natural do mercado de quadrinhos no Brasil, ele é destinado para quem pode pagar pelos produtos. Aí varia de acordo do quanto você pode pagar, para alguns apenas R$ 8,90 do Yo-kai Watch é viável, enquanto para outros, os R$ 180 do Batman arquivo-histórico é o troco do pão^^.

      ——-

      2 – Querendo ou não os EUA são mais visíveis para nós. Quem tem conhecimento de francês suficiente para ficar sabendo o que sai ou deixa de sair na França e importar seus produtos? Poucos. E Italiano? Idem. Espanhol é até mais fácil, mas mesmo assim o povo costuma enxergar mais os EUA do que qualquer coisa.

      Muitas coisas saem nos países europeus antes de saírem nos EUA, mas como só se costuma olhar para a América, não sabemos disso. Por isso a visão do público brasileiro é embaçada e fica com a imagem de que os EUA é o país em que se publica tudo e mais um pouco. No blog eu sempre tenho abrido um pouco de espaço para outros países como Itália, Argentina e França, sempre contando uma curiosidade aqui e ali^^…..
      —–

      3 – Itália x EUA

      Tem títulos que saem na Itália e não saem em lugar nenhum do ocidente. Kingdom, por exemplo, nem na França tem pelo que lembro. Mas é preciso ponderar algumas coisas. Só falamos em número de volumes, mas não é número de séries diferentes.

      É possível que a variedade de títulos dos EUA seja parecida com a variedade italiana. O motivo: a maioria das publicações nos EUA possuem periodicidade trimestral para cima, com poucos bimestrais. Na Itália nós temos trimestral, bimestral, mensal e, até mesmo, semanal. Assim, se nos EUA lançam 75 volumes por mês, pode ser que em 3 meses eles tenham publicado, sei lá, umas 200 séries diferentes. Na Itália, os 107 volumes mensais podem ter resultado também em apenas 200 séries. Provavelmente a Itália ainda leva vantagem, mas a diferença em número de séries diferentes não deve ser tão gritante quanto em número de volumes publicados. Ainda assim, a Itália realmente é mais gigante do que os EUA….

      Aliás, esse é um bom assunto para pesquisar mais afundo e fazer uma postagem^^.

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      1. “(…) sempre cito o site da JBC. Há anos e anos, na parte destinada a anunciantes, a editora diz claramente que o público que consome os produtos da empresa pertence às classes A e B.” -> das duas, uma: ou ela está redondamente enganada sobre seu próprio público colecionador, ou esta frase ainda está lá no site apenas por estar… Porque A e B seriam classes alta e média-alta, nem média seria… Quando (pelo menos) aqui na minha cidade, vejo gente de quase todas as classes (baseadas no DIEESE) comprando mangás, desde a ‘Baixa’ até a ‘Alta’, excetuando-se pela ‘Miserável’. Eu mesmo me considero da classe ‘Baixa’ por alguns motivos peculiares, mas para efeitos métricos, podemos dizer que estou entre a ‘Baixa’ e a ‘Média Baixa’, e mesmo assim consumo mangás de certa maneira, tranquila.
        Acho que hoje as lojas online nos ajudam muito, e é por isto que continuo comprando mangás. Se dependesse apenas de métodos usados na década passada, eu não estaria comprando mangás há alguns anos já.
        Mas como eu mesmo acho, pelo poder de compra que temos e o tanto de coisa que sai todo mês (já que o Brasil se tornou um mercado médio), realmente é só para quem pode… Agora, se pegarmos o que falei e colocarmos a coisa de maneira generalizada e/ou somente olharmos aquela frase que você ‘quotou’, eu mesmo acharei que a coisa não está tããããão complicada assim…
        Negócio é não comprar a preço de capa e ficar de olho nas promoções. =)

        “para alguns apenas R$ 8,90 do Yo-kai Watch é viável, enquanto para outros, os R$ 180 do Batman arquivo-histórico é o troco do pão^^.” -> aproveitando a citação da palavra ‘promoções’, interessante você citar este Batman. Muito interessante mesmo. Primeiramente, concordo com sua afirmação, para alguns 180,00 pode ser o troco do pão. E em segundo lugar, mesmo que para alguns comprar um quadrinho deste seja o troco do pão, para uma pessoa como eu será que não daria para ter este incrível ‘arquivo’? Sim, daria, numa boa ou ótima promoção. Pagar 108,00 (preço já visto em lojas por aí) em vez de 180,00 não seria nada mal, e dadas certas e especiais circunstâncias eu teria comprado a este preço, mas… um indivíduo de classe ‘Baixa’ às vezes pode esperar, juntar seus trocados e pagar uns 90,00 ou menos neste ‘Batman Arquivo Histórico’?? Pode também. Sou a prova viva disto. =)
        Portanto, de olho nas promoções. o/

        “a visão do público brasileiro é embaçada e fica com a imagem de que os EUA é o país em que se publica tudo e mais um pouco.” -> é, de fato é o que tenho percebido, por isto a minha leve surpresa.

        “No blog eu sempre tenho abrido um pouco de espaço para outros países como Itália, Argentina e França, sempre contando uma curiosidade aqui e ali^^…..” -> sim sim, isto é muito bom, continue. (ah sim, uma correção, “abrido” não existe…^^)

        “Só falamos em número de volumes, mas não é número de séries diferentes.” -> sim sim, entendi isto perfeitamente, mas mesmo assim foi uma surpresa que diante destes critérios utilizados, tanto para mim como para outras pessoas, a Itália seja tão maior que os EUA.

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        1. Olha, Senna, a qual classe você pertence não é uma questão de achismo, é algo decidido e definido pelo governo/órgãos de acordo com a renda familiar e bens. A faixa B começa por volta de 3.000 reais, isso salário bruto e do total da família. B é a classe média, sendo que há b1 e b2, média alta e baixa. Basta somar o salário de todos e qualquer renda e ver que classe você é. Você só é classe baixa (C) quando tem por volta de 1 ou 2 salários mínimos no total familiar. Sinceramente acho impossível que a grande massa de consumidor seja exatamente um cara que alimenta a família com um ou dois salários mínimos. Mesmo que essa pessoa consiga comprar um ou outro, não tem como ser a pessoa que compra 10-20 volumes por mês. Pegue os mangás de luxo da JBC, que família que vive de salário mínimo compra o Kanzenban de CDZ?

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          1. Você está pormenorizando bastante e este não foi nem de longe o intuito da minha opinião…

            “vejo gente de quase todas as classes (baseadas no DIEESE) comprando mangás, (…) para efeitos métricos, podemos dizer que estou entre a ‘Baixa’ e a ‘Média Baixa’ (…)” -> onde não ficou claro que eu digo que estou entre a ‘Baixa’ e a ‘Média Baixa’?
            Agora, é questão de ‘achismo’ sim, baseado em qual tabela eu use para falar de mim mesmo, ué… não posso? Tenho que seguir apenas uma tabela, do governo, mesmo discordando desta e achando que outras tabelas são melhores para pormenorizar as classes sociais no Brasil?? Sério mesmo?
            Tem tabelas de consultorias e órgãos por aí afora que são bem diferentes. Em certas tabelas eu estaria entre as Classes D e E. Em outra estaria claramente na Classe D, em outra na Classe E, e em outras ainda, na Classe C ou entre as classes B e C…
            Aliás, se tem uma coisa que discordo é o fato de ainda juntarem na classe B, 3 classes sociais claramente diferentes já há um bom tempo.

            “acho impossível que a grande massa de consumidor seja exatamente um cara que alimenta a família com um ou dois salários mínimos.” -> e quem foi que disse isto? Eu disse bem claramente que não acho que os mangás da JBC sejam APENAS para classe alta e média-alta. Acho que ela mesmo não se propõe a fazer isto, se não só lançaria mangás no formato de Blame!, GITS, CDZ Kanzenban e similares…
            E outra, quem foi que disse que a grande massa de consumidores é formada por pessoas que alimentam a família? Ou que alimentam a família e ganham 1 ou 2 salários?? Tem muita gente de classe média e média baixa que consome mangá sim, aqui pelo menos… (e deixei isto bem claro no comentário anterior)

            “Mesmo que essa pessoa consiga comprar um ou outro, não tem como ser a pessoa que compra 10-20 volumes por mês.” -> não é bem assim que a coisa funciona. Além de ter pessoas que não compram um ou outro, também não temos só pessoas que compram 10 ou 20, temos muitas pessoas que compram 6, 8, 9…
            E, não é necessário comprar todo mês, por isto que eu disse que hoje as lojas online nos ajudam muito neste sentido, e por isto que disse também que o negócio é ficar de olho nas promoções. Não precisamos fazer compras de mangás mensalmente, mas claro que isto também é uma coisa que vai variar de pessoa para pessoa, que títulos cada pessoa escolherá para colecionar. Ano passado, por exemplo, fiz algumas compras aleatórias aproveitando promoções durante o ano, mas fiz compras um pouco mais massivas de mangás para mim apenas em março e abril; depois em julho e agosto; e depois em novembro.

            “Pegue os mangás de luxo da JBC, que família que vive de salário mínimo compra o Kanzenban de CDZ?” -> pormenorizando fica fácil dar exatamente este exemplo…
            Nem certas pessoas de classe média que eu conheço estão comprando isto, que dirá um assalariado que precisa sustentar família…? ¬¬
            Assim fica fácil argumentar…u_u
            Está claro para todo mundo que não é idiota que este sim é um título que não é para qualquer um mesmo, este é TOTALMENTE para quem PODE! Como a própria editora deixou claro desde o início, este é um título totalmente diferenciado do padrão da editora (mangás girando na média de 15,00). Em vez de pegar um Kanzenban deste todo mês, a pessoa pode estar pegando em promoção 3 mangás da mesma JBC por menos 30,00…
            Já o GITS é relativo, pois custando a mesma bagatela do Kanzenban, a facada é apenas uma, em vez de vinte e duas…! E se comprar em promo com 30% de desconto, sai por mais ou menos 45 pratas, que é bem melhor do que 65…

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          2. Ok, vou responder de forma enxuta para que qualquer um consiga entender:

            Você disse: “Porque A e B seriam classes alta e média-alta, nem média seria…”
            Você está errado. A classificação de A a E diz respeito à classificação oficial brasileira do IBGE. Se algum outro grupo, não órgão governamental, está usando letras, problema deles. O oficial que vale em estatística e comércio é o governamental.
            O que você acha ou pensa, se você concorda com a forma como foi definido não tem qualquer importância aqui.
            A classe A é a classe alta, classe B a classe média. Logo quando a JBC diz que é A e B ela está dizendo que quem compra é a classe alta e média, não a classe alta e média alta.
            Classe A e B representam pessoas que ganham 3000 para cima. Isso não é classe alta.

            Argumentar que na sua opinião a classe A e B é classe alta e média alta é como dizer que na sua opinião 10 e 8 deviam valer 100 e 80. Não importa quem leia, o valor na tabela do IBGE é a mesma. Não é subjetivo. Não é opinião.

            Se você gostaria de usar outra tabela, isso é problema seu. Não muda a tabela que a JBC usou ou o fato exposto pela tabela. Não é uma questão de achismo.

            Por último, dizer que a JBC está errada e que não é A e B, é dizer que você acha que C, D e E consomem mangás, classes essas que ganham pouquíssimo, chegando a menos que o mínimo.

            Ao dizer que não é a classe A e B que compra mangá, você está dizendo que é a família que ganha 1-2 salários (classe C).

            Deu para entender o que tentou-se corrigir anteriormente? Ou vou ter que desenhar? Kkk

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          3. Eu nem iria responder porque já não vale aprofundar o assunto aqui, pois nada mais tem a ver com o tópico, mas ok.
            Já tinha entendido, mas enfim… depois desta sua resposta, entendi um pouco mais o seu modo de pensar e discutir acerca das coisas por aqui…

            4 pontos a se considerar de tudo que você disse:
            – “Classe A e B representam pessoas que ganham 3000 para cima. Isso não é classe alta.” -> ou você errou aqui ou isto está contraditório… ou eu não entendi o que você quis dizer com esta frase…
            – “Classe A e B representam pessoas que ganham 3000 para cima.” -> ou seja, como deixei bem claro, eu não estou nesta classe, e outro MONTE de gente que conheço… também não… Então não entendi você insistir em falar disto…u_u… foi uma perda de tempo sua, mas ok, isso é problema seu.
            – “dizer que a JBC está errada e que não é A e B, é dizer que você acha que C, D e E consomem mangás” -> antes de qualquer coisa eu não disse que ela CERTAMENTE está errada, eu dei outra opção…¬¬. E, não é o que eu ACHO, é o que eu VEJO, é diferente de presumir alguma coisa apenas sentado numa cadeira baseado em informações tiradas apenas da internet.

            E aqui foi sacanagem…
            – “Ao dizer que não é a classe A e B que compra mangá, você está dizendo que é a família que ganha 1-2 salários (classe C).” -> sério mesmo que você insiste em dizer que eu disse isto? Ok. Me mostre onde digitei isto! Mesmo no comentário anterior eu fiz questão de replicar esta sua afirmação e você continua insistindo nisto?? Beleza… Vou citar meu próprio comentário para ver se pelo menos isto você também entende e não precise que eu desenhe…kkk
            “não acho que os mangás da JBC sejam APENAS para classe alta e média-alta.”

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  8. Pessoal, achei 1 surpresa a ausência da China, Taiwan e Bélgica na lista
    Me falaram que os chineses curtem mangá a rodo.
    Já a Bélgica é um grande pólo de HQ.

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    1. A lista é do ocidente. China e Taiwan não entram. Colocamos Japão e Coreia só como bônus de contraponto 🙂

      —-

      Sobre a Bélgica, não pesquisamos. Nem levamos em consideração na verdade. Isso por causa do idioma mais falado no país, o holandês. Está certo que lá falam francês também, mas mesmo assim descartamos de imediato.

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