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Resenha: Hansel & Gretel #01 [Digital]

Hansel x gretelAs aventuras de João e Maria após derrotarem a bruxa…

Hansel & Gretel é um daqueles mangás que, durante anos, se enquadraram na categoria de lendas urbanas e de promessas não cumpridas por parte das editoras. Idealizado por Douglas MCT, essa história foi apresentada à editora NewPOPe seu diretor, Junior Fonseca, resolveu apostar no quadrinho nacional e marcou o lançamento do primeiro volume para 2009. Grave erro.

Uma sucessão de infortúnios  – como a troca de desenhista – acabou adiando e adiando a obra e, no fim, ela só foi ver a luz do dia em julho de 2016. Previsto para ter dois volumes, o mangá de Douglas MCT e Rafi Sousa (desenhista) debutou durante o Anime Friends do ano passado. Meses depois, a obra chegou ao meio digital, na plataforma Social Comics, conhecida como a Netflix dos quadrinhos. Por meio dela, pudemos conhecer o mangá e, agora, o blog BBM vem dar a sua opinião sobre o primeiro volume.

Hansel & Gretel #01


Sinopse Oficial


Um casal de gêmeos, atormentados por um passado sombrio, segue na busca pelo pai em uma metrópole cheia de perigos e outros personagens cativantes. Em Echtra, eles recebem a proteção de um gato de botas, conhecem uma menina de capuz vermelho e são caçados por um habilidoso mercenário. Enquanto isso, um flautista comanda zumbis pela cidade e um garoto perturbado usa os poderes da escuridão para encontrar a Flauta de Pan. Os irmãos, porém, não são tão normais quanto alguns desses personagens acreditavam.


História e desenvolvimento


Se fosse publicado no Japão, Hansel & Gretel decerto seria publicado em uma revista shonen (destinada a garotos adolescentes), pois apresenta vários dos elementos básicos de uma narrativa de aventura, quase (ou totalmente) ao estilo de muitos battle shonens. Temos cenas de comédia, lutas, mais lutas, uma trama aparentemente obscura por trás, mais lutas ainda, etc.

O mangá possui como estrutura básica o que costumo chamar de “narrativa da busca” (existe um termo técnico, mas não lembro no momento) em que os protagonistas vão conhecendo várias personagens enquanto tentam encontrar uma coisa e cada um desses personagens e acaba indicando outro e outro. No caso de Hansel & Gretel, os protagonistas de mesmo nome estão à procura de seu pai, há muito desaparecido e que os abandonou no passado, fazendo-os caírem nas mãos de uma terrível bruxa má.

O autor trabalha com o “mundo dos contos de fadas e histórias infantis” e busca brincar com todo esse imaginário na obra. Além de Hansel e Gretel (conhecidos no Brasil como João e Maria), você verá diversos outros personagens, todos reimaginados. O flautista de Hammelin, por exemplo, em vez de encantar ratos, encanta mortos. Cachinhos dourados é dona de uma espelunca e Geppetto nunca construiu Pinóquio.

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Hansel & Gretel

O problema é que parece que o autor sentiu necessidade de colocar um milhão de personagens e fazer uma série de referências. Em pouco menos de 170 páginas somos apresentados a mais de uma dezena de personagens, todos quase sem nenhuma importância clara. Temos de tudo, Chapeuzinho vermelho, Gato de botas, Pinoquío e, até mesmo, Peter Pan.

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Algumas referências inúteis… Esses personagens não são desenvolvidos…

No início você acha muito legal as referências, mas com o passar do tempo torna-se cansativo e você chega a não entender o porquê das coisas acontecerem. Fica bastante claro que o autor só quis colocar referências, mesmo quando não havia qualquer necessidade disso.

Você entende e acha importante, por exemplo, a citação a Oz (na trama o nome de uma torre e uma organização, aparentemente), ao flautista de Hammelin, mas outros você simplesmente olha e sequer sente graça. É um tédio esse grande número de referências…

Ainda que o segundo volume resolva esse problema e todos os personagens e citações façam um sentido na história, dificilmente conseguirá acabar com essa impressão inicial. Por mais que eu pense eu não consigo ver necessidade de tantas referências.

Isso, porém, não estraga totalmente o mangá. O excesso de referências sem sentido cansa, mas Hansel & Gretel ainda convence com uma narrativa interessante e um pequeno mistério.


Veredicto


Hansel & Gretel é um mangá bacana para quem deseja apenas um bom entretenimento. É um título que mistura ação e aventura em boa medida e, decerto, as lutas e os mistérios farão os fãs de battle shonen adorar. Se o excesso de referências não te incomodar, esse mangá é para você.

Se você deseja um pouco a mais do que uma simples narrativa de aventura, existem outros mangás nacionais ou internacionais por aí….

Ficha Técnica

Título: Hansel & Gretel

Autor: Douglas MCT; Rafi de Sousa

Editora: NewPOP

Acabamento: Papel offset

Número de volumes: 1

Preço: R$ 16,00

Compre a versão física emAmazon / NewPOP shop.

Versão digital em: Social Comics

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3 comentários em “Resenha: Hansel & Gretel #01 [Digital]”

    1. Eu nem tinha notado que o Yusuke Urameshi est ali, acredita? E eu já terminei de ler o mangá, HUAHUAHUA! Apósto que ele está aí, porque foi um dos primeiros mangás que o autor comprou, quando ainda nem existiam mangás publicados aqui no Brasil. ^.^’

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