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BBM Lista: Box de mangá no Brasil

boxUma prática antiga…

No passado, os mangás eram lançados no Brasil em um formato que pareciam revistinhas em quadrinhos, como a primeira versão de Akira, publicada pela editora Globo. Nessa época, assim como acontecia com várias outras revistinhas, era bastante comum que as sobras fossem compiladas e voltassem a circular em “edições encadernadas”.

akira-globo

Atualmente, a grande maioria (praticamente 100%) dos mangás lançados no Brasil são publicados com lombadas quadradas, semelhantes a livros e não há como reenviar as obras às bancas “de forma encadernada”. O que não quer dizer que as editoras não busquem fazer algo mais com suas sobras, buscando se livrar delas. É nisso que entram os boxes de mangás.

Embora nem sempre uma editora fazer um box signifique que ela está lidando com as sobras (pode ser uma escolha de lançamento, por exemplo), muitas vezes fica bastante claro que a empresa apenas quer se livrar do excesso do produto que não foi vendido.

Não é uma coisa muito nova, na verdade. Isso se faz já há bastante tempo em nosso mercado, cada empresa com uma estratégia diferente. Hoje viemos mostrar a vocês alguns boxes de mangás lançados no Brasil.

***


ALTO ASTRAL


A editora Alto Astral, desde que começou a lançar mangás no Brasil, tem feito boxes de seus mangás um tempo depois de acabar a publicação de suas obras. Sua estratégia é daquelas bem questionáveis de um certo ponto de vista. A editora publica os boxes com descontos em relação ao preço de capa. A coleção Hentai, por exemplo, sairia a R$ 45,00 isoladamente, mas o box sai a R$ 30,00. Fica claro que a editora quer se livrar das sobras o mais rápido possível.

Se, de um lado, é uma ótima estratégia para acabar com o encalhe, por outro acostuma muito mal o leitor que pode passar a esperar o lançamento do box de uma futura série, diminuindo as vendas de uma certa obra que poderia ser um sucesso.


JBC


No passado, a JBC já havia lançado alguns boxes, como o de Cowboy Bebop, Onegai Teacher e Death Note, mas a empresa passou muito tempo sem lançar um. Agora em 2016, entretanto, a editora voltou a fazer um box para algumas de suas séries. No momento em que esta postagem vai ao ar, a empresa já fez box de Steins; Gate, Wish, Enigma e Limit. Todos esses mangás foram lançados em 2015.

A editora, entretanto, não utilizou-se da mesma estratégia da Alto Astral. Em vez de reenviar às bancas, ela destinou os boxes apenas para livrarias e lojas especializadas, de forma limitada, e com um brinde, um marcador de página.


L&PM


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A L&PM lançou apenas uma caixa especial reunindo quatro mangás adaptados de obras literárias clássicas. O box contém os seguintes títulos: Assim falou Zaratustra, O grande Gatsby, Os irmãos Karamázov e A metamorfose.


NewPOP


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O único box que temos conhecimento publicado pela NewPOP é o de Speed Racer. Publicado em 2009 com essa caixa especial, Speed Racers foi um dos primeiros mangás de renome da pequena editora paulista. Consta que o título foi um sucesso. A caixa custava R$ 60,00.

Atualmente a obra está esgotada, mas a editora disse que pretende fazer uma reimpressão. Não se sabe se será com ou sem o box.


Nova Sampa


box-drifters-1-3No passado recente, a Nova Sampa foi a primeira editora a investir em box de mangás, antes mesmo da Alto Astral. Ela reenviou seus títulos às bancas de revista em box, mas sem descontos, sendo apenas a soma do preço de capa dos mangás. Alguns dos boxes eram de séries completas, como Dawn, outros de uma certa quantidade de volumes como Drifters e Gurren lagann.


Panini


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A Panini também lançou um box agora em 2016, o de Dragon Ball contendo os 42 volumes do título. Foi vendido por tempo limitado no site de assinaturas da editora Panini com um bom desconto, mas já esgotou.

***

Box de mangás não é exclusividade brasileira. É uma prática comum e normal em vários mercados pelo mundo. Alguns consumidores não gostaram da ideia, especialmente no caso de JBC e Panini, pois segundo eles “recompensava” quem não comprou no lançamento e os consumidores fieis ficavam a ver navios, desestimulando a comprar as novas obras.

A reclamação é, até certo ponto, compreensível, mas não há nada muito de errado no lançamento desses boxes. Se você é um colecionador e quer aquele item, certamente você irá adquirir e, depois, se livrar da sua edição antiga. É uma coisa muito normal quando se coleciona alguma coisa.

Mas de certo é uma verdade que se uma editora fizer muitos boxes seguidamente irá desestimular as pessoas a comprar no lançamento, mas de forma esporádica esse perigo não existe tanto, em minha opinião.

***

Você adquiriu alguns desses boxes, leitor?

BBM

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6 thoughts on “BBM Lista: Box de mangá no Brasil”

  1. Eu não adquiri nenhum,pois compro na época dos lançamentos,e concordo com a opinião da matéria,muitos boxes,seguidamente,podem desestimular quem compra na época do lançamento original.É óbvio que esses boxes são apenas uma estratégia de eliminação de estoques encalhados,acho que só o box de DB consegue fugir disso,basta ver que quem mais estava lançando eles,ultimamente,a Nova Sampa,se encontra com os lançamentos parados e,ultimamente,quem mais lança é a JBC,e a média de lançamentos dela já caiu,tomara que não pare em um futuro próximo,se bem que acho díficil de isso acontecer. Não acho nenhuma vantagem comprar boxes com os preços de capa originais,nesse caso,eles são para quem realmente se interessa pelos títulos lançados e não para quem apenas quer aumentar sua coleção pagando um pouco menos,a única coisa que acho discriminatório nisso tudo é o fato de a JBC considerar consumidores de bancas como menos rentáveis,pois quem compra em banca,muito raramente,ganha um simples marcador de páginas da JBC.

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    1. “a única coisa que acho discriminatório nisso tudo é o fato de a JBC considerar consumidores de bancas como menos rentáveis,pois quem compra em banca,muito raramente,ganha um simples marcador de páginas da JBC”.

      Isso que você disse não tem o menor sentido O_o.
      A JBC não envia os boxes para as bancas pelo mesmo motivo de a Panini só ter vendido o box de Dragon Ball no site próprio: por ser limitado a poucas unidades. Se são poucas unidades não dá para enviar para banca de revista. Não tem absolutamente nada a ver com discriminação.

      ——–

      Aliás, é preciso ficar claro uma coisa que todo mundo esquece: comprar em banca de revista é menos rentável PARA O CONSUMIDOR.

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