Desmistificando

Desmistificando: Lombadas e Encadernações 

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Venha conhecer e explorar as várias características!

Lombadas e encadernação é um tema recorrente aqui. Já falamos um pouco sobre isso quando discutimos problemas de capas e lombadas e problemas de ondulação dos mangás, mas sempre de forma segmentada. Então hoje vamos juntar tudo e explorar todas as possibilidades e tipos diferentes de lombadas e encadernações!


Lombada


Quadrada vs Canoa

As lombadas, ou dorsos, são divididas em dois grandes grupos, as quadradas e as canoas.

Super Onze 01 Capa.inddA lombada canoa é o que você encontra em revistas e revistinhas, trata-se de páginas unidas através de grampos e similares na linha central da folha, que é então dobrada ao meio, fechando o volume. No Brasil tivemos alguns mangás com este acabamento, principalmente no passado. Recentemente podemos citar Super Onze, lançado no chamado formatinho.

A lombada quadrada é a lombada encontrada em livros e recebeu esse nome exatamente por criar uma lateral quadrada (90°) no miolo. A depender do material usado e design a lombada pode ser arredondada e estilizada, mas mantém a característica de formar uma face lateral. É essa lateral que permite, no lado externo, a impressão de ilustrações e informações, que virou o local padrão para títulos, e, no lado interno, o processo de encadernação (que comentaremos mais adiante). Não preciso nem dizer que esta é o tipo de lombada mais comum em um mangá, especialmente nos dias de hoje.

Vale a pena comentar que existem variações e meios-termos. Por exemplo, se uma revista tem muitas páginas, a lombada canoa simples não consegue fechar devido ao volume de páginas. Não é incomum, então, que sejam feitas várias revistas que são então colocadas dentro de uma capa e grampeadas ou coladas, formando uma leve lombada quadrada, um híbrido entre os dois, embora geralmente essa lombada quadrada fique muito fina para se escrever algo.

Isso também vai acontecer naqueles almanaques ou super pacotes de palavras cruzadas e variantes, quando a editora pega revistas não vendidas e as une numa lombada quadrada. Coisa que já aconteceu também com mangás no passado.

Títulos e Design

Como comentamos acima, a lombada quadrada permitiu que os autores e editoras passassem a imprimir informações nessa lateral. Embora o uso seja livre e variado, costuma-se classificar as lombadas de acordo com a orientação do texto. Temos 4 formas padrões e variantes:

  • Texto horizontal: utilizado em livros muito volumosos e especialmente em livros de capa dura, ajuda na leitura de livros em pé.
  • Texto vertical: utilizado principalmente em línguas como chinês e japonês. Ou para facilitar a leitura de livros de lombada fina em pé.
  • Texto deitado (padrão americano): utilizado em lombadas medianas, são orientados de forma a facilitar a leitura de livros deitados e empilhados. Nessa variação, com o livro deitado e a capa para cima, o texto fica horizontal, ou seja, o título é girado em 90° para a direita para ser colocado na lombada, ficando com o texto no sentido de cima para baixo quando em pé.

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  • Texto deitado invertido (padrão europeu): mesma coisa do anterior, para facilitar a leitura sequencial das lombadas de livros em pé, de forma que ao se inclinar a cabeça para a esquerda o leitor possa acompanhar os títulos de livros enfileirados, acompanhando as organizações alfabéticas da esquerda para a direita. Também geralmente usado em mangás onde a leitura é invertida (de trás para a frente), de forma que quando o livro fica deitado, o texto é legível com a capa para cima. Mais uma vez o título é girado em 90°, mas para a esquerda. O texto acaba então no sentido de baixo para cima na lombada.
  • Estilizados: além dos 4 padrões, nada impede as editoras de inovarem e estilizarem, criando títulos na diagonal, títulos em cruz, títulos que podem ser lidos em mais de uma orientação, títulos espelhados, lombadas sem títulos, etc.

Uma coisa interessante em várias das lombadas é que há uma mistura de orientações, onde os textos estão deitados, mas os logos e imagens estão na horizontal. Nesses casos, embora o texto esteja deitado, a intenção é que o livro seja armazenado em pé, em casos assim se usa o padrão europeu. Nos casos em que o livro deve ser empilhado, os logos e imagens também são giradas em 90°.

Não existe uma forma correta e cada editora usa a que lhe convém, nos mangás as editoras tupiniquins usam majoritariamente os textos deitados, mas há casos na vertical. Quanto ao padrão, se é europeu ou americano, é uma verdadeira salada de frutas, cada editora usa um estilo, às vezes os dois em séries diferentes. Veja abaixo vários exemplos!

Por mais que as editoras de mangás no Brasil usem essa orientação deitada europeia, no Japão, se vai ser usado um título deitado, o mesmo é geralmente usado no padrão americano. A estratégia aqui é facilitar a leitura das lombada em pé: como a maioria dos livros é na orientação vertical (que é lida de cima para baixo), seria inconveniente uma lombada que fossem lida de baixo para cima (que é o caso europeu). Sendo assim é utilizado o padrão americano, de forma que todas as letras iniciais se encontrem na parte superior do livro e sejam lidas de cima para baixo.

Exemplo de orientação horizontal e deitada americana.
Exemplo de orientação horizontal e deitada americana.

Encadernação


Brochura

Brochuras são caracterizadas pela capa mole, flexível ou cartonada, é a forma mais simples de encadernação, sendo primariamente à base de cola, podendo ter estruturas extras para maior resistência como a costura interna.

É muito importante que antes de tudo seja compreendido que a encadernação é a união do miolo (o corpo do livro) à capa. O miolo por sua vez é constituído de cadernos, e cadernos são o conjunto de páginas criado a partir de uma só folha original (que são gigantescas), depois de cortada e dobrada.

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Uma folha original já impressa, irá ser cortada e se tornar 16 folhas, cada uma com 4 páginas, um total de 64 páginas por caderno.

A quantidade de páginas em um caderno vai depender do tamanho original da folha e o formato do produto, mas em geral são múltiplos de 8 ou 6. Lembrando que cada folha possui 4 páginas, logo 8 folhas resultam em 32 páginas. Visualmente esses cadernos parecem a lombada canoa, são quinas circulares, fazendo grupinhos de folhas visíveis quando olhamos a área superior ou inferior do livro, onde a lombada e a capa se unem.

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Cadernos montados, devidamente cortados, dobrados e agrupados.

A forma mais econômica e descartável de unir essas duas partes é à base apenas de cola. Existem uma certa variação de como preparar o miolo (especificamente a região que irá ser a lombada) para receber e fixar a capa (abaixo um exemplo das ranhuras feitas na lombada do miolo). Entretanto, existem dois tipos mais comuns: a encadernação com os cadernos intactos e a encadernação com as folhas avulsas.

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Ranhuras para ajudar a fixar a cola no miolo do mangá Slam Dunk da Conrad.

No caso dos cadernos, uma máquina alinha e prensa o conjunto, para então serem feitos pequenos furos ou ranhuras na lateral. Uma leva de cola ou adesivo é aplicada para unir os cadernos e suas folhas. Após esse processo vem mais uma leva de cola, dessa vez para unir à capa.

No caso das folhas avulsas, uma máquina corta essa faixa formada pelo centro das folhas dobradas ao meio, criando um conjunto uniforme de folhas. Com as folhas alinhadas, são feitos cortes ou tratamentos para tornar a área áspera, afim de melhorar a adesão da cola. Mais uma vez a cola é aplicada (em uma ou duas levas) e a capa fixada. Visualmente você percebe a ausência dos cadernos, formando uma superfície reta e uniforme.

Uma curiosidade interessante, há vários tipos de prensas para manter as páginas no lugar, uma delas aplica uma enorme pressão localizada que forma aquele sulco vertical próximo da lombada na capa em ambos os lados. Aquela “cicatriz” não acontece em máquinas de pressão em área. Tirando essa óbvia marca deixada na capa, a pressão localizada mais facilmente causa problemas e desalinhamento das páginas durante a colagem.

Outra coisa definida por essa prensa é a presença considerável de cola na área da capa e da contracapa, unindo a primeira página de ambos os lados à capa. E com isso influenciando a forma de abertura da capa, já que uma faixa dela estará fixa com a lombada. No caso dos volumes sem esse sulco a capa abre direto da lombada, com o sulco há uma faixa de capa colada e a capa abre a partir da cicatriz. Em todo caso, isso pode ter benefícios. A presença dele dá maior resistência ao conjunto e mantém o livro costurado coeso mesmo quando a faixa central descola (veremos isso mais para frente).

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No Brasil as folhas avulsas coladas são a forma padrão de encadernação, a utilizada pela JBC e Panini, basta olhar os seus mangás. No Japão os volumes mais econômicos como os tankoubons também são apenas colados, o tipo depende, contudo, da editora. Aí abaixo você pode ver alguns exemplos.

Vale comentar também que por aqui todo mundo usa as encadernações com prensas que formam um sulco, tal também é bem comum nos Estados Unidos. Entretanto, no caso japonês a maioria dos tomos não possuem essa cicatriz na capa, pois para muitos esse pequeno detalhe é considerado algo “porco”. Vale lembrar que mesmo sem isso, ainda assim às vezes há um pouco de cola nas laterais que espalham na hora de fixar  a capa, mas numa área bem mais reduzida.

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No exemplo acima, escolhi três bem ilustrativos com quantidades similares de páginas, um volume da NewPOP em offset de gramatura mediana, com os cadernos visíveis e costura; um volume japonês com Brite, com cadernos, mas sem costura; e um mangá americano em papel jornal, com as folhas avulsas coladas.

Além de toda essa variação de como lidar com o miolo, há varias diferenças quanto às colas, inclusive quanto à cor. Cada cola tem suas propriedades, qual usar vai depender do tipo de material do miolo e da capa. Mas o que é fácil de identificar mesmo é a cor. No Brasil a maioria esmagadora dos mangás usam a cola transparente e incolor (veja acima), a Panini entretanto parece estar usando nos volumes offsets a cola branca. No Japão eles são fãs também da cola branca que acaba casando com o tom do papel e capa.

Aí embaixo você pode ver uma comparação entre JBC e Panini (todos de 2016 com quantidades similares de páginas) e suas variações de encadernações e cola. Aproveitem e notem também como os anteriores eram muito melhor encadernados com lombadas realmente quadradas, sem ondulações; já os de baixo estão todos “estressados”, com páginas desalinhadas na lombada e ondulados, uma encadernação mais econômica. Compare aos que você tem aí em casa. Lembrando que também já  discutimos sobre papel e gramatura no passado.

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Embora haja muitas vantagens na encadernação à base de cola, principalmente em relação ao custo, há também muitas desvantagens com o passar dos anos. Entre elas: páginas que soltam, ondulações e entortamentos criados pela movimentação da cola na lombada ou livros que desmontam totalmente devido ao ressecamento e desgaste da mesma. Leia mais sobre esse assunto aqui.

Essa fraqueza, inclusive, fica evidente quando analisamos uma das técnicas para fazer cópias de um mangá sem estragar a lombada e de forma mais eficaz, onde se usa uma fonte de calor (como fogão, isqueiro, vela) para derreter a cola do volume, que escorre da lombada. As páginas então se soltam totalmente e fica fácil fazer cópias, escanear e outras ilegalidades [cof, cof], especialmente usando máquinas mais profissionais. Depois de terminado basta colar de volta com cola quente ou similares.

Se você se perguntava quem era o japinha maluco que tirava o tempo para digitalizar os mangás (às vezes em questão de horas) e jogar na internet, agora perceba que a coisa não é tão difícil assim [só você se perguntava isso, Roses]. Essa técnica é bem difundida no mundo da pirataria, mas não é improvável que também seja usada por editoras. O ponto aqui, entretanto, é mostrar a fragilidade do livro que, em minutos exposto ao calor, totalmente se desfaz literalmente.

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No caso da costura, o miolo é literalmente costurado e depois prensado para a aplicação da cola e colocação da capa. Existe diferentes padrões de costura que levam mais ou menos linha, alguns mais ornamentais e decorativos, (nesses a própria cor da linha pode ser personalizada). A prensa usada varia da mesma forma acima, comumente também se usa a pressão localizada.

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Esquema da costura entre 4 cadernos.

No formato comercial, contudo, a técnica envolve furos na linha de centro de cada caderno que são então unidos através da costura, além de também juntar e fixar as folhas que formam o caderno.

Os benefícios deste tipo estão relacionados a maior resistência do livro como um todo. Aqui as páginas não soltam (a não ser que você corte as linhas) e tende a ter menos problemas com relação às ondulações e entortamentos, já que há uma base mais forte. Ainda assim, por serem colados na capa, você pode encontrar problemas de descolamento e excesso de cola. Embora colar a capa novamente seja um trabalho bem mais fácil, já que o miolo continua firme e coeso (ao contrário das folhas avulsas), é fácil de se fazer manutenções.

img_0557No Brasil, até onde sei, a editora NewPOP e a Conrad utilizam costura nos seus títulos mais recentes. No Japão versões um pouco mais caras podem receber costura, mas a maioria é cola mesmo.

Para identificar se um livro possui ou não costura, verifique primeiro se é composto de cadernos, não tem como ser costura sem eles. Mas ser composto de cadernos não garante a costura, para verificar a presença dela você deve abrir um desses cadernos exatamente no meio, se houver costura você verá a linha, como o exemplo ao lado.

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Volumes com costuras geralmente abrem mais e facilmente sem causar danos ao miolo, chegando perto de ângulos de 180º. Entretanto, fazer isso pode causar danos à cola e amassos na lombada, especialmente as cartonadas por causa do tipo de material e os miolos de papéis menos flexíveis, como o offset.

Também é por isso que muita gente tem problemas com capas descolando nos mangás da NewPOP e nos offsets da Panini. Quando você abre um tomo colado de, digamos, papel jornal, você puxa a metade oposta para abrir o livro (cuja abertura é geralmente de 45º a 60º), isso faz com que o papel se curve, aumentando a área visível e também diminuindo a pressão sofrida na lombada e na cola. Em algumas publicações essa curva forma quase um círculo ou é possível dobrar até alcançar a capa oposta (tipo nas revistas). Ou seja quanto menos o papel resiste, menos pressão se concentra na lombada, mas mais dano o papel sofre, por isso mesmo que os mangás depois não “fecham” e ficam com as capas e até páginas “saltando” entreabertas.

Agora, no caso de papéis de maior gramatura ou propriedades menos flexíveis, como o offset padrão, o papel se recusa a curvar (fica aquela impressão de estar duro de abrir), causando grande estresse na cola da lombada, geralmente sinalizado por aquele “crec” típico da cola estalando. Quando se trata de costura, a facilidade de abertura piora ainda mais a pressão constante na área. Nesses casos essa deformação das folhas será menor, mas haverá mais problema na lombada, o principal deles sendo o descolamento da cola na faixa central da lombada (veja a imagem abaixo) e os casos mais problemáticos a soltura total da capa.

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Descolamento da faixa central da lombada e resistência ao dobramento do papel, no caso do miolo costurado o descolamento parcial não ameaça a integridade do miolo.

Veja como a coisa é bem mais complexa do que parece, acertar resistências, flexibilidades das capas e tipo de cola pode ser bem complicado. No fundo todos os tipos de brochuras terão seus problemas clássicos, além da escolha dos materiais. Isso também vai variar de acordo com o leitor e suas manias, quanto mais você abre e força a abertura do livro pior as consequências.

Papéis menos resistentes entortam e causam a “capa que não fecha”, papéis mais resistentes causam mais problemas de lombadas. Capas flexíveis se distorcem e evitam descolamentos, mas são mais frágeis e causam distorções no livro quando guardados em pé; capas cartonadas amassam ao forçar certas aberturas ou/e sofrem de mais descolamento, mas protegem mais o livro e ajudam a manter a integridade como um todo. Isso vale também para os diferentes tipos de gramaturas, colas, formatos e detalhes diversos.

Agora porque isso vai acontecer mais em uma ou outra editora ou mais nos mangás que nos romances, pode estar relacionado ou com uma cola mais fraca ou alguma má escolha, mas pode também estar relacionada a forma de se ler ambos. Note que livros tem margens bem maiores na lombada do miolo, enquanto nos mangás às vezes somos forçados a abrir bastante para conseguir ler e ver a imagem toda.

De uma forma ou outra, acredito que a cola usada por aqui é mais econômica, meramente baseada na constatação de que nenhum dos meus volumes americanos e japoneses jamais soltaram ou descolaram. Enquanto os brasileiros, de Conrad a L&PM, os mangás vivem descolando ou estalando. E olha que maltrato meus mangás estrangeiros muito mais, haha.

A verdade é que a única forma de permitir a abertura total sem prejudicar nada nem ninguém é via capa dura, que vamos falar a seguir, mas mesmo ela tem seus limites depois de longos períodos de tempo e mau uso.

Capa Dura

No caso da capa dura, a encadernação é bem mais complexa, cheia de partes que não pretendo entrar em detalhes, mas se utiliza costura e cola para juntar o miolo e a capa, não só pela lombada como pelas laterais também. Isso permite que se abra o livro em 180° sem medo de ser feliz, além de extinguir totalmente qualquer perigo de páginas e capas descolando de cara. A capa dura e pesada também fornece proteção, uma maior estabilidade na forma do livro e ajuda a evitar distorções permanentes no miolo.

Veja na imagem abaixo como a costura “salta” e enverga sob a pressão e peso do papel, na capa dura o livro é feito para suportar e permitir isso. Nos casos anteriores essa mesma pressão sobre a lombada que causa os descolamentos e distorções.

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Por aqui quase não se fez mangás de capa dura e há anos que não aparece um, a Conrad chegou a lançar enciclopédias e databases neste formato, em breve a JBC lançará Cavaleiros dos Zodíacos com isso. No Japão obras superluxuosas possuem esse acabamento.


Conclusão


Se você já leu outros textos meus, já deve ter me visto batendo na tecla de que mangás são na verdade livros, comparando-os a coisas como Asterix, 300 e outros quadrinhos europeus e graphic novels. Enxergar isso pode ser bem difícil para alguns devido à grande diferença entre preços e qualidade. Enquanto mangás são na sua grandíssima maioria artigos descartáveis e econômicos vendidos em bancas e revistarias, os outros que citei acima são mais caros e de qualidade superior ou luxuosa, às vezes de capa dura.

Só que não é isso que define o que é um livro! Livros são objetos compostos de páginas encadernadas e a encadernação só ocorre nas lombadas do tipo quadradas! Como comentamos acima, a maioria esmagadora dos mangás são exatamente de lombada quadrada, logo são livros.

No começo, os mangás lançados nas bancas eram lombadas canoas, ou seja, revistas. Por isso mesmo faziam parte das revistas em quadrinhos e eram vendidos em bancas. Com o tempo passou a ser livro, mas continuou a ser vendido ao lado das revistinhas. Paradoxalmente, são livros primariamente vendido em revistarias, o que dificulta ainda mais enxergá-los como tal. Por isso mesmo que sites (como o Guia dos Quadrinhos) e consumidores ainda enxergam e categorizam os mangás-livros como revistas periódicas erroneamente. A maioria dos mangás não podem ser mais chamados de revistas em quadrinho, mas sim histórias em quadrinhos, são livros periódicos.

Seja como for, esperamos que você tenha tirado todas as suas dúvidas com relação a este assunto e passe a identificar direitinho cada tipo!


E esse foi o Desmistificando de hoje, a coluna semanal, lançada nas quintas-feiras, sobre o mercado e mangás brasileiros e internacionais. Você pode ver todas as outras postagens anteriores desta coluna aqui. Se você tem sugestões ou comentários utilize o formulário abaixo, são sempre bem-vindos! 🙂

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4 thoughts on “Desmistificando: Lombadas e Encadernações ”

  1. Ajin 1 perto do The Wedding Eve, da pra notar uma diferença grande, as folhas do Ajin estão do mesmo tamanho da lombada, The Wedding Eve, as folhas são mais grosas q a lombada, o meu mangá está todo ondulado por causa disso.

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    1. A gente aceita fotos comparativas, viu? Exemplos e visualizações são as melhores formas de conscientização e aprendizado! A gente convida qualquer um, inclusive, a ilustrar o que você identificou ou viu de erros ou acertos nos seus volumes! 🙂

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