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Resenha: Ultraman #04 e #05

ShinjiroPlanos que dão certo e novos personagens…

Eis que o fim do volume três de Ultraman tivemos o aparecimento de Moroboshi vestido de Ultraman e isso gerava uma gama de questionamentos a respeito do porquê de insistirem tanto para Shinjiro ser o novo protetor da Terra. Está certo que ele é filho do Ultraman original e que herdou o chamado “fator ultra”, mas se mais de uma pessoa pode usar o uniforme, então qual a razão de Shinjiro ter sido colocado naquele mundo?

Ultraman 04

ATENÇÃO: CONTERÁ SPOILERS

A resposta veio no volume 04, ainda que uma resposta parcial. Ao que parece há coisas que só quem tem o gene do Ultraman pode fazer e, provavelmente, voar deve ser uma dessas coisas. Um tanto quanto abalado por Morboshi vestir a armadura do chamado Ultra-seven, Shinjiro termina por desejar proteger os humanos e, após mais um plano orquestrado pela Patrulha Científica para fazê-lo se decidir, o rapaz acaba por despertar o seu poder de voar…

De fato, não se pode negar que a estratégia adotada pela Patrulha Científica é das mais ousadas possíveis, porém não dá para não desconfiar de que existe alguma outra coisa por trás da necessidade de se ter Shinjiro na luta. Talvez um inimigo muito poderoso?

A história de despertar de Shinjiro está sendo muito bem conduzida, com o autor plantando incógnitas aqui e ali, sempre a bagunçar um pouco a cabeça do rapaz. E, nesse sentido, o caso dos assassinatos em série ligados à cantora Rena também servem para moldar o caráter de Shinjiro e do que ele pensa ser a justiça. Ao contrário de Moroboshi que mata a todos sem hesitar, Shinjiro parece ser mais compreensivo e busca alguma alternativa que não seja o extermínio de seus inimigos.

No volume 04 é que esse caso dos assassinatos começa a ser resolvido. Bemular – aquele cara que disse que queria acabar com o Ultraman – contactou o policial, pai de Rena, para avisá-lo de um plano para capturar os assassinos. Tudo acontece em um show  da gartoa, dedicado ao Gigante da luz.  Dois alienígenas aparecem, um deles Bemular, e bem no meio do palco iniciam um combate contra Ultraman e Ultra-seven.

O grande ponto do caso dos assassinatos ligados à Rena é sobre seus autores. Desde o início do mangá a suspeita caía sobre um alienígena baixinho que parecia ter não sei quantos olhos. Era meio nítido que ele gostava de Rena e estava atacando todos os que falavam mal dela anonimamente na Internet. E isso se confirmou, em parte no volume 5. Quando  a garota estava em perigo, atacada pelos alienígenas, o baixinho aparece para protegê-la e a grande revelação é feita…

Toda aquela batalha, na verdade, era um plano dos alienígenas malvados para que o baixinho aparecesse e todo o esquema por trás dos assassinatos fosse solucionado. A realidade é que os verdadeiros mandantes dos crimes eram humanos, três jovens fãs da cantora que, com a ajuda do alienígena baixinho planejaram os crimes contra os detratores da cantora teen.

Essa série de acontecimento foi muito bem bolada, como diria o Silvio Santos. De um lado temos uma quebra de expectativa de uma batalha épica, com um fim bastante prematuro e, do outro, uma revelação bombástica mostrando que os próprios humanos podem ser seres asquerosos. Esse fato novamente abala Shinjiro principalmente por saber a origem do alienígena baixinho. Príncipe em seu planeta, veio se refugiar na Terra após ele ser destruído e passou a viver em uma casinha pequenininha no subúrbio. Por mero acaso tornou-se fã de Rena e por mais acaso ainda conheceu aqueles humanos. Todavia, o rapaz não tem muito tempo para se lamentar. Agora ele meio que não pode mais recusar ser o Ultraman e logo terá mais desafios pela frente…

***

Além do desfecho dos assassinatos envolvendo a cantora Rena, o volume 05 nos apresenta um novo personagem e novas complicações na história. Sheiji Hokuto, aluno (ou suposto aluno), do mesmo colégio de Shinjiro se apresenta a ele perguntando se o rapaz não é o Ultraman.

A questão é que Hokuto não é qualquer um. Apesar da aparência jovem ele tem bastante força. Seria ele outro Ultraman? Ao fim do volume aparece um guerreiro misterioso que chama o Ultraman de “irmão”. Seria Hokuto? Ou haveria mais alguém ainda não revelado? Isso são cenas dos próximos volumes…

Também são cenas dos próximos volumes a verdade sobre Bemular e o outro alienígena que ajudou a desmascarar os criminosos do caso da cantora Rena. Parece que eles têm alguma relação com o Conselho Estelar e não trabalham em conjunto com a Patrulha Científica. É difícil, no momento, fazer qualquer prognóstico e os verdadeiros objetivos desses alienígenas.

No mais, Ultraman continua interessante, muito embora possa começar a se perder em breve. Neste volume mesmo começamos a ver mais falhas narrativas. A introdução de Hokuto acabou sendo muito forçada, ocorrendo do nada e soou desnatural em relação aos demais acontecimentos da obra. Ficou parecendo que o autor esgotou um pouco das possibilidades narrativas dispostas até então e teve que inserir outro personagem, sem uma preparação prévia. Ficou ruim. Se isso ocorrer novamente nos demais volumes, Ultraman cairá muito no conceito e de uma obra agradável, de mediana para cima, tornar-se-á de mediana para baixo.

Resta torcer para que o autor acerte a mão nos próximos tomos…

***

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3 thoughts on “Resenha: Ultraman #04 e #05”

  1. Cara como depois de tudo que é mostrado nesses volumes você diz que o mangá é mediano pra cima e reclama da aparição no final.

    Recomendo que você assista alguns episódios de Ultraman, mesmo os mais modernos, e vai ver que é tudo bem simples. Quase power rangers. Então só desse manga ter toda essa parte de teorias e conspirações, vários personagens e alienígenas interessantes, incluindo coisas emocionais meio pesadas já torna esse material 1000x mais complexo que o msterial de origem, o autor ta de parabéns.

    E além disso tudo tem muita porradaria, robos e monstros. Essa é a verdadeira essência de ultraman!

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    1. Você está confundindo as coisas.
      A aparição do personagem Hokuto foi repentina e sem sentido. Até então, cada personagem que ia aparecendo tinha um motivo e uma razão de ser. Estava tudo orquestrado. E isso mudou completamente com a chegada de Hokuto.

      O roteirista não fez qualquer preparo para isso, o que mostra que ele não soube arquitetar bem o roteiro. Foi um erro. Ponto. Não importa o quanto a história seja boa, o erro continua sendo um erro. E se erros como esse se repetirem, Ultraman tende a ir por água abaixo.

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