Review

Resenha: Fullmetal Alchemist #02

Nina

O início do brilhantismo…

Atenção: a resenha contém todos os spoilers do mundo

Se, de fato, o primeiro volume de Fullmetal Alchemist é convencional e não dá para visualizar o porquê da grande fama da obra, o segundo tomo vem para nos mostrar um pouco do que é a obra de Hiromu Arakawa e nos fazer ver que realmente trata-se de um título diferenciado no mercado nacional de mangás.

Fullmetal Alchemist 02

Fullmetal Alchemist #02 nos mostra que ele não é apenas um “mangá de lutinha”, mas que também apresenta todo um background de dramas pessoais, além de ter um grande leque de personagens carismáticos. É aqui que o mangá nos mostra que os personagens não são super-heróis e, às vezes, não há nada que possam fazer a não ser aceitar com dor e sofrimento uma situação.

O pesadelo que Edward tem com sua mãe e a transmutação errada, a incapacidade e a frustração diante da quimera criada pelo alquimista Shou Tucker (sim, aquela quimera que todos vemos nas imagens de Facebook) e a posterior morte de Nina são exemplos do quão abalado e fraco é o protagonista. Apesar de ser um gênio, um exímio alquimista, Edward é apenas uma criança e que sabe que pouco mudou desde que treinou com “aquela” pessoa.

Além dessas coisas, nesse volume algumas outras peças do jogo começam a ser colocadas. A primeira menção aos “sacrifícios humanos”; o aparecimento do Doutor Marco e a leve sugestão de os homúnculos estarem infiltrados no exército; e Scar, o ishivaliano que deseja destruir todos os alquimistas federais por vingança pelo que eles fizeram em Ishival, durante a guerra civil do leste. Todos esses fatos e personagens serão importantes no desenrolar da história…

Aqui também é onde conhecemos mais personagens e reconhecemos a natureza bondosa de alguns membros do exército. Roy Mustang, o alquimista do fogo, bem como o Major Alex Louis Armstrong e  o Tenete-Coronel Hughes (recém apresentados ao público) estão sempre preocupados com o “do aço”. Mustang, em especial, é o que se mostra mais amigo do “moleque baixinho”, embora não busque demonstrar claramente a ele.

Os toques de humor também são muito bem explorados e servem para acabar um pouco com a tensão em momentos extremamente carregados. O alquimista do fogo achando-se um inútil durante uma luta, a presença de Hughes ao ver corpos mortos, entre outros detalhes são todos construídos de forma a desanuviar uma passagem muito tensa, tornando uma certa cena um pouco mais alegre. Claro que há momentos em que o humor é colocado por ele mesmo, como quando Al é posto no trem como uma carga junto a ovelhas, mas igualmente servem para tirar a tensão dramática que existe no mangá como um todo.

O mangá realmente deu uma alavancada de um volume para o outro e tem tudo para prosseguir dessa forma. Para o próximo volume mais coisas devem acontecer, em especial a inserção de alguns personagens novos e uma luta entre Scar e os homúnculos. É até difícil esperar mais um mês pelo terceiro volume^^.

***

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2 comentários em “Resenha: Fullmetal Alchemist #02”

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