Review

Resenha: UQ Holder! # 03

uq-holderMelhor ou pior?

Depois de o volume 2 ter mostrado diversas falhas do mangá UQ Holder!, pensei seriamente em abandoná-lo e guardar dinheiro para alguma outra série. Entretanto, de repente, eu me vi comprando novamente e lá estava eu com o volume 3 do mangá em mãos. Entretanto, por incrível que pareça, não foi tão ruim quanto eu achei que seria, mas também não foi bom…

UQ Holder 03

ATENÇÃO HAVERÁ SPOILERS!

No final do segundo volume, a favela na qual Touta e outros imortais (os da imagem da capa) estavam protegendo acabou sendo atacada por caçadores de imortais que estavam a serviço de uma empresa / organização que queria comprar as terras da Igreja, até então ocupadas por pessoas pobres.

O terceiro volume é inteiramente dedicado à luta entre os imortais e os caçadores de imortais e tudo o que posso dizer é que foi muito empolgante. Touta e Kuroumaru, bem como Karin acabam mostrando-se frágeis perante o poder de ataque dos inimigos, porém eles nunca desistem e mesmo nas adversidades conseguem se recuperar e vencer, geralmente com um poder fantástico que os faz serem superiores a seus rivais. Quando a luta parece decidida, para um lado ou para outro, surge algum outro componente que faz haver reviravoltas e a emoção das lutas aumenta ainda mais.

Se, de um lado, o volume foi empolgante por causa das lutas, justamente por causa delas ele foi decepcionante. Mais especificamente falando, por causa do deus ex-machina constante que o autor se utiliza. Falo dos poderes de Touta e de Karin que se manifestam do nada, surgidos para fazer os protagonistas já quase derrotados vencerem as batalhas. Para o aspecto da luta é até divertido, mas essa estratégia é tão mal feita, mas tão mal feita que fica difícil dar crédito a esse tipo de narrativa.

Uma boa obra, um bom autor, sempre busca evitar esse tipo de coisa. Nem falo da chegada dos outros imortais da UQ Holder no final do volume para “salvar o dia”, afinal isso já era previsto pela obra (o sinal feito pelo Kuroumaru), mas o poder de Karin e a “Magia Erebea” de Touta surgiram do nada, sem qualquer preparação. Isso demonstra uma fragilidade de roteiro muito grande e/ou uma incapacidade de o autor de criar histórias com reviravoltas interessantes sem apelar para um recurso infantil como um deus ex-machina.

Por mais que exista uma obra prévia (Negima!, que eu não li) e esses poderes possam ter se desenvolvido lá (afinal, o poder de Touta é adquirido por causa do sangue de Yukihime, a vampira Evangeline de Negima!), UQ Holder! deveria preparar todos esses poderes anteriormente (por exemplo dizer ou insinuar que Karin tinha um poder escondido logo em que é apresentada). Como ele não o faz, a obra perde um pouco de brilho e faz com que nos decepcionemos ainda mais com o mangá.

***

O volume ainda possui alguns traços de comédia, demonstração de amizade e perseverança, mas não fazem UQ Holder! tornar-se um mangá melhor. O título é apenas um mangá mediano como vários outros em publicação no Brasil. Não acredito que ele melhore, afinal já foram três volumes e ainda não mostrou a que veio. Então ele só vale a pena se você quer uma leitura descompromissada. Se quer uma grande obra, tem muitas outras por aí…

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13 thoughts on “Resenha: UQ Holder! # 03”

  1. A famosa conveniência de plot. Odeio este tipo de coisa em qualquer história, mesmo que seja um mangá que eu goste, isso me faz desanimar de certa forma.

    Eu estava pensando em comprar UQ Holder, mas estava enfrentando dois obstáculos, que são:
    *Ler Negima para ter uma compreensão melhor, mas é muito longo, e não achei muito atraente.
    *UQ Holder é uma obra que realmente vale a pena comprar?

    Com esta resenha, eu simplesmente não fico animado em comprar. Se por um acaso você continue com o próximo volume, citando algumas melhoras na trama, eu tentarei dar uma chance, mas por enquanto não há nada que me faça comprá-la.

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  2. Eu adorei os dois primeiros mangás de UQHolder. As cenas eram cômicas, tratava de um assunto novo para mim (imortais) e o traço era bonito. Mas a vida não é nenhum Anohana com roteiros bem definidos e de fazer tocar na alma.
    Estava ansiosa pelo terceiro volume, tanto que dei uma olhada na internet para ver o que tanto demorava. Foi tão grande a decepção de ver mais um herói sofrer o protagonismo excessivo. É aquela velha história que o herói é derrotado e ninguém mais vence o vilão, até que magicamente o herói se levanta quebrando algo indestrutível (para todos, menos ele), adquirindo um novo poder (que ninguém tinha) e derrotando o vilão.
    É irritante e perde a magia da história. Mesmo que a obra mude drasticamente e tire isso, não será a mesma coisa.

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  3. Na verdade, ele meio que insinuou bem sutilmente sobre os poderes da Karin e do Touta. Eu lembro que em algum capítulo do volume 2, a Evangeline fala pra Karin que, quando o mundo inteiro for destruído (ou algo assim), ela e o Touta seriam os únicos que sobreviveriam. Até ali nós pensávamos que o Touta virou imortal após ter bebido o sangue da Evangeline, mas como ele não poderia ter uma imortalidade “maior” que a dela própria apenas bebendo o seu sangue, ficou óbvio que ele tinha algo a mais. Dá um indício bem sútil do poder dos dois.

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    1. Não me lembro desse diálogo específico, mas não convence. Dizer que eles são fortes é diferente de você insinuar que eles têm um poder específico. Tipo, ao dizer isso aí, você abre margem para lá no volume 5, 9 ou 12 ou sei lá quantos volumes o mangá vá ter, a Karin revelar um outro poder maior ainda. E eu não duvido que aconteça, afinal as obras que contém esse tipo de defeito no enredo costumam usar e abusar desses poderes surgidos do nada.

      O ponto é que a tal Magia Erebea não foi citada em momento algum antes do volume 3. E aquele poder específico da Karin também não. Só entraram ali para surpreender e empolgar o leitor de forma infantil. Havia muitas outras formas de se fazer isso, de trabalhar os mistérios por trás do Touta, mas o Akamatsu mostra-se bastante limitado nesse sentido…

      Curtido por 1 pessoa

      1. Achei aqui, é na página 54 do Vol2.
        Sim, pode não convencer sobre o poder dos dois, mas é uma pista bem pequena. É o único propósito que eu enxergo pra esse diálogo delas existir.

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        1. Concordo. É até quando a Yukihime está sentada em uma cadeira do outro lado da mesa em sua sala (ou seria um escritório) olhando pela janela, enquanto a Karin está servindo um chá para ela, e quando o referido diálogo acontece. Aquilo dá uma pista sobre o poder dela, e eu acredito nisso. Sobre o Touta, tem uma cena em que aparece (e isso desde o primeiro volume, aliás) em que ele sempre fala que não se lembra de nada, nos 3 volumes. E no segundo, em que a Yukihime, está segurando a cabeça do Touta em cima do coloco dela, ela fala que ele tinha que esquecer aquele dia. Mas esquecer o que? E por que ele precisa esquecer, como ela disse? E do que ele precisa lembrar mais exatamente? Ele vive dizendo que, aparentemente, não possui um passado. E isso no 3º volume. O fato da magia Erebea ter se manifestado, não fui algo gratuito, acredito eu. Alguma coisa tem aí. E aquele acidente, o que foi aquilo e o que realmente aconteceu? E por que a Evangeline não conseguiu salvá-los? E por que os pais do Touta não se salvaram, mesmo sendo poderosos como ela diz? E será que o acidente foi realmente aquele que ela disse ao Touta ou tem alguma outra coisa, no 1º e no 2º volume? E tem mais… Como a Karin se tornou aquele tipo de imortal? Será que ela nasceu assim? Ou se tornou aquilo, por algum motivo? Entendeu? Ao meu ver, ainda tem muita coisa para ser respondida.

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        2. Ah, sim… Outra coisa: por que a Yukihime deu início ao processo de transformação do Touta em um imortal e que só se completou quando ele bebeu o sangue dela? Eu tenho certeza de que é não é por causa da solidão dela como imortal. Por que no dia do acidente, ela não deixou o Touta morrer, sendo que ele já estava quase morto? Qual interesse que ela tem no Touta? Acredito que não sejam situações ao acaso. Alguma coisa tem.

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  4. Muito obrigado por fazer estes reviews dos volumes, porque realmente, ajuda bastante na hora de avaliar se uma obra vale a pena ou não! UQ Holder eu comprei o primeiro e tinha adorado, aí li a resenha do segundo e me decepcionei… ai li a resenha do terceiro e desisti de vez de tentar colecionar kkkk

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