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Desmistificando: Quais nacionalidades de mangá foram publicadas no Brasil?

kit-bandeira-brasil-japaoMangá francês, brasileiro e mais…Com a popularidade do mangá surgiu também diversos artistas em todo mundo interessados em produzir mangás nacionais. No Brasil temos uma variedade até grande de obras publicadas vindas de vários cantos do mundo.

O problema desses mangás não-japoneses é que fica bem difícil decidir o que é e o que não é mangá, até onde é apenas inspiração e onde começa a ser mangá de verdade. Por isso você pode encontrar coisas misturadas, alguns meio comic, meio mangá, meio quadrinho europeu, meio cartoon, etc.

I. Austrália

hollow fieldsMangá australiano não é tão incomum assim, talvez por causa da proximidade física entre os dois países, talvez pela quantidade de imigrantes orientais por lá. Por outro lado são difíceis de identificar já que acabam sendo confundido com as publicações americanas por causa do idioma, o inglês.

Temos no Brasil duas obras australianas publicadas: “The Dreaming” da Lumus Editora e “Hollow Fields” da NewPOP. “The Dreaming” é de uma chinesa que se mudou para a Austrália, foi originalmente produzido em inglês. Já “Hollow Fields” foi feito por uma australiana de verdade e foi o ganhador (junto com outros 3) do primeiro prêmio internacional de mangás promovido pelo ministério japonês. Embora tenha sido publicado online primeiro na Austrália, os volumes foram publicados por uma editora nos EUA.

II. Alemanha

grims manga 01A Alemanha é outro país que recebeu bastante imigração de japoneses e com isso não é de surpreender que o mangá tenha chegado lá também!

No Brasil temos dois mangás alemães lançados: “Grimms Mangá” e “Grimms Mangá – Novas Histórias”, ambos pela NewPOP. A autora, Kei Ishiyama, é uma japonesa imigrante que fez bastante sucesso ao unir a cultura japonesa com os famosos contos alemães.

Atualmente a Alemanha é um mercado muito promissor de mangás, tanto em quantidade quanto variedade. Enquanto no Brasil engatinhamos vagarosamente para sair do shounens, a Alemanha tem vários lançamentos yuris, yaois e gekigás.

III. França

bb project 02Os mangás franceses também são chamados de “La nouvelle mangá” ou “ManFra”. Se tratando da Europa, país nenhum ultrapassa o mercado francês de mangás e animes. Tanto que existem vários mangás feitos em parceria entre os dois países. Um desses exemplos é o japonês Jiroh Taniguchi (“Gourmet”, “Seton”, “O Livro do vento”) que já publicou várias obras em francês.

No Brasil, entretanto, quase não tivemos acesso a eles, talvez por suas obras serem mais adultas, enquanto aqui estamos entalados no juvenil. Mas mesmo assim tivemos algumas obras francesas: “O Sétimo Suspiro do Samurai” pela Conrad e “Omega Complex”, “Vairocana”, “BB Project”, “Tengu-do” e “Pen Dragon” da editora Alto Astral. “O Sétimo Suspiro do Samurai” é mais baseado na cultura japonesa que de fato um mangá. Já os cinco da Alto Astral tem uma cara mais de mangá mesmo.

IV. Inglaterra

A Inglaterra é uma pobre coitada, como eles falam inglês e entendem perfeitamente o inglês americano, são forçados a depender das importações de mangás e animes dos EUA.  Assim como o Canadá, a Inglaterra vira quintal das editoras americanas, mais um mercado para eles lucrarem. Pouquíssimas obras são licenciadas e lançadas por lá primeiro, o que não significa que há poucos consumidores.

Uma prova disso são os mangás britânicos ou ingleses, no Brasil temos um exemplo: “A Bíblia em Mangá” pela JBC, de Ajinbayo “Siku” Akinsiku e Akin Akinsiku (sim, o nome é uma confusão total).

V. Estados Unidos

Os mangás nos Estados Unidos ao longo do tempo receberam uma enorme quantidade de nomes como: Amerimanga, OEL-Manga (Original English-Language Manga), Global Manga, World Manga, Internacional Manga, Western Manga, Nissei Comi e Neo-Manga. Ignore o egocentrismo desses nomes, os EUA são de fato um dos país que mais produzem seus próprios mangás, também o que mais chega até o Brasil.

A quantidade é tanta que listar todos parecem uma missão impossível, então aqui vão alguns: “CSI: Investigação Criminal”, “Domo Mangá”, “Eu Mato Gigantes”, “Pandora – A Namorada do Death Jr.”, “Warcraft: Death Knight” e “Vampire Kisses” pela NewPOP, “Starcraft – Linha de Frente”, “Warcraft – Lendas”, “Warcraft – A Trilogia da Fonte do Sol” pela Conrad, “Diário da Lua Negra”, “Orange Crows – Corvos Laranja”, “World of Warcraft: Magos“, “World of Warcraft: Asas das Sombras“, “Starcraft: Academia Fantasma“, “Tantric Stripfighter Trina”, “Retorno Ao Labirinto”, “Private School“, “Princesa Ai – Rumores de Outro Mundo” e “Princesa Ai – Encontro” pela On-Line, “Hamlet – Mangá Shakespeare” e “Mangá Shakespeare – Romeu e Julieta” pela Galera Record, “Crepúsculo: Graphic Novel” pela Intrínseca.

VI. Coreia do Sul

Os conhecidos manhwas são nada mais que as versões mangá dos coreanos. No Brasil tivemos vários lançados pelas editoras NewPOP, Conrad, Panini e Lumus. Além do manhwa a Coreia desenvolveu seus webtoons ou webcomics que têm feito um baita sucesso no ocidente. Saiba mais sobre o assunto em: O Grande Guia dos Manhwas e Manhuas no Brasil.

VII. China

Também conhecido como manhua, tivemos dois casos no Brasil, “O Tigre e o Dragão” pela Panini e “Melodia Infernal” pela Conrad. É uma categoria tímida, mas com algumas obras de muita fama, que infelizmente não chegaram por aqui. Saiba mais em: O Grande Guia dos Manhwas e Manhuas no Brasil.

 VIII. Brasil

Aqui não podia ser diferente, temos vários casos de mangás no Brasil e esses números têm crescido muitíssimo nos últimos anos, com um nível cada vez mais profissional. Atualmente dá para destacar as editoras NewPOP, JBC e Draco, além das publicações lançadas via o Social Comic.

***

Apesar de termos um mercado bem jovem de mangás, até que temos bastante nacionalidades lançadas no Brasil, embora atualmente dos não-japoneses só tenha saído os ManFras pela Alto Astral e mangás brasileiros. No passado as outras variedades não emplacaram, até mesmo os mangás brasileiros que estão em alta agora até pouco tempo eram vítimas de muito preconceito e subestimação. É bom ver as coisas mudando!


Desmistificando é uma coluna semanal, lançada nas quintas-feiras, sobre o mercado e mangás brasileiros e internacionais. Você pode ver todas as outras postagens anteriores desta coluna aqui. Sugestões e comentários também são sempre bem-vindos! 🙂

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6 thoughts on “Desmistificando: Quais nacionalidades de mangá foram publicadas no Brasil?”

  1. E como sempre, apetitosas fatias de matérias interessantes. Hollow Fields é muito legal!! E gosto muito da Sang-Sun Park!

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  2. Caraca, que massa: eu tenho 2 mangás feitos na Alemanha… Grimms Manga & Grimms Manga – Novas Histórias! Eu gostei bastante destes mangás, realmente!

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