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Resenha: Pen Dragon – volume 1

astral dragonautaSerá que vale a pena?

Pen Dragon é um manfra (mangá francês), lançado agora em maio pela editora Alto Astral. O título teve originalmente três volumes na França, publicados um por ano em 2007, 2008 e 2009.

Aqui no Brasil, a editora Alto Astral resolveu dividir o quadrinho em 9 edições com uma média 100 páginas cada (a primeira edição possui 86). Não sei exatamente como isso vai acontecer, visto que as três edições originais possuem em média duzentas páginas e a conta obviamente não bate com as nove edições. Será que a empresa divulgou errado?

De todo modo, resolvi ler o volume 1 para ver se a história tinha algum mérito. Como a empresa disponibiliza seus títulos no Social Comics não comprei a versão física e li online mesmo pela “Netflix dos quadrinhos”. Vamos descobrir se vale a pena ler Pen Dragon?

Pen dragon 01

Sinopse oficial

Pen é um caçador de dragões que embarcará em uma aventura para salvar sua aldeia de uma terrível maldição. Após matar um dragão sagrado, por engano, ele terá que seguir os conselhos de um velho eremita, Merilun, e sair em busca de um objeto que mudará o percurso dessa história. Sem saber, o nosso herói também enfrentará os temidos Cavaleiros da Távola Redonda para completar o desafio. O destino do mundo estará nas mãos do garoto de 12 anos. O roteiro é de Mika que reinterpreta várias lendas ocidentais em um mangá de inspiração japonesa. Nesta edição, acompanhe o início da saga de Pen, sua infância e como ele enfrentará seus medos.

Desenvolvimento

Só por essa sinopse acima você já consegue prever o desenrolar dessa história. É nítido que a obra será mais uma dessas obras de ação e aventura que temos aos montes por aí. É lógico que o protagonista é desastrado e possui um objetivo e para consegui-lo irá percorrer um caminho rumo a se tornar mais forte; é lógico que ele vai se envolver em confusões sem querer; é lógico que no fim ele acabará vencendo de uma maneira ou de outra.

O primeiro volume, entretanto, pouco apresenta da história em si. Ele é só uma breve introdução a esse mundo e a tudo o que pode acontecer na história. Pen não é um caçador de dragões, ele deseja tornar-se um para conseguir dinheiro e poder salvar sua mãe que está muito doente.

astral

Considerado fraco por todos, Pen acaba matando acidentalmente um Ora (dragão sagrado) e ele ter feito isso acabará jogando uma terrível maldição em sua aldeia. Pen chega a tentar salvar a vida do Ora utilizando magia, mas ele é um desastrado que não consegue lembrar-se de como utilizar. O resultado disso tudo é que o jovem acabará condenado à morte em sua cidade. Mas será mesmo o seu fim? Vocês sabem a resposta, não é?

Não há muito o que acrescentar sobre o desenvolvimento da história. Ele acontece de modo mais tradicional possível com uma narrativa linear e alguns flashblacks. Uma coisa interessante, entretanto, é que o mundo não nos é explicado a princípio. Vários termos e detalhes da sociedade são simplesmente colocados sem explicação inicial. É uma boa estratégia narrativa, mas pode fazer alguns leitores ficarem um pouco perdidos. Uma coisa curiosa é que muita gente disse que pela capa parecia ser muito parecido com Dragon Ball e realmente é uma verdade. Os desenhos de Mika foram feitos para ser uma homenagem à obra de Akira Toriyama.

Por fim, vale dizer que apesar de emular um mangá a obra possui leitura ocidental (temos que ler os quadrinhos de forma tradicional, da esquerda para a direita). Curioso, entretanto, é que o Social Comics colocou o título como se fosse leitura oriental e demorou um tempo até eu aprender a ordem correta de ler os quadrinhos^^.

Veredicto

Pen Dragon é uma história bobinha e divertida para passar o tempo. Só isso. Vale a leitura se você tiver uma conta ativa no Social Comics. Porém, eu não considero que valha a pena pagar R$ 14,90 por cada volume físico dessa obra. Não é uma leitura imprescindível e, na verdade, é facilmente passável para quem já leu tantos e tantos mangás.

***

BBM

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8 thoughts on “Resenha: Pen Dragon – volume 1”

    1. Bem, a editora só tem lançado em offset, mas vai saber né?

      Não cheguei a ver esse mangá em banca de revista, mas o outro quadrinho da astral tb parecia ser jornal olhando pelas bordas. E também não conheço ninguém que tenha comprado…

      Curtir

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