Curiosidades

As mimeses e onomatopeias japonesas

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Aqueles rabiscos que você vê nos mangás…

Há muitos fatores que unificam todos os tipos e estilos de mangás em uma verdadeira família, muito mais importantes que meros detalhes como a língua, sentido de leitura ou autor japonês. Um deles é a cinematografia que foi adaptada para o mundo 2D dos mangás. Desde a ideia de movimento e angulação de câmera, até mesmo os efeitos sonoros, os quais no Brasil erroneamente simplificamos como “onomatopeias”.

Vale deixar claro que, sim, de fato japoneses possuem onomatopeias, mas eles possuem algo a mais também…

… Como tudo começou

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Tagosaku to Mokube no Tokyo Kenbutsu de Rakuten Kitazawa (1876-1955).

A história do quadrinho no Japão começou longe, nas terras ocidentais. Foi a influência ocidental que moldou os mangás e com ela veio também a mania de se usar onomatopeias. Até então no Japão os quadrinhos e narrativas ilustradas não possuíam onomatopeias, ou as mesmas eram raríssimas.

Após a chegada dos comics e quadrinhos europeus (que também não tinham tantas assim), os japoneses passaram a imitar e utilizar essa linguagem textual em suas próprias obras. Aqui começou a nascer as primeiras onomatopeias japonesas, às vezes misturadas ou influenciadas pelos sons americanos.

Mas foi a partir de 1945, após a Segunda Guerra, que os eventos levaram o mangá a um novo patamar, transformando os quadrinhos nacionais em algo irreconhecível, tudo graças aos pais e mães do mangá, entre eles ninguém menos que Osamu Tezuka.

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Turma da Mônica de Maurício de Souza.

Até então os quadrinhos japoneses lembravam muito a nossa Turma da Mônica – que data da mesma época, sob as mesmas influências. Eram quadros numa mesma visão e angulação, com os personagens e acontecimentos se movimentando dentro. A movimentação e expressão era toda focada na mudança de posição dos personagens entre os quadros.

Shin Takarajima de Osamu Tezuka.

A sacada do Tezuka foi, na verdade, muito simples: por que não movimentar o quadro e angulação como fazem os cinemas? E com uma proposta tão humilde, nasce a técnica “cinematográfica” de Tezuka.

Agora, o movimento não estava na comparação da posição entre quadrinhos, mas na mudança de angulação, foco e paisagem. Começam a aparecer mais fortemente as linhas de movimento, simbologias, fundos destacadores (seja com um tema auxiliador ou com linhas que movimentam os olhos do leitor ao ponto desejado) e, é claro, as onomatopeias também sofrem uma evolução própria.

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Outros efeitos de destacamento de emoções.

É neste momento, na verdade, que elas deixam de ser apenas onomatopeias e passam a ser “efeitos sonoros”. Assim como a técnica cinematográfica tratava os quadros agora como câmeras e seus efeitos visuais, faltava então trazer os efeitos sonoros.

Aqui há mais uma sacada muito simples: se nos filmes há músicas temáticas para a construção dos sentimentos e destacamento das cenas, por que não trazer isso aos mangá também?

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De Osamu Tezuka.

A partir deste momento começam a surgir mimeses que não mais representam sons reais, de criaturas ou objetos, mas sentimentos, tensões, ações e intenções.

Mas, não só palavras e significados novos, os efeitos sonoros deixam de ser apenas “digitados” e passam a ser desenhados. Passam a ter os sentidos e informações passados também através da formatação e estilos dos caracteres.

Exemplos variados de on’yu e suas formatações e estilos.

Até mesmo os silabários japoneses, o Hiragana e o Katakana, passam a receber conotações diferentes por causa de suas características visuais. O Katakana, por ter muitas angulações e linhas retas, assume o sentido de sons altos e graves, já o Hiragana, cheio de curvas, passa a ser utilizado nos sons suaves e baixos.

Ainda não satisfeitos vários autores passam a utilizar o alfabeto e onomatopeias americanas também como forma de destaque ou estilo.

Mesmo aqueles que jamais viram japonês na vida e nunca leu nenhum mangá consegue perceber as intenções dos autores em várias delas. No exemplo ao lado podemos destacar o efeito com corações que imediatamente remete a sentimentos de amor, aos efeitos tremidos que remetem aos terremotos e tremores, ao efeito arredondado que imita a trajetória de algo voando ou sendo jogado.

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Niji no Prelude, de Osamu Tezuka

O próprio Tezuka, em sua obra Niji no Prelude, literalmente traz o som ao mangá ao estilizar e modificar as formas das notas musicais, além das direções e entonações dos sons com as armas surgindo de pontos diferentes da página (ao lado).

Setenta anos se passaram desde o primeiro mangá “moderno” e esses efeitos cinematográficos, visuais e sonoros, continuam a ser adaptados, criados, moldados e inovados por gerações e mais gerações de leitores e artistas japoneses. Criando algo único e característico do estilo japonês, com literalmente milhares de sons que já fazem parte do universo dos efeitos sonoros nos mangás.

***


Categorias e características

No Japão o que chamamos de onomatopeias ou sfx (sound effects) nos mangá é chamado de On’yu (音喩, som + metáfora). Elas são sempre escritas ou no alfabeto ocidental ou com os silabários hiragana e katakana, jamais com kanjis, pois os mesmos não representam sons, mas conceitos e significados.

Essas on’yu são então reunidas em diversos grupos, cada grupo possui características e significados um pouco diferentes, vamos conhecê-los:

I. Onomatopeia, Fonomimia

Fonomimia e onomatopeia, ainda Onomatope em japonês, significa aquilo que imita um som, ou seja, uma onomatopeia. Neste grupo entram toda e qualquer imitação de som possível, incluindo risadas e vários sons que fazemos no meio de nossas falas.

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“Nya” – Miau.

No Japão elas são separadas em sons produzidos por coisas vivas e sons produzidos por objetos e fenômenos, a diferença entre uma voz e um barulho. A primeira é chamada de Giseigo (擬声語, imitação + voz + palavra), enquanto a segunda é chamada de Giongo (擬音語, imitação + barulho + palavra).

Assim como no ocidente, cada animal, coisa e risadas tem sua própria onomatopeia, até as raposas (elas fazem “konkon”, tá?)! E, por causa do uso constante, criou-se uma baita especificidade.

II. Fenomimia

As fenomimias por sua vez reapresentam ações e características físicas. No Japão são chamadas de Gitaigo (擬態語, imitação + condição + palavra). Vale a pena frisar que embora não representem um som real, são ainda assim sons, só que artificiais.

Estas aqui servem principalmente para duas coisas: 1. destacar ações e características; 2. destacar condições. Na imagem abaixo, por exemplo, você tem 3 delas: a primeira indicando tanto a chuva contínua quanto o estado de estar ensopado, a próxima o bambalear bêbado e a última a condição de estar dormindo pesadamente.

Autoria desconhecida.

Como podem ver a ideia é reforçar algo de certa forma até óbvio, daí a birra de muitos de que não se faz necessário traduzi-las. Mas nem sempre é este o caso, às vezes as onomatopeias podem ser usadas para destacar pequenos detalhes no cenário ou de movimento que o autor considera crucial que poderia passar batido caso não houvesse o destaque.

Pior mesmo são aquelas que destacam algo que não está lá! Por exemplo, a on’yu de “tempo carregado”. Um autor não precisa desenhar um quadro ou cenário mostrando as nuvens e tempo cinza, ele pode simplesmente tacar o “goro goro” em algum canto e tá dito isso. Como um leitor que não sabe japonês vai entender que vai fazer chuva?

Outro exemplo são as características “complicadas” de serem desenhadas, ainda mais a depender do artista, como granulação, lisura, etc. Existem “sons” para especificar texturas, pasmem!

III. Psicomimia

Nossa última categoria, as psicomimias são representação dos estados emocionais. Em japonês são chamadas de Gijougo (擬情語, imitação + emoção + palavra), mas podem ser incluídas na categoria anterior como uma “condição”.

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“Buhsu” – aborrecido.

A importância destas é, obviamente, destacar as emoções e estado psicológico dos personagens. Mais uma vez alguém pode dizer que é desnecessário, mas existem muitas variações de sentimentos que desenhados ficam muito similar.

Por exemplo, o ato de ficar encabulado pode ser causado por muita coisa, como por vergonha, timidez, raiva. Cada um desses tipos de encabulação tem uma on’yu própria: “kaa” ou “akaa” indica estar rubro de vergonha, já “yaa” é uma reação mais forte e exagerada, com um quê de negação e para apenas demonstrar o ato de corar por felicidade utiliza-se “paaa”.

***

Se você leu com atenção vai notar algo que se repete bastante, a especificidade. Cada reação e motivação altera e molda as onomatopeias, causando várias versões diferentes!

Por exemplo, o velho som genérico de passo ou pés batendo ao chão, o “ta”. Se você está correndo levemente, “tatatatata”; se foi uma pisada leve, “tah”; uma pisada mais audível, “tan”; uma pisada forte, “da”; uma pisada que dá início a uma sequência de passos ou pouso, “dah”; uma corrida com passadas espaçada, “tahtahtah”; pisadas raivosa se aproximando, “dahdahdah”; corrida, “daaa”. Leva algumas horas para descrever todas as variações, sem contar que nem entramos nas diferenças causadas pelo tipo de sapato, ser ou terreno!

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Alterações de sons conforme velocidade e trajetória.

Como se não bastasse variar de acordo com tipo de ação, sapato, ser e terreno… Advinha? A trajetória e velocidade também mudam e muito a bendita! Dê uma olhada na imagem aí do lado que mostra a diferença de sons de algo “voando”.

Aí você pensa consigo mesmo, nossa que duro aprender tudo isso. Mas, calma lá, a coisa piora! O japonês é uma língua com fonemas bem limitados, eles têm pouquíssimas consoantes e apenas 5 vogais, resultado? Muitas on’yu começam a ficar absurdamente parecidas ou têm o mesmo som. Ou seja, vira uma questão de se saber o que aquilo significa naquela situação específica.

Somando tudo isso, atualmente o Japão tem mais de cinco mil on’yu e, levando em conta que isso não é exatamente fácil de catalogar e vai mudar também de acordo com o autor, é bem provável que sejam muito mais que isso.

Só que vale comentar que toda essa variedade vai aparecer mais na literatura infanto-juvenil. Mangás voltados para a meia-idade para cima quase não possuem mais essa variedade toda.

Inclusive as on’yu vão aparecer bastante nas frases e expressões japonesas dos jovens, menos no dia a dia adulto. Para dizer que, exemplo, uma pessoa tá andando cambaleante, você pode trocar esse advérbio pela on’yu de cambalear. Em português soaria algo como “ele está andando todo vup-vup”. Elas podem também ser usadas também nas posições de adjetivos, “que mulher fiu-fiu”, de substantivos, “ouvi um trim-trim-trim”, e de verbos “estou arfando”. Sim, nós também fazemos isso, só que menos e muitas vezes de forma mais forçada ou infantil.


Como lidamos com as on’yu

Já deu para perceber que on’yu não são nada fáceis de se lidar e que traduzi-las é quase impossível. O que dá para fazer é adaptar e existe várias técnicas e tipos de abordagem que vamos falar mais abaixo, mas, antes, precisamos discutir se devem ou não serem traduzidas e adaptadas.

I. Traduzir ou não?

Atualmente quase todas as empresas traduzem e adaptam todas as on’yu, mas não foi sempre assim. Houve vários casos de volumes sem nenhuma tradução e até hoje é muito fácil encontrar mangás com uma ou outra não traduzida.

Só que muitos leitores questionam a utilidade de se traduzi-las, seriam mesmo necessário? Ou questionam as traduções abstratas que no fundo não servem para muita coisa. Não valeria a pena apenas traduzir aquilo que fosse “importante”? Mas, por outro lado, como poderia ser definido a importância?

Existe a questão visual também, as traduções ficam sobre o desenho e a depender da quantidade de efeitos sonoros vira uma poluição imensa, ainda mais quando a editora não tem senso estético e deixa aquelas traduções enormes e jogadas no meio do quadro.

A verdade é que não existe uma resposta correta. Atualmente tem se usado a lógica de que se o mangá é em português, tudo deve ser traduzido.

II. Como traduzi-las?

Existem basicamente três extremos:

Fidelidade à forma. Essa tradução é bem fiel ao som original e tenta de alguma forma adaptar um pouco aquilo ou simplesmente transcrever mesmo. Um exemplo clássico é o “sup” e “gyup” que aparece bastante nos mangás brasileiros. O problema é que fica abstrato, sem significado ou naturalidade. A maioria do leitores não saberiam dizer que on’yu são essas, por outro lado, leitores assíduos acabam se acostumando e aprendendo da mesma forma que uma criança japonesa aprende.

Fidelidade ao significado. Nesta daqui se joga fora todos os sons e a ideia de ser uma onomatopeia e se usa palavras, especialmente adjetivos e verbos, para expressar exatamente o significado. Por exemplo, para as mesmas on’yu acima teríamos “move” e “segura”. O problema disto é a perda da ideia de efeito sonoro, o leitor pode até achar que ali está realmente escrito esses dois verbos.

Fidelidade à naturalidade. A ideia aqui é simples, vamos aportuguesar tudo! O tradutor busca, dentro das onomatopeias típicas brasileiras, achar a que melhor se encaixa. O problemas é que se perde toda aquele especificidade original e geralmente fica uma repetição dolorosa… Você vai encontrar uma enxurrada de “tak”, “vup”, “tap” e “bam”, por exemplo.

Na prática um tradutor nunca escolhe apenas uma abordagem e vai elegendo a melhor para cada ocasião. Assim ele pode traduzir as onomatopeias com mais naturalidade, gatos fazendo “miau” e coisas batendo “bam”, mas traduzir as de movimento e emoções com palavras.

Ah, é claro, existe a quarta técnica, famosíssima:

Puro chute. Como ninguém dá a mínima, olha o desenho e coloca o que acha que faz mais sentido. Ou simplesmente usa as “onomatopeias universais”, como “vup” e “toc”.

Piadas à parte, infelizmente esse tipo de coisa ocorre e muito, principalmente por causa da dificuldade de se entender e conhecer todas aquelas milhares de on’yu. Mangás antigos da JBC, por exemplo, são cheios dessas loucuras.

Mas não foi algo exclusivo deles, mangás mais antigos da Panini e da NewPOP sofrem do mesmo mal, e não é preciso procurar muito para achar, às vezes em volumes nem tão antigos assim. Curiosamente isso ocorreu pouco nos da Conrad, louvada seja a Drik Sada (tradutora veterana da maioria deles), Slam Dunk mesmo é impecável na tradução dos sons.

Felizmente esse tipo de coisa tem acontecido menos atualmente, já que há muitos tradutores e gerentes experientes. Por outro lado, editoras novas no ramo vivem aprontando dessas.

Por último, vale a pena comentar a presença das onomatopeias americanas, por causa dos comics muita coisa acaba sendo traduzido para o inglês como “slap”, “grab”, “pow”, “boom” e “smack”.

III. Como inseri-las?

Agora vem a questão visual. A primeira coisa é decidir se vai apagar a original e substituí-la pela tradução ou se vai colocar como se fossem legendas no desenho. No Brasil atualmente a maioria usa a estratégia de legendas, mas existem vários títulos em que elas são substituídas.

Como legendas, o posicionamento das mesmas vira uma questão de bom-senso e clareza. Demorou um bom tempo para as editoras chegarem no que são hoje em dia e, na verdade, não muito tempo atrás ainda saia alguns volumes com as legendas literalmente jogadas de qualquer jeito, às vezes sobre a original.

Exemplos de onomatopeias imitando o estilo original japonês.

Algumas das editoras e profissionais preferem utilizar uma única formatação e fonte para todas as legendas, numa forma de padrão. Enquanto outras vão usando uma certa variedade e tentam seguir a formatação original, o que ajuda na hora de identificar os pares naquelas páginas infernais ou possibilita uma maior mobilidade.

O caso é parecido quando é decidido apagar o original. Algumas editoras não levam muito a sério as formatações, cores e efeitos originais e colocam as traduções num certo padrão preestabelecido. Já outras adaptam e moldam cada uma delas o mais fiel possível.

Página de One Piece, versão em inglês e original em japonês.

Essa segunda forma, entretanto, tem alguns problemas. Primeiro, o velho “apagaram, mas não colocaram tradução”, uma verdadeira censura de on’yu, rs! Segundo, era que isso já vinha de outra versão, geralmente francesa ou americana, e, é claro, vinha do jeito deles na língua deles. Nada como ler mangá japonês com onomatopeias em inglês ou francês!

É claro, não foi incomum ver uma verdadeira mistura, com onomatopeias editadas, outras legendadas, outras por cima, outras não-traduzidas. Nossas editoras nesses quase 30 anos de história do mangá no Brasil já aprontaram literalmente de tudo.

***

E este foi o nosso especial sobre os efeitos sonoros japoneses nos mangás! Vou concluir o texto deixando o link com um vídeo muito fofinho japonês da NHK (rede televisiva) que mostra uma historinha apenas com onomatopeias, chamado “Onomatope no Uta” (オノマトペの歌, canção da onomatopeia). Vamos ver quantas você reconhece?

Clique aqui ou aqui

***

E você, leitor, já conhecia tudo isso? Como prefere as suas on’yu? 🙂

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10 thoughts on “As mimeses e onomatopeias japonesas”

  1. Ótimo post, fica evidente o domínio e a pesquisa referente ao assunto, parabéns.
    Quanto a tradução ou não dos mimeses e onomatopeias, por já conhecer katakana e hiragana gosto quando não traduzem, mas é puro egoismo, concordo que devem ser adaptados para nosso idioma.

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  2. Ja tinha ouvido falar sobre isso, mas nunca vi a fundo… Adorei o post!
    Como (ainda kkk) não sei muito de katagana e hiragana, a legendinha ajuda bastante na hora de ler kk Acho que o melhor caminho é realmente oq fazemos aqui hoje em dia, porque adaptar completamente me parece um jeito de ocidentalizar por completo o mangá @.@’ Os americanos são cheio dessas…
    Acho divertido o jeito que as palavras e as imagens as vezes parecem uma coisa só nos mangás, mas fora do contexto deles, as tentativas ficam meio estranhas kkk
    (PS: Esse foi quase um Desmistificando Extra kkk Valeu pelo post ^^)

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  3. Gostei muito do Post, achei interessante e esclarecedor. Eu não sei se é pela minha forma de ler, mas quando eu leio uma mangá é tão rápido que eu nem reparo nos honoríficos, mas tem alguns que eu volto para eu entender melhor, acho que os mangás mais “universais” (One Piece, por exemplo.) são mais fáceis de entender, mas alguns tipos de 4komas bem japoneses mesmo preciso de mais ainda, porém eu voto pela tradução deles.

    Roses, já havia escrito num comentário passado, mas vou comentar de novo! Todo mês eu faço contas de quanto eu gastei no mês com meus mangás, e assim eu controlo meu dinheirinho para comprar alguns por mês, fora algumas HQ’s soltas. Porém eu sempre me descontrolo um pouco e aço uma caquinha com o meu dinheiro.
    Vocês poderiam fazer alguma reportagem em cima desta problemática, ou poderiam me dar algum tipo de sugestão de matéria para ler. (Não sei se isso entra em economia doméstica.)
    Desde já muito obrigada!!!

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    1. Haha! Sim, é economia doméstica. Eu sugiro fazer uma lista por prioridade. Divida em 1. “Vou morrer se não ler”, 2. “amo demais”, 3. “é legalzinho”, 4. “fiquei entediada e estou lendo”.
      Reserve todo mês o valor para os da 1, independente de se vai sair ou não aquele mês. Esse valor é sagrado e você não pode mexer de jeito nenhum, só pra pagar os volumes dessa lista. Com o que sobrar, vá comprando os das listas 2, 3 e 4.

      Próximo mês, pegue o que sobrou da lista 1 e volta a completar para voltar àquele valor x. Se você não gastou tudo, nesse segundo mês você vai ter um extra para comprar alguma coisa, sem ter arriscado não poder comprar aqueles que realmente te importam.

      Assim você vai sempre ter o que você realmente faz questão sem risco, enquanto compra os outros com o que resta sem fazer caquinha.

      Ideia muito louca?

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  4. Roses, como você sabe da existência de mais de 5 mil on’yu? Essas on’yu são realmente catalogadas? Há uma lista acessível delas? Eu não as conhecia muito bem. Somente as conhecia sob o nome de onomatopeias. Eu não gosto delas traduzidas para a língua ocidental, não. Eu gostaria de conhece-las em seus sons originais, escrito em letras/alfabeto romanas/romano, como os exemplos que você colocou na postagem, como bushuu (aborrecido), kaa ou akaa (rubro de vergonha), yaa (que é uma reação mais forte e exagerada, com um quê de negação) e paaa (para apenas demonstrar o ato de corar por felicidade).

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