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Traduziram o título? Nem vou comprar mais

ataque-dos-titc3a3s-cenaPorque tem que ser do jeito que eu quero…

Vez ou outra acontece a mesma coisa. Uma certa editora anuncia que adquiriu a licença para um certo título, as pessoas comemoram bastante por finalmente poderem comprar o mangá em língua portuguesa, mas logo em seguida essa alegria vai embora. O motivo? A editora revela que em nosso país o título do mangá será traduzido.

Quando é uma obra desconhecida quase ninguém reclama, mas quando uma editora traduz o título de um mangá famoso parece que o mundo está prestes a acabar e surgem reclamações e mais reclamações de consumidores indignados com essa “coisa desnecessária”, com esse “desrespeito aos fãs” ou com esse absurdo “erro” da editora brasileira. Quem não se lembra o barulho que deu quando a Panini revelou que Shingeki no Kyojin se chamaria Ataque dos Titãs no Brasil?

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Imagina se a Disney resolve uniformizar o nome de Tio Patinhas?

Reclamar de uma adaptação/alteração faz parte. É preciso expressar sua opinião, é preciso mostrar o seu desgosto. O problema é que muita gente passa do limite, faz inúmeros xingamentos e vai mais longe ainda, dizendo coisas absurdas como “Traduziram o título? Nem vou comprar mais”. Isso não dá para entender…

Outros conseguem ser ainda mais irritantes e ficam tentando “provar” o porquê de, na opinião deles, ser errado traduzir o título de um mangá, falando que existia uma intenção do autor ao colocar um título, ou tentam argumentar com traduções que ficariam absurdas como “Um pedaço” ou “Exorcista azul”, e um monte de outras besteiras sem sentido.

Tais comportamentos são muito bizarros e difíceis de serem entendidos a contento. Mas eles existem, estão aí, e por esse motivo viemos aqui falar um pouco sobre esse tema controverso: a tradução de títulos.

***

Por que traduzem ou adaptam títulos?

I

O que devemos entender é o motivo pelo qual os títulos são traduzidos. Mas antes de responder a essa pergunta é necessário ver as muitas formas que as editoras brasileiras costumam adotar para os títulos nacionais dos mangás. Essas práticas serão importantes lá no final do texto, então tenha atenção nelas:

A primeira possibilidade que uma editora tem na hora de escolher um nome nacional para o mangá é simplesmente romanizar (i.e passar para caracteres romanos) os títulos originais em japonês como foi feito em Yu Yu Hakusho. Essa é a saída menos controversa possível, mas geralmente coloca-se um subtítulo em português como Kuroko no Basket: o basquete de Kuroko, Genshiken: o clube de estudos de cultura pop japonesa e Kimi ni Todoke: que chegue a você.

Outra possibilidade muito comum é a utilização do título internacional da obra, isto é, um nome dado pelos criadores ou donos dos direitos autorais para difundir aquela marca no mundo. Na verdade essa prática de título internacional é muito comum no Japão e vai muito além dos mangás. Revistas e premiações também costumam ter o nome em dois idiomas diferentes. No caso dos mangás, esse nome internacional tanto pode ser uma tradução direta como em The Seven Deadly Sins, quanto uma criação/adaptação como em Fullmetal Alchemist.

Embora no item anterior já aconteça uma ou outra reclamação é a partir daqui que começam os problemas verdadeiros com o público brasileiro!!! Ao invés de seguir os passos acima, as editoras podem também traduzir ou adaptar os títulos oficiais. A forma como essa tradução ou adaptação é feita varia muito. Pode ser em língua portuguesa como Lúcifer e o martelo e O senhor dos espinhos (adaptados do nome internacional da obra), Ataque dos titãs (adaptado do original japonês) ou 5 Centímetros por Segundo (tradução direta do japonês). Também é possível adaptar para o inglês como é o caso Alice Hearts e, em alguns casos mais raros, as editoras adaptam o título em japonês mesmo como Kimi no Unaji ni Kanpai!, que por aqui ficou como Kanpai!.

Há outros casos também. Alguns títulos nacionais são criados do zero como o mangá  Impulse, cujo original é Sekai ga Cake ni Naru Kakuritsu (A probabilidade do mundo ser feito de bolo). Outros são adaptados de um nome não-oficial como O Homem de várias faces que é adaptado da adaptação em inglês Man of Many Faces (O original é 20 Mensou ni Onegai!!, ou seja, 20 faces, por favor!!).

Só esses casos já mostram as várias possibilidades que as editoras têm na hora de escolher o título nacional de um mangá  (Note: todas as editoras agem igual. Existe um mito de que só a JBC traduz títulos, mas isso nem passa perto da verdade). As empresas usam todas as possibilidades e a decisão vai depender de cada mangá em específico. Em alguns elas vão deixar o título original, em outros vão traduzir ou adaptar. E o que vai definir qual tática será escolhida para cada obra será o bom senso e as exigências do autor e da editora original.

Sim, os japoneses precisam aprovar antes o título que a obra deles terá no Brasil, e , em algumas ocasiões, o próprio autor é quem dá o “ok” pessoalmente como foi o caso de Lúcifer e o martelo, segundo a JBC

Em outros casos, os japoneses fazem exigências, geralmente para uniformizar a marca em todos os cantos do mundo fora do Japão. Um caso recente é o de Kekkai Sensen que a JBC revelou que o título no Brasil será Blood Blockade Battlefront para seguir o nome internacional da marca. Supõe-se que o mesmo aconteceu com Nanatsu no taizai que por aqui ficou The Seven Deadly Sins. Esse tipo de exigência costuma ser especificado em contrato e, no caso, com aceite da editora brasileira.

A partir do momento em que sabemos que os japoneses precisam aprovar o título, qualquer reclamação perde o sentido prático de existir, afinal todas elas são direcionadas única e exclusivamente às editoras nacionais e se esquecem de que os donos originais daquele produto acataram “a mudança” e quem sabe a exigiram.

II

Partindo do pressuposto de que os japoneses aceitarão qualquer título, as empresas nacionais têm todas as possibilidades descritas acima. Mas, pergunta um leitor, se há todas essas possibilidades não seria mais fácil deixar o título original e agradar aos fãs? A resposta é NÃO. Veementemente não! É preciso ficar claro: as empresas não traduzem os títulos por birra; não traduzem para contrariar o público; elas traduzem porque é benéfico a todos, para editora, para os lojistas que irão vender o produto, e mesmo para você que ficou descontente com a tradução. Não entendeu? Vamos explicar…

Você já deve ter reparado que não é somente no mundo dos mangás que se traduzem ou adaptam títulos, não é mesmo? Qualquer filme por aí que você vir terá um título adaptado da forma mais maluca possível (Curtindo a Vida Adoidado, Deu a Louca na Chapeuzinho, etc). E por que os filmes têm títulos alterados e adaptados de forma tão diferente do título original? Para alcançar o maior número de público possível, para despertar interesse das pessoas, para passar ao brasileiro uma ideia ou uma temática do filme que o título original não conseguiria.

Pense bem: o que tem de chamativo no título Ferris Bueller’s Day off? Para alguém que saiba inglês talvez haja algum ponto interessante, mas para a grande maioria do povo esse nome não significa nada. Por outro lado, Curtindo a vida adoidado passa uma ideia mais clara e animada sobre o “dia de folga” de Ferris, coloca uma pulga atrás da orelha e nos leva a querer saber do que se trata o filme. A tradução de títulos é uma excelente estratégia para passar uma ideia sobre aquele produto e para gerar curiosidade em todas as pessoas, mesmo nos cinéfilos mais fanáticos. Afinal, é essa uma das principais utilidades de um título, além de criar uma singularidade àquela obra.

Os títulos de filmes são, portanto, alterados para despertar desejo no público, para que os frequentadores de cinema vejam um nome e se interessem em assistir este ou aquele filme, é uma estratégia comercial válida, feita para obter mais e mais lucro. É lógico que a gente pode questionar as escolhas e as adaptações deste ou daquele título, mas eles são feitos com esse fim que é o de passar uma ideia ao espectador e, consequentemente, vender mais ingressos.

III

A mesma lógica se aplica ao mundo dos mangás. Traduzem-se ou adaptam-se os títulos de mangás por dois motivos distintos e interligados: passar ao público brasileiro as intenções originais ou mais próximas possíveis das originais e angariar mais e mais consumidores para aquele título.

Nesse sentido, o nome do mangá tem que ser digerível, tem que despertar o interesse do maior número possível de leitores, principalmente se o mangá não tiver uma capa chamativa. Não somente isso, o título tem que passar a ideia geral da obra, coisa que – muitas vezes – o nome original japonês não conseguirá. Além, obviamente, de ser fácil de se pronunciar.

Mirai_1_Capa.inddPensemos no caso Mirai Nikki. Um japonês ao ver o título tem total ideia do que se trata a obra ou do que pode esperar dela – um mangá que fala sobre o tempo ou que tenha viagens temporais, etc. Porém, um brasileiro ao ver esse nome não tem absolutamente a menor ideia do que se trata a história; e ao ver na banca (e olhar essa capa que não revela absolutamente nada para quem nunca a leu) poderia deixar o título passar sem nem ligar para ele.

Ao traduzir o título para Diário do futuro, as intenções do autor são mantidas (sim, as intenções foram mantidas) e nós brasileiros temos as mesmas – ou pelo menos parecidas – impressões que os japoneses têm ao ler o título Mirai Nikki. Muitas vezes – leia-se quase sempre – manter as intenções do autor é traduzir e adaptar o título e não manter o original. Não faz sentido algum manter o título em japonês se ele não oferecer nada a quem não conhece a obra.

Outro caso exemplar é o de Nurarihyon no Mago, um nome praticamente impronunciável. Manter esse título na capa era pedir para o mangá ser cancelado após uma dezena de volumes. Além de não passar a ideia da obra, ele tinha um potencial quase nulo de vendas para os que já não eram fãs. Lógico que estamos sendo muito exagerados no caso desse mangá, mas a verdade é que seria uma péssima ideia não traduzir ou adaptar esse título. O nome nacional da obra, Nura: a Ascensão do Clã das Sombras, é excelente, pois nos apresenta uma ideia sobre o mangá, aguça a curiosidade dos possíveis leitores e, portanto, serve perfeitamente para o propósito de vender para quem não o conhece.

As pessoas precisam entender de verdade que não é só quem já conhece um determinado mangá que o compra. Principalmente não é só quem acompanha de perto o mundo otaku que consome mangás. Se somente quem já conhecesse  previamente os títulos comprasse mangás, nunca lançariam obras menos populares no Brasil, por exemplo.

O objetivo de toda publicação é atingir o máximo possível de leitores, tantos fãs, quantos não fãs, potenciais compradores que nunca sequer pensaram em adquirir este ou aquele título. Nesse sentido, as editoras brasileiras de mangás não podem – ou pelo menos não deveriam – se esquecer de que existe quem não conhece a obra, ou mesmo de que existe um leitor iniciante, uma pessoa que não compra mangás e que poderia se interessar a partir de uma certa obra. Por que vocês acham que ainda hoje existe a seguinte frase em todo mangá “Pare! Você está começando a ler o seu mangá pelo lugar errado”?

O marketing das editoras tem que ser feito justamente em cima daqueles que tem potencial de ser compradores e não dos que já são garantidos e a tradução ou adaptação de título é parte fundamental desse processo. Aos garantidos – ou seja, aos fãs – geralmente se coloca um subtítulo com o nome original (lembram que tem Mirai Nikki de subtítulo em Diário do futuro?) ou se faz uma adaptação que lembre o original.

Em resumo, a tradução ou adaptação de títulos é uma estratégia, antes de tudo, comercial. Quanto mais comercial for o título, melhor para a editora e, também, para você leitor, afinal quanto mais compradores menor é o risco de um mangá ser cancelado, não é mesmo? Não entendam mal, logicamente não é um subtítulo ou um título chamativo que “salva” uma obra, afinal “Mestres da barreira” não garantiu o sucesso de Kekkaishi no Brasil. Porém, um nome chamativo é realmente muito importante para que uma obra venda e venda bem.

Contudo é preciso fazer um destaque importante: o título de um mangá ser comercial, não significa que devemos traduzir todos os títulos. Isso nos leva ao próximo tópico.

Por que não se traduzem todos os títulos?

I

Sempre que se discute a tradução de títulos muitas pessoas gostam de assumir a posição 8 ou 80. Ou traduzem todos os títulos, ou não traduzem nenhum. Mas a realidade é que existem muitos números entre eles e podemos e devemos utilizar todos. Como dissemos acima, um título tem que ser comercial e para ser comercial não significa que devem traduzir os títulos de todos os mangás.

Peguemos o caso de One Piece. Se o título fosse traduzido ele se chamaria “Um pedaço” e convenhamos “Um pedaço” é um nome completamente vazio. Ele não significa nada. É meio óbvio que a situação mais acertada comercialmente falando era manter o título original (que é em inglês) e foi exatamente isso o que a Conrad fez quando o lançou pela primeira vez. Talvez se One Piece fosse uma obra menos estabelecida, as editoras poderiam adaptar o título sem problemas para nomes como  “Aventuras Piratas”, “Luffy, o pirata”, etc.

Bleach é um exemplo igual. Quem iria comprar um mangá chamado “Alvejante”? (“Vou ali na banca de jornal comprar Alvejante”. Rs). Fairy Tail é caso diferente. Ele seria difícil de adaptar por que “tail” soa como “tale”, sendo “fairy tale” conto de fada e “fairy tail” cauda da fada. Então optou-se por manter esse título para não perder a piada, embora quase ninguém a perceba^^.

Dragon Ball por seu turno é um nome traduzível, mas ele fica com o nome original devido a popularidade que ganhou com o animê. O mesmo ocorre com Yu Yu Hakusho  que só se chama assim no Brasil devido ao sucesso do desenho na antiga rede Manchete. Se lá nos anos 1990 a equipe de dublagem ou a empresa que licenciou o desenho tivesse traduzido o título, decerto o mangá seguiria o mesmo caminho, tal qual ocorreu na Itália.

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Capa italiana da nova edição de Yu Yu Hakusho (Yu Degli Spettri)

Veja que não são dois pesos e duas medidas; não é “hipocrisia” das editoras traduzir um e não traduzir outro, é tudo uma questão de se adequar ao que vai ficar melhor em cada obra… Repetindo: você pode até questionar uma escolha ou outra, mas nenhuma delas está errada, seja traduzir, seja não-traduzir…

II

Só com esses exemplo mais acima, você pode ver o que dissemos no início do texto sobre as diversas táticas utilizadas pelas editoras na hora de se escolher o título de uma obra. Contudo se olharmos bem os nomes nacionais de todos os mangás publicados no Brasil podemos notar que existe um pequeno padrão sobre os nomes serem traduzidos, adaptados ou deixados no original. 

Se o título possui o nome original em inglês, costuma-se deixar ele mesmo: One Piece, Ultraman, Death Note, Another etc. Existem exceções, como Saint Seiya e Magic Knight Rayearth que viraram Cavaleiros do Zodíaco e Guerreiras Mágicas de Rayearth, mas aqui o caso é o mesmo de Dragon Ball e Yu Yu hakusho, a força do animê. Títulos em outros idiomas como o latim (Thermae Romae) ou mesmo o português (a futura light novel Morte – sim, o título original é em português) também costumam ser mantidos sem problemas.

Somente títulos em japonês são traduzidos ou adaptados, pois evidentemente quase ninguém fala japonês no Brasil^^. E aí essa tradução varia podendo ser tanto em português, quanto em inglês a depender do bom senso e da permissão dos japoneses, como já comentamos antes. O bom senso nunca permitiria traduzir Ao no exorcist para “Exorcista azul”, então optou-se por um nome internacional inteligível: Blue Exorcist.

E, como dissemos antes, quando não se traduz um nome em japonês geralmente coloca-se um subtítulo em português, como Zetsuen no tempest: o destruidor da civilização ou o já citado Kimi ni todoke: que chegue a você.

Existem exceções a essa regra também, mas quase todas as exceções se derivam de nomes de personagens, lugares, etc, como por exemplo, Dororo, Naruto, Kobato ou Inu-yasha. As exceções que não são nomes são raríssimas, na verdade quase nunca acontece. É um desafio procurar um mangá com o título em japonês e que não tenha subtítulo. De cabeça só me vem Bakuman e Yu Yu Hakusho, mas há outros obviamente.

Ou seja, ao olhar esse padrão e começar a checar o catálogo das editoras perceberemos que manter o título original em japonês sem nada em português praticamente não acontece. E se praticamente não acontece porque será que as pessoas reclamam dizendo que se traduzirem o título elas não irão mais comprar? Bem, só podemos pensar que talvez para essa pessoa o mangá seja tão ruim, mas tão ruim, que a única coisa boa seja o título original^^.

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Biblioteca Brasileira de Mangás

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16 thoughts on “Traduziram o título? Nem vou comprar mais”

  1. Desmistificando? haha

    Eu já tinha notado esse padrão de tradução de nomes, e até ler o texto o único título não traduzido que passava pela minha cabeça era Sakura Ganbaru! , nunca tinha pensado em Yu Yu Hakusho ou Bakuman

    Pra falar a verdade não gosto desses “Nomes Internacionais” da obra, eu até entendo o porque de existirem, mas eu não acho legal pegar um nome Japonês e traduzir pra Inglês pra um país que fala Português, mas obviamente, nunca que isso me faria deixar de comprar
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    Kekkai Sensen é mais fácil de falar 😛

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      1. Nomes sofrem alterações?

        Os únicos casos que sei disso é que antigamente, os EUA compravam os animes, e editavam algumas coisas pra deixar mais Ocidental

        Por exemplo em Pokemon, o Satoshi virou Ash Ketchum
        Os Animes brasileiros geralmente são uma cópia da versão Americana

        E como os nomes acabam pegando entre o público, quando o mangá sai eles deixam aquele nome

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        1. Nomes alterados: Kagome virou Hagome (InuYasha), Kurapika virou Kurapaika (Hunter x Hunter), Carmilla virou Camila (Don Drácula), Leo virou Kimba (Kimba)… Que mais.. que mais…

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  2. Em geral, concordo com o post. No caso de Zetsuen no Tempest, creio q ele seja da categoria “salada editorial” que não seria exatamente culpa da JBC, mas q ja veio zoado de fora. Zetsuen no Tempest poderia ter sido traduzido como “A tempestade de Zetsuen” ou de modo mais literal ” A tempestade do isolamento”, o que ambos fariam sentido para a obra que faz muita referência a “A tempestade”, mas escolheram por deixar o titulo em japones e o subtitulo como “O destruidor da civilização” que é a tradução do subtitulo da versão americana “The Civilization Blaster” e que de titulo é “Blast of Tempest” (explosão da tempestade). Acho que ambas as versões ficaram incoerentes.

    Agora Lucifer e o martelo foi uma escolha ruim, o bom senso deveria ter pesado na hora de escolher o nome nacional, pois além da obra não ter em sua historia o nome de lucifer, mas sim de Samidare (que significa “Chuva do quinto mês / chuva de verão” http://www.nippobrasil.com.br/zashi/2.haicai.mestres/114a.shtml ) . Uma tradução literal ficaria “Estrela da Chuva de Verão”, o que seria mais facil pra vender do que “Lucifer e o martelo” que vem do subtitulo da versão japonesa, mas que não é uma tradução de “Hoshi no Samidare”. Talvez se tivessem mantido como um discreto subtitulo e mantido em Japones (ou outra coisa) teria feito o manga vender mais. Nunca comprei um unico volume dessa serie e mesmo assim ja tive de “ouvir” na propria banca por causa do nome e imagina se eu tivesse (e eu mesmo ficaria incomodado com esse nome). Em Steins;Gate é mencionado sobre a “espada de samidare”, porque não colocaram a espada de lucifer? com certeza não foi erro editorial e sim por samidare e lucifer não serem a mesma coisa. Por favor, sem criticas religiosas, mas lucifer e o martelo não é um nome que atenderia a maioria dos leitores, mesmo não cristãos que conheço se incomodam com o titulo.

    Agora só faltou deixar a tradução da capa de yuyu italiano 😛

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    1. Sobre Hoshi no samidare:

      Nas versões fora do Japão (EUA, Itália e França) utilizaram o nome internacional em inglês, sendo que Itália e França colocaram mais ou menos assim: “Samidare: Lucifer & biscuit hammers”.

      Vale lembrar que Samidare é o nome de uma das personagens do mangá e ela é apelidada pelo protagonista de “Lúcifer de saias”, pois ela quer salvar o mundo da destruição, para depois ela mesma o destruir. Por isso o título se chama “Lúcifer e o martelo” em português. Por isso não colocaram espada de Lúcifer em Steins gate, pois Lúcifer é só o apelido da personagem do mangá. Em hoshi no samidare, Samidare e Lúcifer se equivalem, em outro mangá, não.

      Talvez a escolha tenha sido mesmo errada por causa da reação das pessoas frente ao nome “lúcifer”, mas o título fez muito sentido para mim…

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    1. Eu achei que nunca iria rolar algum título pra competir com o de Ataque dos Titãs. Parece que errei. Esse consegue ser um mimimi 12039130x pior, principalmente considerando o tamanho do nome.

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  3. Lembro-me de uma mangá que, uou, nem inglês e nem japonês é fácil de falar: Tsubasa Rezaboa Kuronikuru (Tsubasa Chronicle Reversevoir ou Tsubasa Reservoir Chronicle.) Já torci umas 5 vezes a língua tentando pronunciar.
    Mas achei interessante saber disso, porque eu nunca reparei isso. São poucos mangás, mesmo que tem nome Japonês aqui no Brasil, eu fico feliz de eles traduzirem algumas vezes ou encurtarem o nome, a menos que a pessoa que quiser comprar um mangá de Ano Hana queira pronunciar Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai, igual Pablo Picasso: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso. :3 Chega de comparações, só queria abrir o coração!

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