Retrospectiva

Retrospectiva 2015 – Editora Panini

aoharaido paniniPlanetes, Aoharaido, coisas boas e coisas ruins…

E vamos para mais uma retrospectiva? Depois de falarmos de Nova Sampa, Newpop e JBC agora chegou a vez de relembrarmos um pouco da nossa editora italiana favorita.

Para muitos, a Planet Mangá teve um ano muito parado, com poucos lançamentos e sem muitas novidades impactantes. De fato, isso é verdade. Porém essa falta de lançamentos se deve à grande quantidade de títulos longos da editora e de não haver espaço suficiente na grade para muitos novos mangás em 2015.

No entanto, embora tenha lançado menos títulos novos que suas concorrentes Newpop e JBC, a editora teve um ano interessante com o lançamento de alguns títulos de sucesso e alguns spin-offs e databooks de suas séries mais populares.

Fora isso, o ano da Panini teve altos e baixos, com novos problemas, velhos problemas e alguns acertos. Vamos ver mais detalhadamente:

***


I – Papel jornal e preços

Durante o ano, praticamente todos os mangás da editora subiram 1 real no preço e, agora, os novos lançamentos estão vindo na faixa de R$ 12,90. A editora ainda se mantém como a empresa que pratica os preços mais baixos do mercado, mas continua usando papel jornal.

Como comentamos ontem, na retrospectiva da JBC, a editora foi forçada, em determinado momento do ano, a alterar o papel jornal utilizado, pois devido ao aumento do dólar a fornecedora não importava mais o que era utilizado anteriormente. Essa mudança se fez sentir especialmente em Vinland Saga. O título sofreu um aumento de dois reais e acabou coincidindo justamente com essa mudança, o que fez com que muita gente dissesse que a editora havia aumentado o preço e diminuído a qualidade.

Posteriormente, a editora buscou alternativas, novos fornecedores e o papel utilizado em alguns mangás, como o de Tokyo Ghoul, foi muito elogiado. Porém, continua a ser um mero papel jornal…


planetes 01

II – Planetes

Se a Panini continua a insistir na utilização do papel jornal com vistas a manter o preço de seus produtos o mais barato possível, a edição de Planetes foi um ponto fora da curva e que nos fez sorrir.

A edição continha orelhas, papel offset e páginas coloridas por um preço de R$ 18,90. Embora a editora não tenha divulgado a gramatura do papel, parece ser inferior ao utilizado pela Newpop, mas mesmo assim a edição foi muito bonita e digna do preço.

Ao que parece, a edição deu lucro para a editora e pode ser que outras obras com a mesma qualidade nos sejam oferecidas no futuro. Existe a promessa de que Vagabond seja assim e, quem sabe, a editora não anima e faz isso em One Punch-man também?


naruto gold 01

III – Naruto Gold

A nova edição de Naruto veio com muitas novidades, papel offset, mini-poster, etc. Porém esse relançamento foi recheado de polêmicas. Primeiramente muita gente não entendeu – melhor dizendo, não quis entender – o porquê de o mangá ser publicado pela terceira vez, principalmente porque, no entender dessas pessoas, havia muitas outras obras que precisariam de um relançamento.

O segundo ponto de polêmica foi seu acabamento. Anunciado como uma “publicação de luxo”, o título decepcionou a começar pelo papel, considerado demais fino e transparente pelos consumidores. Beth Kodama, editora da Panini, desmentiu a editora e disse que não era uma edição de luxo e sim apenas uma nova edição melhorada. A propaganda oficial, no entanto, foi a que pegou e as pessoas criticaram em demasia a “edição de luxo de araque”. Hoje isso já está quase esquecido e, segundo alguns leitores, o papel parece ter melhorado um pouco…


IV – Títulos esgotados rapidamente

É difícil medir o sucesso de uma série normal. Mas um sucesso absoluto é fácil de notar. Embora não tenha lançado muitos títulos, alguns dos lançamentos da Panini foram sucessos inquestionáveis. Do mesmo modo que acontecera com Ataque dos titãs em 2013 e Berserk em 2014, Aoharaido e Tokyo Ghoul tiveram seus volumes iniciais esgotados em pouquíssimo tempo, o que fez com que muita gente não conseguisse comprar os títulos.

A editora teve que correr e preparou reimpressões dos títulos. Salvo engano, houve até mesmo mais de uma reimpressão em Aoharaido, mostrando a força que esse título teve em território nacional. Como falamos em outra postagem de retrospectiva, Aoharaido não foi a última chance do mangá shoujo no Brasil, mas fez a Panini ver que o público realmente quer shoujo e ansiava por título de sucesso.



V – Distribuição setorizada e assinaturas

A distribuição setorizada da Panini continua sendo terrível e os moradores de cidades de fase 2 continuam tendo que esperar meses e – até mesmo – anos para ver um certo volume. Em 2015, por exemplo, foi às bancas da cidade de fase 2, o último volume do mangá Karin. Detalhe: quase dois anos depois de ter sido concluído… Outro exemplo desse sistema macabro e estranho é Berserk: as cidades de Fase 2 receberam até agora apenas os dois primeiros volumes do mangá e ainda não há sinal do terceiro. Isso é coisa que se faça, dona Panini? No mínimo, isso é desrespeito com o consumidor de mangás que não tem a sorte e o privilégio de morar nos grandes centros urbanos.

Para piorar tudo, a editora mantém sua política de não oferecer assinaturas para todos os títulos. Por mais que as pessoas reclamem muito do sistema de assinatura dessa empresa, ela é uma forma de moradores de todos os lugares do Brasil terem acessos aos mangás sem necessidade de pagar fretes absurdos. No entanto, apenas meia dúzia de títulos podem ser assinados. Aprenda rápido com a JBC, dona Panini…


VI – Títulos lançados

Em 2015, a editora Panini lançou 13 novos títulos, divididos da seguinte forma: 4 spin-offs (Highschool of the head, Ataque dos titãs – sem arrependimentos, Ataque dos titãs: antes da queda e Sword Art Online – Fairy dance), 3 databooks ( One Piece Blue, One Piece Yellow e Naruto: o livro secreto da batalha), 1 relançamento (Naruto Gold) e outros 5 mangás independentes: Aoharaido; Tokyo ghoul, Gigantomachia, Planetes e Fate Stay Night.


VII – Títulos concluídos

A Panini concluiu 9 mangás “antigos”: Sword Art Online, Sora no Otoshimono, Monster, Claymore, Naruto, Dragon Ball, Sankarea, Pokemon B&W e Defense Devil.

Além deles, também houve a conclusão dos títulos que se iniciaram este ano mesmo Ataque dos titãs sem arrependimentos, Planetes e os de volume único Highschool of the head, One Piece Yellow, One Piece Blue, Gigantomachia e Naruto: o livro secreto da batalha.


VIII – Títulos em hiato e paralisados

Durante o ano foram publicados novos volumes de Blood Lad (12 e 13) e Kimi ni todoke (23). O único título a encostar no Japão este ano foi Psychic Detective Yakumo. Estão bem perto disso, Triage X, Bleach e Highschool dxd, sendo que os três já sofreram atrasos devido à proximidade com o Japão. Outro que está próximo de encostar com o Japão e ter novos números por aqui de forma mais esparsa é Black Butler.

E os títulos “na geladeira”? Eles foram para o freezer. Beth Kodama falou em uma palestra que não há qualquer previsão dos títulos paralisados como Kekkaishi retornarem em 2016. Ela pessoalmente não acredita na volta desses títulos, mas eles não foram cancelados, ainda!


IX – Títulos em publicação

Além dos títulos citados acima, a editora Panini continuou com suas publicações habituais. Durante o ano foram lançados volumes de One Piece, Naruto Pocket, Kuroko no Basket, Reborn, Ataque dos titãs, 20th century boys, Assassination Classroom, Beelzebub, Air Gear, Toriko, Vinland Saga e Berserk.


one_punch-man1jpgX – Títulos anunciados 

Para terminar essa retrospectiva, apresentamos a vocês a lista de títulos anunciados pela editora Panini e que devem começar a ser publicados em 2016. Listamos apenas os títulos. As demais informações – como nome do autor– podem ser obtidas na nossa páginas sobre a editora, clicando aqui.

Lovely Complex (previsto para fevereiro)
The testament of sister new devil (maio)
Rust Blaster (2º semestre de 2016)
Arakawa Under the Bridge (maio)
Pandora Hearts (abril)
Akame Ga kill (março)
One punch-man (março ou abril)
Vagabond (março)
Black Rock Shooter – the game (provavelmente no 2º semestre de 2016)
Black Rock Shooter – Innocent Soul (fevereiro)


***

Essa foi a nossa retrospectiva da editora Panini. Aguardem que ainda falta uma retrospectiva das editoras menores, como Abril, L&PM, etc…

BIBLIOTECA BRASILEIRA DE MANGÁS

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5 thoughts on “Retrospectiva 2015 – Editora Panini”

  1. de tudo que a panini fez o mais lamentavel, em minha opiniao de merda, eh a paralizacao do Kekkaishi… fiquei super fa, tenho todos os volumes e digo mais, um titulo mto mal compreendido e mal absorvido pela galera.

    n sei como que eh a cabeca desse jovens de hj (tenho 28 anos) mas Kekkaishi é um shonen extremamente divertido, serio e com uma trama excelente e ate mesmo filosofica! vale para qualquer pessoa que se diga fa de manga e de shonen…

    pelo andar das coisas, eu tb acho que infelismente nao vou poder completar minha coleção, o que me chateia demais! eu sempre fui fa 1º da panini, mas essa do Kekkaishi me doi no coracao…

    eu realmente n sei se nao vendeu, ou se vou ma vontade ou se foi os dois – puta merda, eh ridiculo ver um manga tao foda ser tratado assim…

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  2. Vale citar que o mangá tokyo ghoul não está mais com o papel bom, ao que parece desde a edição 2 só vem piorando, está horrível o papel, e o miolo está muito ruim!

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