Opinião

Por que Jojo não será lançado no Brasil?

Jojo's_Bizarre_Adventure_(Classic_English_Logo_Vector)Sem Jojo, sem respeito…

Enquanto vemos o Rio doce ser praticamente extinto em Minas Gerais (e não termos qualquer trabalho concreto para evitar os estragos também no Espírito Santo), o Japão sofrendo mais um terremoto, centenas de pessoas serem mortas por um atentado na França, e um monte de gente sem noção nas redes sociais não sabendo como se comportar em um momento desses, o mundo otaku não para com as mesmas discussões infantis e já superadas que volta e meia reaparecem pelas internets da vida. Neste últimos dias ocorreu, em três locais diferentes a mesmíssima discussão sobre o porquê de Jojo Bizarre Adventure não ser lançado no Brasil.

Hoje muitas pessoas já são sensatas e sabem bem as dificuldades de se trazer Jojo, outras, no entanto, continuam na sua inocência de achar que “as editoras não querem ganhar dinheiro”. Confesso que ainda é difícil compreender que realmente existam pessoas assim, que peçam a sério pela publicação de mangás infinitos como Hajime no Ippo ou Jojo Bizarre Adventure, mesmo sabendo da quase inexistência de mangás longos no Brasil, da dificuldade de publicação desse tipo de título e de muitos outros motivos. Entretanto, essas pessoas existem, estão por aí, e, por algum motivo, gostam de sonhar. E ao ver as discussões nas redes sociais, resolvemos fazer essa postagem e viemos de novo falar o porquê de Jojo Bizarre Adventure não ser lançado no Brasil…

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Mangás longos no Brasil?

Já fizemos uma postagem a respeito de mangás longos (clique aqui para ler). Nela elencamos a lista com os mangás mais extensos publicados no Brasil e o resultado é desanimador para qualquer um que queira ver um título gigante por aqui.

Em 15 anos de mercado de mangás no Brasil, tivemos apenas 20 mangás com pelo menos 40 volumes, o que dá uma média de pouco mais de 1 título longo sendo lançado por ano. Os números são mais traiçoeiros quando vemos que dentro desses 20, há duas edições de One Piece, Dragon Ball e Naruto, além de dois mangás cancelados: Vagabond e Futari H.

Quer mais desalento? A grande maioria dos títulos foram publicados na era do meio-tanko. Mais desalento ainda? De todos os mangás atualmente em publicação no Brasil apenas Tutor Hitman Reborn e Naruto Gold atingirão a marca de 40 volumes ou mais. E talvez Toriko se ele não for concluído logo no Japão.

É evidente que mangá longo no país é raridade das raridades e não devemos ter esperança de que lancem Jojo Bizarre Adventure, Hajime no Ippo, Kochikame ou qualquer outro mangá “infinito” por aí…

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inuOne Piece, Naruto e Inu-Yasha

A verdade é essa, mas a esperança colorida das pessoas sempre se agarra nas mínimas possibilidades, inclusive fazendo comparações inúteis e infrutíferas com alguns mangás longuíssimos que saíram no país. “Se lançaram Inu-Yasha em 112 volumes, logicamente poderão lançar Jojo”; “Naruto foi publicado durante 8 anos, Jojo serão só dois anos a mais”; “One Piece é um mangá infinito e está aí firme e forte”.

Essas comparações são bem injustas, pois não levam em consideração o peso das obras. Desculpem-me fãs, mas não há como comparar Jojo com Inu-Yasha, One Piece e Naruto. One Piece é um sucesso mundial estrondoso, sendo o mangá que mais vendeu em toda história; Naruto é o mais bem sucedido título no Brasil, tanto que já está em sua terceira publicação; E Inu-Yasha teve animê em tv aberta, a força do nome de Rumiko Takahashi para empurrar a história, e uma editora que não queria cancelar obras, lançando o mangá durante muito tempo de forma quinzenal.  São mundos completamente diferentes…

Não dá para as editoras arriscarem em uma obra que pode não vender o suficiente e acabar gerando um prejuízo gigantesco para elas. No caso específico da JBC, a empresa já deixou claro a dificuldade de se trabalhar com um título longo. Segundo eles, o normal a acontecer é todo mangá ir perdendo leitores no meio do caminho e, dependendo dessa perda, o título pode acabar sendo cancelado e isso é muito ruim, não somente para os leitores, como também para a editora que passa a ter dificuldade de negociar um título de impacto com a licenciante japonesa. Nesse sentido, arriscar em um título de 113 volumes sem saber bem como será o retorno é quase como assinar um contrato de falência antecipada.

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euaEstados Unidos e Espanha

Alguns fãs de Jojo Bizarre Adventure acabam sendo bem mais sensatos e sabem que o mangá é um título longo demais para ser publicado por aqui. Entretanto a experiência americana com o mangá ressuscita a esperança das pessoas e mantém viva uma pequena chama de possibilidade de o título aparecer no Brasil. Jojo Bizarre Adventure é um mangá dividido em partes e na terra do Tio Sam o mangá teve apenas a sua terceira parte publicada, chamada de Stardust Crusaders, compreendendo os volumes 12 a 28 da série.

Porém em 2014, a Editora Viz voltou a investir no mangá e começou uma publicação de luxo da obra, baseada na versão definitiva que saíra no Japão, com capas mais “atualizadas” e com mais páginas por edição, reduzindo assim o número de volumes. A primeira parte de Jojo possui apenas 5 volumes e na versão americana foi reduzida para 3. Convenhamos, esse tipo de iniciativa dá esperança, não dá?

Jojo 01

MAS as coisas não são fáceis assim, lendário sonhador! Primeiro que uma edição de luxo ou mesmo uma edição “big” como a nova versão italiana que começou a sair em 2009 (anteriormente as 5 primeiras partes já haviam sido lançadas na Itália em meio-tanko, entre 1993 e 2003) sairia muito caro e mesmo reduzindo os volumes a possibilidade de não dar certo continuaria bastante alta.

Contudo esse não é o real problema. O problema é sobre a possibilidade de lançar o mangá por partes. A editora JBC foi bem clara em diversas oportunidades a respeito de se utilizar essa experiência a americana e segundo ela a realidade é que é muito difícil os japoneses aprovarem um plano de publicação desse tipo.

Mas se a Viz conseguiu, então porque a JBC ou mesmo a Panini não podem conseguir? Muitas pessoas não sabem ou esquecem o que é a Viz e o poder que ela tem. Ela é muito diferente de qualquer editora brasileira a começar pelo fato de ela ser uma empresa controlada por duas grandes editoras japonesas, a Shueisha (dona da Shonen Jump, por exemplo) e a Shogakukan (casa de Magi e Pokémon), e isso claramente faz uma diferença enorme. Não se pode ignorar o fato de que no Japão, Jojo é publicado pela Shueisha, então qualquer coisa que a Viz quiser fazer será muito, mas muito mais fácil de se conseguir, pois a Viz pertence a essa editora.

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Não é necessário saber os bastidores das empresas para saber que para uma Panini ou uma JBC da vida tentar publicar Jojo em partes é preciso muito mais negociação do que no caso da Viz e como as editoras já disseram: os japoneses tendem a negar as coisas muito facilmente. Não existe razão para não acreditarmos nas editoras nesse caso, ou você pensa que elas querem perder dinheiro?^^

Mas se você não acredita mesmo nas editoras nacionais, então temos o exemplo claro da Espanha para mostrar essa dificuldade. Recentemente a editora Ivrea, durante o XXI Salón del Manga de Barcelona, informou o motivo de não publicarem Jojo por lá. Segundo eles, por ora os japoneses só liberam o mangá se for feito um contrato com os primeiros 63 volumes da série (as 5 primeiras partes do mangá) e isso não é algo que o mercado espanhol possa suportar.

Não precisamos dizer mais nada. Se a Espanha que tem um mercado muito maior do que o nosso não consegue lançar Jojo por partes, como podemos ter esperança de lançar no Brasil? Não, amiguinhos, a esperança já morreu tem tempo…

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fenixExiste Fênix?

Existe, claro que existe. Eu já disse aqui uma vez e repito facilmente que Jojo Bizarre Adventure nunca será lançado no Brasil. Adoraríamos estar errados, mas a realidade no momento é essa. Todavia não existe nada imutável. Não se pode duvidar de que o mercado se transforme, de que as editoras arrisquem e de que até mesmo os japoneses aceitem as condições brasileiras.

Pode até ser que a Panini já tenha conseguido dobrar a Shueisha e anuncie o título nos próximos meses, mas isso não é uma coisa que devemos esperar. Existem todos esses impeditivos que falamos e com eles não dá para acharmos qualquer possibilidade de o título sair por aqui. Mas vamos ver o que o futuro nos espera, já erramos antes, podemos estar errados de novo…

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Update 04/02/2017: Desde que esse texto foi publicado, várias coisas aconteceram. Primeiro a Ivrea Argentina comentou o mesmo que sua filial espanhola, a Shueisha só libera o mangá se forem comprados os 63 primeiros volumes, mostrando o quão difícil é licenciar a obra…

Depois disso, começou a “saga” brasileira. Beth Kodama, editora-sênior da Panini, deu esperanças para os consumidores brasileiros. Ela queria lançar Jojo por partes. Kodama comentou que “se a Viz conseguiu lançar por partes, qualquer outra empresa pode fazer”, indo contra ao que a Ivrea (argentina e espanhola) havia falado. Houve campanhas pela Internet à fora, com várias pessoas buscando mostrar interesse no mangá na página da editora, para que a empresa fosse realmente atrás do título.

Um tempo depois das esperanças, veio o banho de água fria. Kodama disse que a licença de Jojo é muito custosa e os japoneses são inflexíveis. Ou é tudo ou é nada. Mostrando que as falas da Ivrea eram bem verdadeiras.

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Disso tudo fica claro o seguinte: a Panini está de olho em Jojo Bizarre Adventure e foi atrás do mangá, mas não conseguiu licenciar o título. Da época da postagem até o dia desta atualização, esse é o ponto mais importante: a gente sabe que há pelo menos uma editora interessada no mangá. Mesmo assim, as chances de o mangá ser publicado no Brasil ainda são mínimas, quase nulas… Mas ainda que a chama esteja quase apagando, ainda há esse restinho de esperança…

Update 23/04/2017: No dia 6 de abril de 2017, a editora Ivrea anunciou a publicação de Jojo Bizarre Adventure na Espanha. Se você leu atentamente o texto deve ter percebido que essa era a editora que sempre informava o público sobre a dificuldade de negociação e as grandes exigências dos japoneses. Com pompas a empresa divulgou que finalmente conseguiu “dobrar” a Shueisha e chegar a um acordo para a publicação do material. Segundo a Ivrea, boa parte dos entraves ainda existem, mas eles conseguiram mesmo assim a publicação do título. Por lá, serão lançadas as quatro primeiras partes do mangá, equivalente às 47 primeiras edições, porém será utilizado o formato bunko, reduzindo o número de volumes para 29. A ideia da empresa é publicar todas as outras sagas posteriormente, mas caso não venda o esperado, pararão após essas quatro sagas.

A editora frisou que só foi atrás do mangás, pois o público foi insistente e provou que não era uma “moda passageira’. Você pode conferir o comunicado da editora na íntegra, clicando aqui.

Pois veja bem, se lançar mais de 60 volumes era arriscado demais em nosso país, uma edição de 29 aos moldes do que será feito na Espanha passa a ser algo bem mais visível e viável. Não é algo descabido sonhar com a publicação do título em nosso país. Se a Shueisha foi “dobrada” assim, nada impede que aconteça o mesmo por aqui. Mas a Espanha é um mercado maior do que o nosso, então talvez Jojo não apareça tão cedo, mas agora existem razões reais para se ter esperança na publicação do título no Brasil…

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28 thoughts on “Por que Jojo não será lançado no Brasil?”

  1. Talvez dividir em sagas igual Pokémon funcionasse, mas ainda assim seria um risco. Os japoneses nem para colaborarem. Mas eles são espertos: sabem que série longa tem chance de ser cancelada. E cancelamento = sem dinheiro pra eles (exceto o pagamento para conclusão de contratos e afins). Complicado. A única esperança de Jojo seria uma fanbase mais forte e consolidada, apta a consumir o mangá. Mas se nem para títulos mais populares há uma fanbase tão fixa (comentário pedindo Tokyo Ghoul na página da Panini até hoje recebendo likes…), imagina pra JoJo?

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      1. As primeiras partes de JoJo (ate a parte 4 eu acho) são muito antigas e não tem arquivos digitais para se trabalhar. Seria necessário todo um trabalho de digitalização e remasterização, consequentemente aumentando o custo da edição.
        Seria mais fácil começar pelas sagas mais recentes e se fizer sucesso trazer as antigas (assim como foi feito com pokemon).

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  2. Não sabia que a viz era controlada por editoras japonesas, acho que isso explica o poder que eles tem, mas kyon, uma pergunta:jojo já acabou ou continua em andamento no japão?

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  3. Talvez,eu digo TALVEZ,se a animação fosse trazida para o Brasil e fizesse sucesso,a chance poderia existir.Dragon Ball teve 42 volume e foi finalizado recentemente em terra tupiniquins.Como esperado,vendeu feito água.E por que? Porque ele já era famosíssimo aqui no Brasil graças ao mangá.Idem para Inu Yasha.Se as pessoas sonham que um dia Jojo será publicado aqui,o mínimo que deve ocorrer é que pelo menos a animação seja trazida pra cá e que faça sucesso,que Jojo ganhe uma fan base demasiada,que as editoras vejam que o negócio vai lucrar,para ai sim pensarem em trazer o mangá.

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    1. Jojo tem algumas cenas violentas e pra ser exibidas na atual tv é meio que impossivel, e mesmo cortes estragariam a obra. Não rolaria, a n ser q fosse pra uma netflix, mas n seria o suficiente

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  4. Eu sei que é impossível existir uma chance de trazerem JoJo pra cá, mas acho difícil essa ideia mudar de uma hora pra outra apenas com um texto para algumas pessoas. Não estou discordando de sua opinião, e eu respeito igualmente, mas as pessoas precisam de algo para crer. Não é fácil um fã de JoJo aceitar a fria e dura realidade das condições das editoras brasileiras, então não dá pra levar muito a sério este post, mesmo com exemplos. Eu sou um fã assíduo de JoJo, assim como minha irmã. Sei que não chegarei a ver os mangás sendo publicados por aqui, mas ainda tenho um pingo de esperança de que isso mudará e terei a oportunidade de por as mãos no primeiro volume do mangá que mais amo e respeito, assim como minha irmã pensa o mesmo. Apesar de ser um pensamento ridículo, existem pessoas como eu, então, me desculpe, mas seu post não fará a cabeça de muitas pessoas, mas pode ter certeza que algumas com certeza concordaram com sua visão.

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    1. Normal pensar assim e nem tínhamos toda essa pretensão de modificar a cabeça de todos os fãs. Nunca aconteceria, nenhum texto de qualquer pessoa tem esse tipo de capacidade^^. O texto foi mais para apresentar todas as dificuldades que atravessam a publicação de Jojo no Brasil e que muita gente não conhece.

      Sonhar com Jojo no país não é problema, o problema é querer o mangá aqui sem saber dessas dificuldades e ficar achando “que as editoras não querem ganhar dinheiro”.

      Mas é como eu disse no fim do texto, as coisas podem ser modificadas com o tempo. Até pouco tempo atrás era improvável uma republicação de Akira no Brasil, mas agora teremos o mangá… por que não com Jojo, um dia? Continuemos a sonhar (pois eu também quero muito) mas não nos esqueçamos de todas essas dificuldades…

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      1. Entendo. E realmente é algo bobo, mas existem pessoas que esquecem que toda e qualquer empresa precisa lucrar com seu produto, e isso inclui a indústria do mangá. Acho que se JoJo fosse publicado por aqui, seria cancelado logo de cara, mas não só por esses fatores que você citou acima, também temos que contar com o mangá em si. Acho difícil alguém se interessar com o plot clichê do anos 80 da 1ª parte, e a própria arte, que não é nada agradável aos olhos…

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  5. Hehe Kyon da real. Mas sabe qual é o problema que eu vejo mesmo? O público consumidor de mangás aqui no Brasil ainda é muito infantil (e aqui eu não me refiro somente à idade). É um público que simplesmente não tem maturidade para lidar com as adversidades do nosso mercado, achando que “é tudo muito fácil”.

    Esse comentário que você citou “as editoras não querem ganhar dinheiro” é um dos comentários que eu mais vejo, e não só em relação à publicação de mangás longos, falam isso quando as editoras anunciam um formato X, um preço Y, um papel W, simplesmente tudo. Não entendem que cada decisão que as editoras tomam, elas levam em consideração N fatores e não é só uma questão de querer ou não querer, é uma questão de “o que é economicamente mais viável e o que não é”. Não aprenderam com a “falência” da Conrad que, pra um mercado como o nosso, não dá pra agradar os leitores sempre, não dá pra fazer tudo o que eles pedem. É aquele criticar simplesmente por criticar, sem intenção nenhuma de procurar saber o porquê de x e y acontecerem.

    Dia desses mesmo tinha gente falando na página da JBC “editora lixo, não padroniza as fontes nas capas de Eden”, “nossa, olha esse preço de All You Need is Kill, só querem saber de lucrar” tsc tsc. E olha que a editora já explicou essas coisas 4398478 vezes…

    Curtido por 1 pessoa

  6. haveria esperancas se existisse uma iniciativa para os mangas online? sei que a produção fisica eh um tanto custosa, mas e se fosse distribuído digitalmente? so os custos da tradução e edição? sei la quanto custa isso mas….. ja leio scans por tablet e n acho ruim nao…

    acho q nesse sentido eu vejo uma sombra de esperança… eh um titulo enorme mesmo e concordo que seja mtooo foda lançar fora do mercado americano e japones (os unicos que tem bala para se manterem)

    o que me dizem amigos?

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  7. “De todos os mangás atualmente em publicação no Brasil apenas Tutor Hitman Reborn e Naruto Gold atingirão a marca de 40 volumes ou mais.” – esqueceram de Bleach pessoal! 71 volumes publicados no Brasil! Ainda em publicação até a conclusão (74 volumes!).

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    1. Você interpretou errado. O trecho que vc destacou está falando de mangás que IRÃO ultrapassar mais de 40 volumes. Bleach já tem mais de 40 volumes no Brasil. Assim como One Piece e Fairy tail.Todos esses já tinham 40 volumes na época dá postagem.

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  8. Kyon, na postagem diz que os japoneses só querem vender se comprarem os primeiros 63 volumes, que seria equivalente até o fim da parte 5

    se eles vendessem só até o volume 28, equivalente a parte 3, será que já faria uma grande diferença?

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  9. Penso também que um dos motivos que irá dificultar ainda mais a partir de agora, é o fato da capa do volume 06 de OPM ter gerado discussão pelo Puri Puri na capa; personagens de JoJo’s são afeminados, sei que pode não ter muito a ver, mas acho que dificulta a partir disso sim. E outra, título longo não importando qual, realmente perde compradores. Sei que não devo ter isso como base concreta, mas pegue o número de colecionadores do volume 01 de One Piece no Guia dos Quadrinhos, compare com o número de volumes 50 na coleção, por exemplo; a diferença é grande. Junte ao fato as editoras trazerem muitos títulos, alguns podem deixar de lado eventualmente, na troca por outro volume que mais lhe interesse no momento. Enfim, seria uma boa vir, mas por enquanto vamos sonhando, ha ha ha. xD

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    1. Concordo com você,todos os mangas sofrem queda de leitores no Brasil,se nos basearmos no Guia dosQuadrinhos então…Toriko está quase zerado por lá,eu não acredito que os usuários do site comprem e deixem de atualizar suas coleções por lá,até porque o Guia ajuda na organização das coleções com os status e notas que podemos dar aos quadrinhos cadastrados,portanto,acho um número confiável para pesquisa,não muito confiável,mas confiável.

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  10. Na Itália, JoJo foi meio-tanko até o fim da parte 6. Só Steel Ball Run que saiu com 200 páginas. E para o brasileiro que reclama de qualidade e propaganda, o papel era jornal de rua, e algumas edições tinham propaganda colorida na “capa de trás”. (Propaganda de comics americanos, digo mais.)

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    1. É verdade, sim, já sabemos^^. A Ivrea Espanha deixou avisado que “o mangá mais esperado de 2017 seria anunciado” e fiquei acompanhando as redes sociais. Hoje ela publicou no Facebook e fez todo um apanhado do como foi a negociação, das inúmeras recusas da Shueisha, das dificuldades e tudo mais.

      Ainda não tivemos tempo de atualizar esta postagem, mas faremos isso em breve^^.

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