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BBM Lista: Mangás que nunca serão lançados no Brasil

Bom dia, pessoal.

A postagem de hoje é um pouco diferente. Pode acabar com as esperanças de alguns ou gerar ira em outros. Alguns dirão que já sabiam, enquanto mais alguns não aceitarão a realidade. Falaremos de cinco mangás que nunca serão lançados no Brasil. Por um motivo ou outro são mangás que as editoras brasileiras praticamente descartaram de trazer para o país, restante aos fãs, que querem ter o mangá em suas estantes, importar as versões estrangeiras.

Nós da Biblioteca Brasileira de Mangás esperamos estar errados e que alguma editora surpreenda trazendo essas obras para o território nacional.

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hajime no ippo5. Hajime no Ippo – Mangá de boxe criado por George Morikawa. Na história seguimos Ippo Makunouchi e sua tentativa de descobrir o que é ser forte. O mangá começou a ser serializado em 1989, na Shonen Magazine, da editora Kodansha, e ainda hoje está em produção, contando atualmente com 109 volumes.

Por que esse mangá não virá para o Brasil? O principal impedimento é sua enorme extensão. Aceitando ou não um mangá tão grande não tem um potencial de venda forte e um mangá ser cancelado no meio é ruim tanto para a editora quanto para os leitores. Muitos podem dizer que Inu yasha foi publicado aqui em 112 volumes e One Piece está firme e forte, mas são casos muito diferentes. Inu Yasha teve anime passando em tv aberta, enquanto One Piece é um hit mundial. Por mais fãs que Hajime no Ippo tenha no Brasil não chega nem perto desses dois mangás.

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Jojo4. Jojo Bizarre Adventure – Jojo é um mangá criado por Hirohiko Araki e é publicado desde 1986, primeiramente no Shonen Jump e depois na Ultra Jump, ambas revistas da editora Shueisha. Atualmente o mangá conta com 113 volumes. Jojo é um épico de ação, aventura e horror.  A história desenvolve-se em arcos que abrangem as gerações da família Joestar, com cada arco se concentrando em um determinado membro da família e suas batalhas contra vampiros, super vampiros e etc.

Por que esse mangá não virá para o Brasil? Basicamente pelo mesmo motivo de Hajime no Ippo, o número excessivo de volumes. Os fãs ainda nutrem esperança de que esse mangá venha baseado na experiência americana onde o mangá é publicado em partes. Todavia essa pode não ser uma alternativa. Ao que parece uma das editoras nacionais já tentou negociar Jojo nesses moldes, mas  os japoneses negaram. Então, o único jeito desse mangá ser publicado aqui é amolecer o coração da Shueisha.

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gintama03. Gintama – escrito e desenhado por Hideaki Sorachi, Gintama é um mangá de comédia publicado na Shonen jump desde 2003 e possui 57 volumes atualmente. A história ocorre no Período Edo que foi conquistada por alieníginas chamados Amanto, e segue a vida do ponto de vista do samurai Sakata Gintoki, que trabalha como um freelancer ao lado de seus amigos Shimura Shinpachi e Kagura, a fim de pagar o aluguel mensal.O mangá é divertido em grande parte por sua paródias de outros mangás/animes.

Por que esse mangá não virá para o Brasil? Já está ficando repetitivo. O grande número de volumes é o principal empecilho para um mangá desses vir ao Brasil. Porém, existem outros fatores igualmente importantes que dificultam a vinda deste mangá. A obra utiliza-se de muitos trocadilhos e brincadeiras que se perderiam em língua portuguesa e exigiria um trabalho muito grande de adaptação. Ainda que o anime tenha sido dublado em português recentemente, a dificuldade continua.

Contudo, o principal fator é o histórico do mangá nos principais mercados fora do Japão. Nos Estados Unidos, a Viz Cancelou Gintama após o volume 23 . Na Espanha, Gintama foi cancelado  pela EDT por gerar prejuízo de 3000 euros por número. Na Itália, a Planeta deAgostini também cancelou. Entre os grandes mercados, apenas a editora Kana, da França, ainda mantém a publicação do mangá, estando atualmente no volume 32. A Itália dará outra chance ao mangá em 2015, com a editora Star Comics, mas isso não muda o histórico negativo em mercados maiores que o brasileiro. Tanto a Panini, quanto a JBC já disseram que não tem interesse nesse mangá, entre outros motivos, por causa desse histórico. Em resumo, será preciso muita sorte para que esse mangá seja publicado aqui.

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dragon quest 0102. Dragon Quest: Dai no Daiboken (Fly, o pequeno guerreiro) – mangá de Riku Sanjo, publicado no Shonen Jump de 1989 a 1996 é conhecido no Brasil por seu anime que passou no SBT na década de 1990. O mangá teve 37 volumes e até hoje nenhuma editora o lançou por essas bandas.

Por que esse mangá não virá para o Brasil? Muitos são os fatores, mas o fato de mangá ser meio antigo, e ter um grande número de volumes são impedimentos. Ele não tem um apelo muito forte como tinham Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco ou Sailor Moon. Pode até a vir aparecer no país algum dia, mas é bem improvável.

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akira 0101. Akira – mangá clássico de Katsuhiro Otomo, foi publicado na Young Magazine, da Kodansha de 1982 a 1990, compilado em um total de 6 volumes. A obra já foi publicada no Brasil no início da década de 1990 pela editora Globo, mas com páginas espelhadas e colorido, além de ser dividido em 38 volumes.

Por que esse mangá não virá novamente para o Brasil? Este é, sem dúvida, o mais fácil e o mais difícil de ser publicado no Brasil. Ele é fácil por possuir apenas 6 volumes, de ser um clássico, principalmente por causa do filme, e por ter grande capacidade de venda tanto para otakus, quanto para não otakus. Porém, ele é o mais difícil porque o autor simplesmente não deixa publicarem seu mangá. Embora não tenha uma relação direta, depois do anúncio de Ghost in the Shell, pela JBC, surgiu a esperança de que Akira também possa ser liberado pela Kodansha. Resta esperar e ver se isso realmente acontece ou tenhamos que importar a versão americana.

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E por hoje é isso. O que acharam? Acreditam que algum desses títulos pode realmente vir ao Brasil em breve? Acham que estou sendo pessimista? Dissertem nos comentários…

[Atualização]

Não tem coisa melhor do que estar errado. \o/ Akira será relançado, galera.

Esperamos estar errados em relação aos outros também.

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41 thoughts on “BBM Lista: Mangás que nunca serão lançados no Brasil”

    1. Na verdade, eu tenho esperança em todos, mas apenas quando o mercado brasileiro de mangás se expandir mais. Neste momento parece difícil algum desses vir… paciência…

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      1. O problema é que, se demorar muito, ficará mais difícil trazer estas obras. O que garante que Gintama, por exemplo, ainda estará na “boca do povo” em alguns anos ? Talvez se popularizar com a “dublagem Park” da Netflix …

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  1. Esse histórico de cancelamento de Gintama é que mata. Se fosse só nos estados unidos tudo bem, já que reborn também foi cancelado lá e aqui tá sendo um sucesso, mas com esses outros países fica difícil ter esperança….

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    1. Exato. Mas a Shueisha não liberava o título para a Star Comics (ou para a Panini ou qualquer outra editora italiana) porque o contrato com a Planeta deAgostini ainda estava vigente. Quando o contrato venceu a Star comics foi a escolhida para a publicação da obra.

      E está aí uma boa coisa: quem sabe o idioma, pode começar a importar e acompanhar a série juntamente com os italianos^^.

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  2. Quanto ao Fly, se o número de edições é empecilho, então por que para o Inuyasha, que tem 19 edições a mais que o Fly, não foi problema (e isso mesmo com o mangá aqui no Brasil tendo umas paradas)??

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    1. Porque, coincidentemente, tinha o anime no Cartoon Network passando quase ao mesmo tempo,o que deu uma baita ajuda para forma a base de fãs. Ou seja, foi pura sorte e oportunismo da JBC!

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    1. E o preço será repassado para nós, então … Por exemplo, a versão americana custa, na Amazon, 20 Obamas. Em conversão direta, quase 60 Dilmas um volume, sem contar licenciamento, impressão, tradução, tiragens limitadas, lucro da empresa, … chegaria aqui por 100~120 Dilmas! O mesmo preço dos encadernados de Sandman, de algumas Hq’s da DC e da Marvel …

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      1. A Panini mesmo se fizesse um trabalho excelente em capa dura como fizeram em edições de Definitivas e/ou Capa Dura de HQ’s venderia em um preço na faixa dos 50 a 60 conto, a coleção ainda ficaria em conta e com toda certeza venderia e muito. Poderiam ainda lançar um box junto com a 1ª ed. um mimo a mais aos colecionadores. Chamaria ainda mais a compra dos 5 ed. restantes.

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      1. Onde exatamente foi publicada essa declaração do Otomo? Ninguém cita um site, uma revista, um vídeo sequer… só repetem o que alguém disse em algum outro site.

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  3. Por que vocês continuam propagando essa informação falsa de que Akira não é publicado no Brasil por impedimento do Katsuhiro Otomo. O mangá continua sendo republicado nos EUA pela Kodansha e em 2012 ganhou um box comemorando os 30 anos de seu lançamento. Otomo sabe que Akira é cultuado ao redor do mundo, e até lamentou que seus fãs não-japoneses não pudessem apreciar uma exposição de suas obras realizada no ano passado.

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    1. Pelo que eu sei, o autor realmente não deixa o mangá ser lançado porque considera uma obra “datada”. Ele só “muda” de ideia quando o valor pago é bem grandinho…

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    2. A internet é territórios de lendas, algumas verdadeiras outras não.

      Diziam que a Kodansha não liberava a licença de Sailor Moon, Ghost in the shell e Akira porque seus autores não deixavam.

      Nesse último Henshin +, a editora JBC reafirmou que Naoko Takeuchi não deixava mesmo Sailor Moon ser publicado, enquanto o autor de Ghost in the shell desejava uma qualidade de impressão que os japoneses julgavam que o Brasil não possuía…

      O que garante que a informação sobre Akira não seja verdade também? O mangá ter sido publicado em outros países? pffff

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      1. “O que garante que a informação sobre Akira não seja verdade também? O mangá ter sido publicado em outros países? pffff”

        Então o problema não seria com o mangá ser “datado”, e sim com o Brasil não ter competência para publicar a obra como ela merece.

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    3. 1. Eu não fui claro no texto, então acho que você confundiu o que eu quis dizer. Existe uma lenda de que o autor não deixa publicarem o mangá fora do Japão. Até onde sei, isso é apenas uma lenda. Não foi isso que eu quis dizer.

      Meu comentário se refere ao que foi falado pelas editoras em eventos: que o autor não deixa relançarem o mangá aqui por causa de algum empecilho com a editora Globo. Não tenho as informações detalhadas, por isso escrevi somente e tão somente que o autor não deixa.

      2. Fora a minha falha, acho que deve sempre ficar claro o seguinte: o fato de um mangá ser publicado nos Estados Unidos e em outras partes do mundo não significa que exista licença aberta para o Brasil. Basta lembrar do caso Sailor Moon: foi publicado nos EUA e em todos os eventos as editoras brasileiras juravam de pés juntos que não havia licenciamento para o Brasil porque a autora não deixava. Só depois, a JBC o anunciou e o lançou. Não coloco minha mão no fogo pelas editoras, mas não tenho motivo para achar que elas estavam mentindo…

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      1. Valeu, Kyon, mas acho que essa informação precisaria de uma confirmação oficial para ser divulgada dessa maneira. Sempre se diz “Katsuhiro Otomo proibe a republicação de Akira” mas ninguém cita onde e quando ele declarou isso, daí fica difícil dar alguma credibilidade. Também não acho que a Globo tenha qualquer propriedade sobre os direitos, ela apenas republicava o material da Epic/Marvel, cujos direitos expiraram ainda nos anos 90. E já vimos o quanto é difícil confiar em editoras quando elas anunciam títulos e os abandonam pela metade, deixando os leitores no prejuízo (como a Conrad e a Panini).

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  4. Vejo com o principal empecilho de lançarem aqui no brasil, são títulos que ainda estão em andamento no Japão. A quantidade de volumes seria o segundo item em toda essa questão. Quanto AKIRA ainda espero vê por terras brasileiras, mais que seja em um edição de muito bem feita, revisada, revisada e revisada, algo de colecionador.

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    1. Eu acho que isso é lenda mesmo, mas o carinha da Globo tá mentindo pacas…

      Veja a frase: “Eu era editor da série na época e me lembro de alguma coisa, sim. A publicação de Akira só foi interrompida por nós porque a série ainda estava sendo produzida no Japão naquele momento, e o ritmo deles era menor do que a produção mensal dos americanos da Epic (um dos selos da Marvel Comics). O que aconteceu foi que a produção americana (isto é, tradução + colorização) se equiparou à dos japoneses e os americanos tiveram de esperar a Kodansha (a editora original da série) terminar tudo antes de retomar a “ocidentalização” e só então publicar o restante. Portanto, tivemos que fazer o mesmo no Brasil.”

      Ou os americanos enganaram os brasileiros, ou a Globo quis enganar os consumidores…. afinal, Akira já havia terminado faz tempo….

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  5. JoJo ainda tem chance de vir para o Brasil graças ao JoJonium. Um que não tem chance nenhum de vir é Detective Conan. É tão desconhecido que nem tá na lista.

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  6. Versailles no Bara (Rosa de Versalhes) não foi citado, então, estou esperançosa. Demorei um pouco lendo o texto (deu vontade de cantar a abertura na hora que Fly, O Pequeno Guerreiro). Realmente, séries grandes são um empecilho porque as vendas caem. Eu sou exemplo vivo disso. Parei Bleach na edição 48 e One Piece na quarenta e pouco… Cansa…

    Gostei do seu texto. Você apresentou motivos válidos para essas obras. Mas que alguma editora surpreenda. O próprio Cassius disse que Sailor Moon só saiu aqui graças ao relançamento de Sakura Card Captor. Vai que Ghost in the Shell abra as portas para Akira?

    Até mais

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  7. Alguém por ai tem edições dos Cavaleiros dos Zodíacos Episódio G? A Conrad praticamente não existe mais, a obra ficou no limbo das completas mas com algumas edições com tiragem limitadas e sinceramente, me arrependo de ter começado essa coleção (minha primeira coleção q me empenhei a começar e terminar). Se alguém tiver e puder me dar um help eu agradeceria muitoo!
    vagner_vb@hotmail.com

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